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Polícia do RJ começa a fazer reconstituição da morte da estudante Maria Eduarda

Investigadores já sabem que um dos tiros que atingiu a menina partiu do fuzil usado por um dos PMs durante confronto com traficantes perto da Escola Jornalista Daniel Piza, em Acari.

A Divisão de Homícídios (DH) da Polícia Civil começou a realizar às 14h30 desta quarta-feira (12) a reconstituição da morte da estudante Maria Eduarda, de 13 anos, na Escola Municipal Jornalista Daniel Piza, em Acari, Zona Norte do Rio. Os dois PMs suspeitos de participação da morte da estudante não participaram do trabalho pericial.

Maria Eduarda foi baleada no local quando participava de uma aula de educação física no dia 30 de março. Na ocasião, PMs trocavam tiros com suspeitos de tráfico de drogas nos arredores da escola.

Reconstituição da morte de Maria Eduarda movimenta área próxima da escola em Acari (Foto: Reprodução/TVGlobo)
    Reconstituição da morte de Maria Eduarda movimenta área próxima da escola em Acari (Foto: Reprodução/TVGlobo)

A mãe da estudante fez questão de observar a reconstituição da morte da filha. “Está sendo muito difícil, mas quero acompanhar tudo”, desabafou. Ela afirmou ainda que pretende “pedir para o governo do estado que eu quero estar de frente para o policial que fez isso é perguntar a ele ‘o que você faria no meu lugar?'”.

Mãe da estudante Maria Eduarda, Rose Ferreira, acompanhou a reconstituição da morte da filha nesta quarta-feira (12) (Foto: Henrique Coelho/G1)
Mãe da estudante Maria Eduarda, Rose Ferreira, acompanhou a reconstituição da morte da filha nesta quarta-feira (12) (Foto: Henrique Coelho/G1)

Os investigadores já sabem que ao menos um dos tiros que atingiu a menina partiu do fuzil usado por um dos PMs, o cabo Fábio de Barros Dias. Os outros fragmentos de balas retirados do corpo de Maria Eduarda eram muito pequenos e não puderam ser comparados com as armas usadas pelos PMs.

Cabo Dias e o sargento Davi Gomes Centeno estão presos e acusados de executar dois traficantes de drogas durante a operação. Os dois já foram indiciados pelo crime, que foi registrado em vídeo.

A advogada de defesa dos dois PMs, Luciana Pires, disse que eles não participaram da reconstituição por motivos de segurança. Ela destacou ainda que a defesa dos policiais não reconhece o laudo que diz que os tiros partiram das armas dos policiais.

Luciana afirmou, também, que não há elementos que justifiquem a prisão dos dois PMs. “Os requisitos da prisão preventiva não estão preenchidos. Eles são réus primários, porque nunca foram indiciados por homicídios decorrentes de intervenção policial”, explicou ela.

O promotor Homero Freitas discorda da posição da advogada. Segundo ele, “quem atira em uma escola aberta em plena luz do dia assume o risco. A possibilidade de denunciar por homicídio com dolo eventual é bem grande.

Os investigadores ainda analisam as circunstâncias em que os disparos foram feitos e não descartam o indiciamento de Fábio por homicídio doloso (quando há intenção de matar).

Causa da morte

A estudante foi atingida por tiros de cima para baixo, na altura das nádegas, e também de baixo para cima, na coluna cervical. Como ela estava em uma aula de Educação Física, poderia estar em movimento e por isso os tiros a atingiram nesses dois pontos.

Segundo o delegado titular da Divisão de Homicídios (DH) da Polícia Civil, Fábio Cardoso, a reprodução simulada é importante para complementar a apuração de informações sobre o crime. A investigação inclui também exame de balística, previsto para ficar pronto até a próxima semana, além de depoimentos e laudos periciais.

As atividades regulares na Escola Jornalista Daniel Piza só serão retomadas no dia 24. O local foi reaberto na segunda-feira (10) apenas para atendimentos psicológicos para professores e alunos.

Fonte: g1/rj

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