Polícia segue caçando 32 fugitivos de Bauru

Três foram recapturados nesta 2ª em duas cidades

A polícia continua recapturando detentos que fugiram do Centro de Progressão Penitenciária (CPP 3) em Bauru (SP) após a rebelião de terça-feira (24). Na tarde desta segunda-feira (30), mais dois foragidos foram recapturados em Piraju. Segundo a Polícia Militar, os presos são moradores de Piraju e não estavam praticando nenhum crime quando foram detidos.

Na manhã desta segunda-feira foi recapturado em Campinas mais um detento. Segundo a PM, ele foi detido durante patrulhamento da equipe. Já na noite de sexta-feira (27), a Polícia Militar prendeu um fugitivo durante um assalto a um supermercado do Jardim Redentor, em Bauru.

Até esta segunda-feira (30), foram recapturados 120 dos 152 homens que fugiram, segundo a Polícia Militar, que continua procurando pelos 32 foragidos.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), descartou nesta segunda-feira que a rebelião no CPP 3 “Prof. Noé Azevedo” em Bauru tenha relação com a onda de motins nos presídios do norte e nordeste do país.

“O CPP 3 é uma fazenda de 210 alqueires, não tem fuga porque lá é semiaberto, não precisa fugir, é só não voltar. O que houve é uma questão isolada, não tem nada a ver com as rebeliões que ocorreram no Brasil. Foi um problema localizado de identificação de um preso com celular. Os demais presos foram solidários a ele e teve um problema”, afirma Alckmin, que esteve em São José do Rio Preto para a inauguração do novo Fórum.

O regime do CPP 3 é semiaberto e todos os detentos têm direito a trabalhar ou estudar fora da unidade. Ainda de acordo com a SAP, hoje, 208 presos trabalham fora da penitenciária, outros 65 em empresas dentro da unidade e  358 trabalham em atividades de manutenção do próprio presídio. Os outros estão em férias escolares ou aguardam conseguir uma atividade. Depois da rebelião mais de 700 presos foram transferidos para presídios que também estão superlotados. Com a mudança, a população carcerária na unidade caiu para 698.

Os presos da penitenciária “Prof. Noé Azevedo” conseguiram fugir após atearem fogo nos pavilhões. A rebelião teria começado após apreensão de celular dentro da penitenciária, segundo a SAP.

No dia do motim, o CPP 3 – antigo IPA (Instituto Penal Agrícola), que tem capacidade para 1.124 pessoas, abrigava 1.427 presos, de acordo com a secretaria. Depois da rebelião mais de 700 presos foram transferidos para presídios que também estão superlotados. Com a mudança, a população carcerária na unidade caiu para 698.

A superlotação nos presídios, a falta de alimentação, a higiene precária foram alguns dos problemas citados pelo Sindicado dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo e por um agente penitenciário como motivos para a rebelião.

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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