Polícia recupera parte do dinheiro roubado da Prosegur no Paraguai

Foram apreendidas embarcações, explosivos e fuzis com capacidade de derrubar até helicópteros; dez estão detidos

Policiais brasileiros conseguiram recuperar nesta terça-feira, 25, parte do dinheiro roubado no dia anterior da transportadora de valores Prosegur, em Ciudad del Este, no Paraguai. O montante corresponde a R$ 219.450, G$ 733.640.000 (cerca de R$ 4,2 milhões) e US$ 1.275.030. O dinheiro estava em um malote que foi localizado durante as buscas feitas em toda região oeste do Paraná.
Até o fim da tarde desta terça, haviam sido apreendidas 2 embarcações, 7 quilos de explosivos, 6 fuzis e 2 coletes balísticos. Dez pessoas foram presas e três acabaram mortas em confronto com agentes na terça.
Um dos detidos é um homem de 37 anos apontado como um dos líderes da quadrilha. Ele foi preso nesta terça pela manhã em Cascavel, oeste do Paraná, pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) durante uma blitz, em um ônibus da linha Foz do Iguaçu-Curitiba.

Natural de São Paulo, o suspeito portava identidade falsa, de Itajaí, Santa Catarina. Segundo o porta-voz da Polícia Federal de Cascavel, Gustavo Korp, as informações colhidas até o momento indicam que ele seria o líder do bando. O homem é foragido de um presídio paulista dominado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC). Os primeiros indícios apontam para ligação direta da facção com o crime.

Todos os detidos até o momento são brasileiros – dois paulistas e um baiano. Nos interrogatórios preliminares feitos até agora, os presos usaram o direito de ficar calados, de acordo com a PF. “É outro tipo de criminalidade. No Paraguai, eles não usaram um fuzil só, usaram metralhadora ponto 50 que nem as polícias do Brasil utilizam”, afirma o delegado-chefe da PF em Foz do Iguaçu, Fabiano Bordignon.
Os investigadores colhem DNA dos presos para confrontar com vestígios deixados em um imóvel de luxo localizado pela Polícia Nacional do Paraguai em Ciudad del Este que teria sido utilizado pela quadrilha como base.
Barreira. Mais de 800 agentes do Brasil e Paraguai estão espalhados por toda a fronteira para conter os assaltantes. Os policiais fazem barreiras e blitze em rodovias e monitoram portos clandestinos no lado paraguaio. A polícia está orientando a população a tomar medidas de segurança e recomenda que as pessoas não permaneçam por muito tempo dentro de carros, nas ruas, para evitar uma eventual abordagem.

Fonte: O Estado de S. Paulo

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