Policial que atirou em criança de 6 anos não estava bêbado, diz polícia

Disparo aconteceu após confusão no trânsito; garoto de 6 anos está internado

O policial civil Silvio Moreira Rosa, de 53 anos, que atirou contra uma criança na BR-070, levava no carro latas de cerveja, mas não havia consumido bebidas alcoólicas antes da confusão em Cocalzinho de Goiás, no Entorno do Distrito Federal. Segundo a Polícia Civil, o exame clínico apontou que ele não estava embriagado. O menino de 6 anos está internado em estado grave em um hospital de Brasília.

“Apesar de ter latas de cerveja no porta-malas, ele não tinha bebido. Eles iam se divertir na cidade de Corumbá, estavam fazendo viagem. Eles falaram que ainda não tinham ingerido bebida alcoólica. Além disso, no exame clinico constou que ele não estava sob influência de álcool”, disse o delegado que registrou o caso, Danilo Victor Nunes de Souza.

A polícia determinou a prisão em flagrante por tripla tentativa de homicídio qualificada por motivo fútil, pois Rosa também poderia ter atingido o pai e a mãe da criança, que estavam no carro. Ele é agente de custódia da Polícia Civil do DF.

“A partir do momento em que atira em um veiculo em movimento com três passageiros, ele assume o risco de  matar qualquer um deles. Classifico como motivo fútil porque não justifica  ele ter atirado por um mero desentendimento no trânsito”, opina o delegado.

Inicialmente, Rosa fugiu do local do crime. O policial foi encontrado em uma estrada de terra na zona rural. Junto com ele, estavam a namorada dele – que está grávida – e mais duas adolescentes, uma irmã e uma prima da mulher.

Ao ser detido, Rosa alegou aos policiais militares que disparou por acreditar que seria vítima de um assalto. O delegado classificou como “absurda” a versão do policial. Ele explicou que o disparo ocorreu após uma “fechada” entre os carros na rodovia.

“Essa questão do assalto é absurda. Ele perseguiu o pai da vítima e emparelhou o veículo antes do tiro. Quem está sendo assaltado não vai atrás do ladrão”, disse.

De acordo com a delegado, a namorada de Rosa era a única passageira que estava acordada no momento da confusão. “Perguntei se ela viu o rapaz apontar arma ou proferir ameaça ou gesto. Ela disse que não”, afirmou Souza. Ela e as demais ocupantes foram liberadas após prestar depoimento.

Policial preso
Rosa foi transferido de onde estava preso, no 1º Distrito Policial de Águas Lindas de Goiás, para a Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH), em Goiânia. Segundo o delegado regional Fernando Augusto Lima Gama, como o caso aconteceu em Cocalzinho de Goiás, o policial deveria ficar preso na cidade. Porém, o município não tem presídio. Assim, geralmente, os detidos vão para a cadeia de Corumbá de Goiás, mas isso só pode ser determinado pelo Judiciário.

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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