Painel Político
A maior agência de notícias em seu Whatsapp do Brasil

Policiais civis presos em flagrante cobrando propina de R$ 200 são condenados

Episódio aconteceu em Cuiabá (MT); investigadores disseram que "apreenderiam CNH" se não recebessem propina

0

Perda da função pública; pagamento de multa civil no valor de cinco a remuneração percebida na época dos fatos; proibição de contratar com o poder público por 10 anos e suspensão dos direitos políticos por oito anos, além da cassação da aposentadoria de policial. Essa foi a sentença prolatada em primeiro grau pelo juiz Luís Aparecido Bortolussi Júnior, da Vara de Ação Civil Pública e Ação Popular de Cuiabá, contra os policiais civis Dorothy Rodrigues da Luz e Sivaldo de Souza por improbidade administrativa, em razão de ambos terem exigido R$ 200 para não apreender a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) de uma mulher que se envolveu num acidente.

O episódio aconteceu em fevereiro de 2013, em Cuiabá (MT). Uma mulher e seu namorado seguiam de moto, quando ela que pilotava perdeu o controle e bateu em um carro. Eles foram encaminhados ao Pronto Socorro da Capital e os investigadores Sivaldo e Dorothy foram até a unidade para averiguar a situação, sendo que Dorothy afirmou que iria apreender a CNH de Claudinece, uma vez que o documento não era definitivo.

Após algumas insinuações, os agentes deixaram claro que poderiam “resolver” o problema. O casal procurou um amigo policial que os orientou a buscar ajuda na corregedoria. Duas cédulas de R$ 100 foram fotografadas e entregues aos agentes, após marcarem um encontro dentro da delegacia. Após o recebimento do dinheiro, os policiais foram presos em flagrante.

Em suas defesas, os policiais alegaram que as provas usadas no inquérito eram nulas para serem usadas na ação de improbidade, “por ausência de contraditório e ampla defesa”.

Todavia, o juiz Luís Bortolussi refutou a alegação e, com base nas provas trazidas no processo, os condenou pela prática de improbidade administrativa.

Comentários
Carregando