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E ainda, inquéritos que investigam Confúcio Moura seguem no STJ; e Jesualdo Pires desponta como “terceira via”

Deu ruim

Na manhã desta quarta-feira, 20, o Supremo Tribunal Federal rejeitou os embargos propostos pelo senador Ivo Cassol (PP-RO) e mais uma vez, inovando, determinou o imediato cumprimento da sentença, independente da publicação no Diário da Justiça. Com isso, o senador que vinha sendo apontado como favorito na disputa ao governo, não pretende se envolver no processo político desse ano. Cassol já está em Rolim de Moura onde passa o restante da semana e se dedicará a tratar de uma série de assuntos pendentes, de cunho pessoal. E agora que a porca torce o rabo…

Composição

Sem Cassol na disputa o cenário embolou, já que sondagens apontaram praticamente um empate entre os demais candidatos. E o grupo de partidos que estariam juntos na candidatura de Ivo Cassol continuam unidos, mas agora a discussão é, quem vai ser o cabeça da chapa? O nome natural que surge é o do ex-senador Expedito Júnior, que vem relutando sistematicamente dessa idéia, mas é parte ativa do processo sucessório. É opinião praticamente unânime que o nome de Júnior é o que tem mais chances de agregar todas as legendas, e capitanear um grupão. Nesta quinta-feira, 21, devem ocorrer várias reuniões para começar a discutir as composições e quem vai com quem onde.

Deputados federais

A grande discussão gira em torno principalmente das oito vagas a deputado federal que estarão em jogo. Quem está, não quer sair, mas nesse caso não basta apenas ter votos, é preciso ter uma coligação viável, já que a eleição é proporcional. Contas estão sendo feitas e os grupos se organizando. O restante desta semana e a próxima será de reuniões, conversas e muitas contas.

“Fiz tudo que podia”

Em contato telefônico com PAINEL POLÍTICO o senador Ivo Cassol afirmou ter feito tudo que estava a seu alcance para ser candidato nas eleições deste ano, “a população queria que eu governasse novamente meu estado, mas infelizmente o mesmo STF que absolveu Gleisi Hoffmann que havia sido denunciada por um monte de testemunhas foi absolvida e eu condenado mesmo sem ter desviado um centavo sequer dos cofres públicos”, declarou o senador.

Boi de piranha

Durante o julgamento dos embargos de Ivo Cassol ficou claro que a postura dos ministros era de dar uma resposta à sociedade, independente do que diz a lei. Há tempos criticamos a postura do STF em relação a forma como os julgamentos estão sendo conduzidos pela Corte. Em uma observação pertinente, o decano Marco Aurélio de Mello declarou que o stf não é lugar para modificar a legislação, e sim faze-la sem cumprida. Barroso, o pavão, fez uma cronologia do processo de Cassol e tentou empurrar a culpa da morosidade do próprio STF ao foro privilegiado, o que não foi o caso. Ivo renunciou ao mandato de governador em abril de 2010 e só foi eleito em outubro daquele ano, assumindo o cargo de senador em fevereiro de 2011. Mas antes disso a denúncia já tramitava no STJ, depois voltou para o primeiro grau e foi encaminhado ao STF quando ele assumiu a cadeira no Senado. Mas isso foi em 2011. De lá para cá, a demora se deu por culpa do próprio Supremo, cuja maioria dos membros foi tomada por rompantes de moralidade.

Terceira via

Com a saída de Cassol da disputa ao governo, o nome de Jesualdo Pires começa a ser cogitado como uma alternativa a Daniel Pereira e Acir Gurgagz. Jesualdo, que está de olho em uma vaga ao Senado e por enquanto é candidato do grupo, desponta como uma espécie de apaziguador, já que agrada tanto os que gostam de Daniel mas não toleram Gurgacz, quanto os que gostam de Gurgacz mas não querem apoiar Daniel. Nessa conta, quem sobra é Maurão de Carvalho, que vislumbra um possível apoio de Daniel Pereira.

O problema

É que mesmo sabendo que não registra a candidatura, Gurgacz insiste em disputar mesmo que seja por força de liminar, o que pode lhe custar o mandato mais adiante em caso de cassação da mesma. É mais ou menos assim, se acontecesse um milagre, e ele fosse eleito, tem chance real de ser cassado porque disputa uma eleição estando condenado pelo STF por crime contra o sistema financeiro nacional.

Platéias e Murídeos

Confúcio Moura não vai ter seus processos transferidos para a primeira instância. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) estabeleceu na tarde desta quarta-feira que investigações de crimes cometidos durante o mandato de governador vão seguir por lá. Com a decisão, só ficarão na Corte as investigações e processos criminais sobre os governadores em casos ocorridos durante o mandato e relacionados ao exercício do cargo, como é o caso do ex-chefe do executivo rondoniense. Contra Confúcio, além da delação de José Batista sobre o escandaloso caso dos empréstimos consignados, inquéritos sobre as operações Platéias e Murídeos o envolvem diretamente. A primeira chegou a manter confúcio preso por cerca de 10 horas na superintendência da Polícia Federal em Porto Velho onde ele foi conduzido coercitivamente para depor e a segunda trata de supostos desvios nas obras do HEURO, aquele hospital que nunca saiu do papel.

Nunca pediram

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão que regulamenta o setor de medicamentos no país, diz que nunca houve qualquer pedido para o registro da fosfoetanolamina: seja como medicamento, seja como suplemento alimentar. A resposta da agência é uma reação a um pedido do Ministério Público Federal, protocolado em Uberlândia (MG) no dia 13 de junho. O MPF pediu liberação e comercialização da substância como suplemento alimentar. A agência salienta que o setor de alimentos da Anvisa já prevê a possibilidade da fosfoetanolamina ser comercializada como suplemento alimentar. Até agora, contudo, não houve qualquer pedido de registro da substância; e, por isso, não pode haver liberação de comercialização. Ainda, segundo a Anvisa, mesmo que a fosfoetanolamina seja aprovada como suplemento, nenhuma empresa poderá fazer propaganda sobre qualquer efeito terapêutico — de acordo com lei brasileira. A informação é do G1.

Grávidas que tiram sonecas têm menor chance de ter bebês abaixo do peso, diz estudo

Durante a gravidez, é comum sentir mais sono que o normal e, de acordo com um estudo publicado no Sleep Medicine Journal, tirar sonecas durante a tarde não é nada prejudicial – pelo contrário. Pesquisadores analisaram dados de saúde de 10.111 mulheres grávidas de 15 a 50 anos da base de Saúde do Bebê da China entre 2012 e 2014 e concluíram que dormir a tarde diminui a chance de ter bebês abaixo do peso. As mulheres responderam a questionários sobre seus hábitos de sono enquanto estavam grávidas e aquelas que tiraram sonecas de cerca de uma hora até uma hora e meia tinham 29% menos chances de ter um bebê abaixo do peso (ou seja, aqueles que pesam menos de 2,5 kg). Mas a frequência da soneca também foi um fator importante: as gestantes que tiraram sonecas de cinco a sete dias por semana tinham 22% menos chances de dar à luz um filho com pouco peso. Os pesquisadores, porém, ainda não conseguem explicar o motivo pelo qual foi observada essa diminuição de bebês abaixo do peso com maior frequência de sonecas.

Alan Alex
Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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