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Polícia Federal prende delegado da PF na hora em que ele dividia propina

As investigações apontam que o delegado de Polícia Federal solicitou vantagem indevida a Clodoaldo Pereira dos Santos, proprietário de uma empresa de segurança privada

A Polícia Federal deflagrou neste sábado, 25, a Operação Corrumpere para desarticular uma organização criminosa composta por um delegado de Polícia Federal de Londrina, um proprietário de uma empresa de segurança privada e outros envolvidos. De acordo com a PF, o delegado Sandro Viana foi preso no momento em que dividia uma propina de R$ 35 mil com um intermediador que o auxiliou a extorquir o dinheiro um empresário da área de segurança privada da cidade.

Cerca de 40 policiais federais cumpriram 6 mandados judiciais, sendo 2 de prisão preventiva e 4 de busca e apreensão, todos na cidade no norte paranaense. As ordens judiciais foram expedidas pela Vara Federal Criminal de Londrina. As investigações apontam que o delegado de Polícia Federal solicitou vantagem indevida a Clodoaldo Pereira dos Santos, proprietário de uma empresa de segurança privada. Em troca, o policial deixaria de realizar o indiciamento formal do empresário em inquérito policial que apurava sua conduta.

“O delegado Sandro Viana era responsável pela investigação contra esse empresário. Por meio do intermediário, que é dono da empresa de vigilância, eles solicitaram o dinheiro. Neste sábado, ocorreu o pagamento”, explicou o delegado Felipe Barros Leal, que é responsável pela operação. O delegado ficaria com R$ 20 mil, e o intermediador com R$ 15 mil, segundo a Polícia Federal.

Sandro Viana atuou na cidade de Marília (SP), onde chegou em 2007 e comandou a Operação Oeste, que resultou na prisão de vários agentes da Delegacia e do também delegado corrupto, Washington Menezes. Viana também comandou parte das investigações sobre crime eleitoral envolvendo diversos políticos, como o ex-vereador Yoshio Takaoka (que acabou tendo o diploma cassado e nem tomou posse em 2013), o ex-prefeito Domingos Alcalde e o ex-prefeito Vinícius Camarinha.

Os presos, na medida de suas participações, poderão responder pelos crimes de corrupção passiva, organização criminosa e peculato. Eles serão transferidos para Brasília. A denominação Operação Corrumpere é uma referência ao ato de corromper, “que causa a destruição das instituições públicas, maculando a estrutura de um País, causando em última instância prejuízos incalculáveis à nação”, segundo informou a PF.
Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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