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Coluna – Confúcio quer o fim do concurso público, mas apadrinha seus ex-assessores com cargos públicos

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O grande problema

Nos últimos tempos muito tem se falado sobre uma nova Constituição para o Brasil. General Mourão defende que ela seja redigida apenas por “notáveis”, com a ausência de representantes do povo. Haddad afirma que quer “preparar terreno”, e o tema começa a ganhar força. No meu modesto entendimento a Carta Magna está muito boa, o grande problema que temos é a benevolência da classe política com ela mesma. Explico. Cidadão que esteja respondendo a processo criminal por improbidade, homicídio, estupro e outros crimes comuns, deveria ser proibido de disputar eleição. Puro e simples. Se isso acontecesse teríamos um efeito cascata nos tribunais, que correriam para julgar esses réus o quanto antes, e de quebra, não íamos ter essa confusão de liminar em toda eleição.

Olha isso

Em Rondônia temos um candidato ao Senado que responde a processos por recebimento de propina (quando era governador), um candidato à reeleição que foi preso por improbidade, um candidato a suplente de senador que responde por homicídio, e mais uma penca que disputa uma cadeira na Assembleia Legislativa. Todos, de alguma forma, buscam a impunidade que cerca a classe política. O correto seria o sujeito ficar fora de qualquer disputa eleitoral até que fosse resolvido o imbróglio penal. Com certeza, sua ausência das casas legislativas ou do Executivo não seriam sentidas a ponto de alegar “periculum in mora”.

Fim dos concursos

Confúcio Moura nunca gostou de servidor público e deixou isso claro dezenas de vezes durante seu mandato. Abertamente ele defende o fim dos concursos públicos, a privatização da educação da alfabetização ao ensino superior e a terceirização ampla em todas as áreas. Mas, apesar disso, ele não perde uma oportunidade de colocar algum apadrinhado no serviço público. A última foi sua ex-ajudante de ordens e “a mulher que mandava” no governo, “a que pagava as contas de Confúcio“, Michele Machado Marques, que em abril deste ano foi devidamente alojada na assessoria militar do Tribunal de Contas do Estado. Ela foi nomeada no dia 2 de abril e Confúcio deixou o governo no dia 4.

Nomeação de Michele foi no dia 2 de abril e Confúcio deixou o governo dia 4 do mesmo mês

Michele Marques

Foi apontada pela Polícia Federal em julho de 2015 como pessoa responsável por fornecer alimentação a um grupo de pseudo-manifestantes “pró-Confúcio” que se materializou em frente à Assembleia Legislativa para “protestar a favor do governador”, em momento que os deputados promoveriam o impeachment dele em 2014, logo após ter sido coagido a prestar depoimento na Polícia Federal por acusação de recebimento de propina. O caso foi relatado por PAINEL POLÍTICO na época, VOCÊ PODE LER CLICANDO AQUI.

Então ficamos assim

Concurso público – Não. Cargo comissionado para meus amigos – SIM. Imagina como vai ficar o gabinete de Confúcio Moura em Brasília, com você pagando a conta da turma dele.

Aliás

Bom lembrar que os “manifestantes pró-Confúcio” foram devidamente pagos com recursos públicos na época. E a PF flagrou a turma fazendo o serviço. Abaixo, as fotos tiradas pelos agentes que estão no inquérito policial que até hoje não andou graças a ….isso mesmo, impunidade que cerca a classe política no Brasil.

Manifestantes “pró-Confúcio”

As imagens são do relatório da Polícia Federal

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Despencou

E o IBOPE que foi divulgado nesta sexta-feira mostrou que os candidatos ao Senado pelo MDB, Confúcio Moura e Valdir Raupp realmente estão afundando e outras candidaturas crescendo, conforme afirmamos na última coluna.

Pesquisadores brasileiros desenvolvem analgésico a partir de substância extraída de aranha

Uma substância extraída da hemolinfa (fluído que tem função semelhante a do sangue dos vertebrados) de um aranha caranguejeira poderá dar origem a um analgésico para tratar dor neuropática (causada por lesões ou doença do sistema nervoso central) e atenuar problemas associadas a ela – depressão, falhas cognitivas ou de memória e atenção, por exemplo. A pesquisa rendeu a sua autora, a bióloga Ana Carolina Medeiros, o Prêmio Jovem Neurocientista 2018, concedido no último Congresso da Sociedade Brasileira de Neurociência e Comportamento (SBNeC), realizado em agosto. De acordo com ele, a dor crônica é um dos principais problemas de saúde, afetando mais de 30% dos adultos. A dor neuropática, por sua vez, é um problema comum e faz parte de várias síndromes neurológicas, representando 25% dos pacientes atendidos nas grandes clínicas de dor.

Alan Alex
Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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