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Polícia indicia pai de Bernardo, madrasta e amiga por homicídio qualificado

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A Polícia Civil do Rio Grande do Sul indiciou, nesta terça-feira (13), o pai de Bernardo Boldrini, o médico Leandro Boldrini, a madrasta, Graciele Ugulini, e a assistente social Edelvânia Wirganovicz por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Os três estão presos suspeitos da morte do menino de 11 anos, no início de abril.

O inquérito policial que investiga o crime foi concluído e entregue nesta manhã no Fórum de Três Passos, no Rio Grande do Sul. O documento possui pouco mais de 2 mil páginas e é dividido em 11 volumes. Além dos documentos, foi entregue a Justiça outras provas recolhidas durante as investigações. Dentre elas estão uma bicicleta de Bernardo e uma faca.

Segundo a polícia, Leandro e Graciele arquitetaram o crime. A madrasta foi indiciada como mentora e executora do homicídio e ocultação de cadáver. Além de ser responsabilizado como mentor do homicídio e ocultação de cadáver, o pai de Bernardo também auxiliou, segundo a polícia, na compra do remédio que foi injetado no garoto e que provocou a morte. Já a amiga da família foi indiciada como executora do homicídio e por ocultação de cadáver. Já a prisão provisória de Evandro Wirganovicz ocorreu no último sábado (10), sendo o último fato novo após a investigação. O carro dele foi visto próximo ao local onde o corpo foi enterrado um dia antes do assassinato.

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Em entrevista coletiva, a delegada Cristiane de Moura de Silva Bauss falou sobre detalhes da apuração da morte do garoto. “Graciele teria dito que havia dado um comprimidinho para que ele não passasse mal no caminho e que em Frederico Westphalen, eles iriam para uma benzedeira onde ele ia levar um ‘piquezinho'”, relatou.

Sobre a participação de Graciele no crime, a delegada titular do inquérito, Caroline Bamberg afirmou que uma testemunha, amiga da madrasta de Bernardo, informou que no final de janeiro foi procurada por Graciele que relatou que ela e Leandro queriam matar Bernardo. “Ela teria dito que ele só não matou o menino porque não tinha um poço”, contou Caroline.

Ainda segundo a delegada, três testemunhas diferentes relataram que, quando Leandro procurou por Bernardo nas casas e efetuou ligações no domingo à noite, ele disse “como eu vou achar esse guri se ele não levou o telefone?”, sendo que ele disse em depoimento que ligou para o filho.

Além de ser indiciado por homicídio qualificado e por ocultação de cadáver, o casal também responderá por motivo fútil, como desamor e ódio, motivo torpe, que é o pagamento feito para Edelvânia, por meio incidioso, que dificultou a defesa da vítima, e por crime contra criança menor de 14 anos.

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