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Polícia recupera armamento da Força Nacional após confronto

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Após o confronto na Floresta Nacional (Flona) Bom Futuro, em Rondônia, a polícia do estado recuperou, no sábado (16), uma escopeta calibre 12 e 8 granadas de efeito moral de propriedade da Força Nacional. O armamento foi localizado por um agricultor na região de Rio Pardo, a cerca de 350 quilômetros de Porto Velho. Ele acionou a polícia, foi ouvido e liberado. O conflito na área de preservação resultou na morte do soldado Luís Pedro Gomes, de 33 anos, que há dois meses havia sido cedido pela Polícia Militar do Mato Grosso do Sul para atuar na Força Nacional.

A ponte da Linha Eletrônica, em Rio Pardo, foi destruída.  Segundo a polícia, os invasores serraram as bases da ponte e ela caiu, impedindo a passagem de veículos. Alguns sitiantes se arriscam e passam de motocicleta ou a pé. Carros não passam. Segundo os agricultores da região, outra ponte, na Linha 15, também foi destruída.  As Linhas Eletrônica e 15 dão acesso à Flona.

Ação
Após o retorno ao local na sexta-feira (15), nenhum invasor foi visto. A polícia interrogou moradores, recuperou um veículo da Força Nacional incendiado e cerca de 50 policiais permanecem no distrito.

Para o governo do Estado, os invasores usaram táticas de guerrilha contra os policiais que cumpririam uma retirada no dia 13 de novembro. Eles foram encurralados, prédios e viaturas policiais foram destruídos. Um suspeito de participar da ação que resultou na morte do soldado Luís Pedro foi preso. Na casa dele foram encontradas munições, pólvora, binóculos, rádios e uma arma de fogo.

A operação que deu início ao confronto na Floresta de Bom Futuro, segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), tinha 71 pessoas e o grande diferencial foi o tipo de reação do grupo que estava lá. “Destruíram pontes, criaram barricadas de fogo, jogaram mais de 30 toras grossas de madeira nas estradas para impedir a passagem da polícia e afrontaram as autoridades de uma forma inédita, até mesmo pra gente que tem experiência em fiscalizar”, relata Simone Nogueira Santos, do ICMBio.

Com informações do G1

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