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Coluna – A pergunta desta eleição é, Acir Gurgacz registra ou não candidatura?

E ainda, defesa de Lula usa caso de candidato à vereador de Vilhena para tentar gravar propaganda eleitoral e por onde andam os vices…

Decepcionante

O resultado da convenção do MDB realizada no último sábado em Porto Velho foi frustrante para a grande maioria dos filiados que esperavam uma postura mais dura por parte do senador Valdir Raupp em relação à Confúcio Moura. Usando artifícios que ainda não foram totalmente esclarecidos, o ex-governador obrigou o MDB a aceitar seu nome como candidato ao Senado, coisa que havia sido definido pela executiva, não aconteceria. O resultado dessa imposição é um futuro sombrio para o casal Raupp e uma grave ameaça à candidatura de Maurão de Carvalho.

Confúcio, como todos sabem

Costuma ser implacável com seus adversários. Quem se deixa enganar pela cara de “bom, velhinho” cai na esparrela de se tornar vítima sem nem saber o que aconteceu. Os preferidos dele são sua irmã, Cláudia, candidata à deputada federal e Lúcio Mosquini, seu fiel escudeiro e principal articulador nos bastidores. Marinha Raupp passará a ser tratada como intrusa e Maurão de Carvalho vai sofrer todo tipo de sabotagem possível. Confúcio provou que não está nem aí para a questão partidária, primeiro ele, depois ele de novo e por último, ele mesmo.

Cadê os vices?

MDB, PDT e PSDB andam à caça de vices para os candidatos Maurão de Carvalho, Acir Gurgacz e Expedito Júnior. Muita conversa nos bastidores, mas nada definido. O nome mais cobiçado é o do deputado estadual Léo Moraes, que tem consistência na capital e capilaridade no interior, mas ele vem relutando em falar sobre o tema. Léo avalia a possibilidade de uma candidatura ao Senado, mas também prefere aguardar até o prazo final, “se bobear, saio à governo”. Apesar do tom de brincadeira, tem muita gente pensando nesse cenário…

A grande pergunta é…

Acir Gurgacz consegue ou não obter o registro de sua candidatura? Sua defesa garante que sim, graças a recursos impetrados no Supremo Tribunal Federal que supostamente teriam efeito suspensivo, ou seja, enquanto não for julgado, não tem cumprimento de sentença e tecnicamente ele estaria apto. Outra corrente garante que não, e ela vem reforçada da orientação da Procuradoria Geral da República de que “condenado em segundo grau não terá registro”. O problema é o grau de insegurança jurídica que vivemos no Brasil atualmente.

No rastro de Lula

O cenário eleitoral só será definido mesmo com a liberação ou não da candidatura do ex-presidente Lula, condenado em segundo grau que quer candidatar-se à presidência. Se Lula for liberado, abre-se a porteira, do contrário, fecha geral. E como a pressão em relação a esse caso está grande, a tendência será de fechamento.

Caso de Rondônia

A defesa do ex-presidente Lula está usando um julgado do Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO) para tentar garantir a gravação dos programas eleitorais na prisão, em Curitiba. Em 2012, o TRE liberaram o candidato à vereador de Vilhena, Udo Wahlbrink que estava preso, para gravar os programas na cadeia. Na ocasião, os juízes reconheceram a propaganda eleitoral como um “bem público” e não viram vedação legal expressa à sua gravação no interior do estabelecimento prisional. Pelo contrário, chegaram a falar em “restrição de direitos políticos sem amparo legal”.

Porém

O caso de Wahlbrink, contudo, tem diferenças com a situação de Lula. O então candidato a vereador era presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Vilhena e Chupinguaia e havia sido preso por incitar a invasão de terras. Whalbrink, contudo, não havia sido condenado em segunda instância e, no momento da decisão do TRE, já tinha deferido seu pedido de registro de candidatura. Também há questionamentos se um caso isolado envolvendo um candidato a vereador funciona como precedente suficiente para o caso de uma candidatura presidencial.

Pistolagem

A Polícia Civil de Rondônia tirou de circulação nesta segunda-feira uma quadrilha apontada como mandantes e executores do atentado contra o radialista Hamilton Lima, de Jaru, ocorrido em abril deste ano. Hamilton sofreu uma emboscada e levou quatro tiros e só não morreu porque no momento um policial militar à paisana passava no local e afugentou o pistoleiro, que caminhava em direção ao veículo do radialista para “finalizar” o serviço. Foram expedidos 10 mandados de prisão e entre eles, três vereadores de Jorge Teixeira. A quadrilha teria fraudado a licitação no transporte escolar e vinha sendo denunciada por Hamilton.

Por que a demência afeta mais mulheres que homens

Na Austrália, quase dois terços das doenças relacionadas a demência vitimam mulheres; nos EUA, dois terços das pessoas que vivem com a doença são mulheres. Em alguns casos, a demência supera “doenças femininas” mais conhecidas: mulheres americanas com mais de 60 anos têm duas vezes mais chances de desenvolver Alzheimer do que câncer de mama (câncer de mama continua sendo a principal causa de morte entre mulheres britânicas com idade entre 35 e 49 anos). E na Inglaterra, assim como na Austrália, a demência se tornou a principal causa de morte entre as mulheres, derrubando as doenças cardíacas do topo da lista. No Brasil, o número de pessoas com Alzheimer ultrapassa 1,2 milhão, segundo a Associação Brasileira de Alzheimer. Mas não há dados mais específicos sobre as mulheres. Boa parte da diferença de gênero está ligada a um dos maiores fatores de risco da demência: idade. Quanto mais velho você é, maior a propensão de desenvolver Alzheimer. Mulheres tipicamente vivem mais que os homens, então mais mulheres sofrem demência. Mas pesquisas recentes apontam que seria errado assumir que Alzheimer é uma doença inevitável. Resultados de dois grandes estudos de Funções Cognitivas e Envelhecimento (CFAS, na sigla em inglês) sugerem que, ao longo dos últimos 20 anos, novos casos de demência no Reino Unido caíram em 20% – principalmente por causa da queda na incidência da doença entre homens com mais de 65 anos. Especialistas dizem que pode ser por causa das campanhas de saúde pública sobre doenças cardíacas e fumo. Enquanto isso, outros fatores de risco da doença afetam mais as mulheres que os homens. Por exemplo, mais mulheres sofrem depressão – e a condição foi ligada ao acometimento de Alzheimer.

Alan Alex
Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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