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Polícia identifica duas participantes do ‘jogo da Baleia Azul’

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Segundo a polícia, elas recebiam orientação de uma mulher de MG para os desafios do jogo online. Na semana passada, uma adolescente de 16 anos foi encontrada morta depois de ser supostamente incentivada pelo jogo

A Polícia Militar de Mato Grosso identificou duas novas participantes do jogo da ‘Baleia Azul’ no estado, durante um trabalho de conscientização de pais e alunos em escolas públicas de 11 municípios vizinhos de Vila Rica, a 1.276 km de Cuiabá, onde uma adolescente teria morrido em um desafio do jogo.

Essas duas participantes têm 15 e 16 anos de idade. O comandante da PM de Vila Rica, Joel Outo, afirmou que elas fazem parte de um grupo de aplicativo de celular usado para relatar experiências com os desafios do jogo online. Pelo número de telefone, a polícia identificou que as adolescentes recebiam orientação de uma mulher de Minas Gerais para cumprir os desafios. A suspeita é de que ela seja a “curadora” do grupo.

Ao fim de uma das palestras, segundo o comandante, uma mãe procurou os policiais dizendo que suspeitava que a filha estivesse cumprindo os desafios propostos pelo game. A adolescente dela está com uma cicatriz na perna em formato de estrela.

No celular da adolescente, a polícia encontrou uma mensagem sugerindo que ela fizesse a marca como um dos desafios do jogo. De acordo com a PM, vídeos de suicídios são compartilhados como pelos membros no grupo. As informações já foram repassadas para a Polícia Civil, que investiga o caso.

A outra adolescente procurou a polícia e afirmou que também participa do grupo e que segue os desafios. Ela relatou que já estava no 48º desafio do jogo que tem 50 etapas. O último seria o suicídio.

Segundo o tenente-coronel Joel Outo, foram identificados no grupo de WhatsApp números de telefones com DDDs de vários estados do país. “A suposta curadora do grupo tem o DDD de Minas Gerais e usa o nome de Alice”, afirmou.

Uma das sugestões da polícia é que os pais ou responsáveis controlem o acesso dos filhos à internet e monitorem as mensagens trocadas na rede. “Os pais podem até ser mais radicais e deixar os filhos em quarentena, sem acesso à web e aparelhos de telefone”, afirmou Outo.

Morte de adolescente

As palestras começaram a ser ministradas pelos policiais para alertar os pais sobre a gravidade do jogo que tem feito vítimas por todo o mundo depois da morte de uma adolescente de 16 anos que foi encontrada morta em uma lagoa em Vila Rica. A suspeita é que ela tenha sido incentivada pelo game. A morte da adolescente está sendo investigada, mas a principal hipótese levantada pela Polícia Civil é a de suicídio.

Ela havia desaparecido durante a madrugada de terça-feira (11) e a família denunciou o sumiço à polícia. O corpo da adolescente foi encontrado na tarde do mesmo dia e resgatado por policiais. Alguns moradores cederam embarcações e também ajudaram nas buscas.

O delegado André Rigonato, que conduz as investigações, afirmou que a mãe da adolescente relatou informalmente à polícia que a filha teria apresentado cortes nos braços há cerca de dois meses. A ação, segundo o relato, teria sido uma das “tarefas” impostas aos membros do suposto jogo online do qual a jovem participava. “A família tomou conhecimento desses cortes, mas não sabia da gravidade da situação”, disse.

O jogo

Segundo a Polícia Civil, o jogo online foi iniciado na Rússia entre 2015 e 2016 e está supostamente ligado a uma série de suicídios em todo o mundo, uma vez que busca causar danos emocionais aos participantes.

A polícia afirma que as vítimas são coagidas a seguir instruções feitas por “curador”, como é chamada a pessoa que entrega os desafios. De acordo com relatos, o jogo dura cerca de 50 dias com desafios que vão desde “assistir a filmes de terror durante madrugada” e “rasgar a própria a pele com a faca até uma determinada hora do dia” até o desafio final, que seria o suicídio.

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