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Policiais presos durante greve no ES saem do quartel com camisas de super-heróis

Cinco policiais que foram presos após a greve da PM em fevereiro deste ano foram soltos nesta terça-feira (25) por determinação da Justiça Militar. Com camisas de super-heróis (Super-Homem, Chapolin, Batman, Capitão América e Homem de Ferro), eles saíram do Quartel de Maruípe por volta das 20h20. Eles deverão ser transferidos para unidades da corporação na Grande Vitória e não podem servir juntos em um mesmo batalhão.

Os policias Fernando Januário Cristo, Heryson de Andrade Ladislau Silva, Marcos José Seidel Mathias, Caio Gumiero de Oliveira, Marcos Israel Ferreira da Silva tiveram a prisão preventiva decretada no dia 23 de março. Segundo os autos, o motivo da prisão foi pela sequência de movimento ilegal que paralisou totalmente, por mais de 20 dias, a prestação do serviço de segurança pública.

O ex-deputado federal e militar da reserva, Lucinio Castelo de Assumção, também teve prisão decretada no mesmo dia em que os PMs e poderia ser solto por essa determinação da Justiça Militar, mas, como ele está envolvido em outros processos, permanecerá preso.

No entanto, apesar das prisões preventivas acontecerem depois do movimento paredista, as condutas investigadas pela Justiça Militar são pelo descumprimento de uma ordem judicial mediante atos de intimidação e hostilidade de subalternos contra superiores hierárquicos, o que, segundo o juiz, depende de maior aprofundamento.

“Ou seja, trata-se, em tese, de delitos contra a Administração Militar propriamente dita, acusações, pelo Ministério Público, de atentado frontal à hierarquia interna, nada tendo que ver com reivindicações sindicais e político-partidárias”, afirmou o magistrado.

Dessa forma, o magistrado ressalta que a ação penal cumprida pelos militares não tem a ver com o escopo da atuação constitucional da Justiça Militar.

O juiz ainda evidencia que não se pode dizer que a situação interna da corporação tenha se normalizado, mas afirma que o militar deve desempenhar o serviço, desde que a infração a ele imputada não afete o trabalho. Segundo a decisão, a prisão preventiva pode ser novamente decretada caso tenham requisitos legais para ser formalizada.

Os policiais deverão voltar ao serviço, desde que não estejam afastados administrativamente de suas funções por problemas médicos ou fins disciplinares.

Confusão em frente ao 4º Batalhão

A confusão envolvendo os militares ocorreu no dia 25 de fevereiro, primeiro dia do carnaval. A prisão do Capitão Assumção havia sido decretada. Os militares enfrentaram o coronel Ilton Borges, da Corregedoria da PM, em frente ao 4º Batalhão, no Ibes, em Vila Velha, quando o oficial dava voz de prisão a Assumção, que, na ocasião, conseguiu fugir.

Três dias depois, o capitão, um dos acusados de iniciar a greve da PM, se entregou no Quartel do Comando Geral da Polícia Militar (QCG), em Vitória.

‘Tempo de prisão foi exagerado’

O presidente da Associação de Cabos e Soldados, sargento Renato Martins Conceição, considera a prisão injusta e desproporcional. Segundo ele, se a pessoa tem um endereço fixo, um bom comportamento e não tem um histórico que justifique a prisão, o justo é responder em liberdade.

“A prisão é uma medida excepcional. Não teve prisão em flagrante, os policiais foram presos depois. O tempo de prisão foi extremamente exagerado, algo que não se recupera. Ficar um dia longe da família, um dia preso, só quem passou por isso sabe. Só a família desses militares sabem o quanto eles sofreram. A gente vê casos no Brasil de criminosos de alta periculosidade responderem em liberdade. Por isso considero a prisão desses policiais injusta e desproporcional”, comentou.

A greve da PM

Durante a greve da PM, amigos e familiares dos policiais ocuparam os acessos do quartel, batalhões e unidades da Polícia Militar por 21 dias, o que gerou uma onda de violência em todo o Estado com registro de 200 assassinatos foram registrados no período.

Fonte: g1/es

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