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Coluna – Confúcio torce para que Raupp seja condenado, ou só vai sobrar vaga para Federal

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Ex-governador está isolado dentro do MDB e não consegue articular grupo para garantir sua vaga ao Senado

Isolado

Confúcio Moura tem andado sozinho pelo Estado. Ele está com sérias dificuldades em convencer o MDB a abrir uma vaga para que ele dispute o Senado junto com Valdir Raupp. Esse cenário é o pior dos mundos para Raupp, e Confúcio sabe disso. E como o grupo do senador é maior e consolidado dentro do MDB, fica cada vez mais evidente que vai ocorrer um movimento para que Confúcio seja candidato à deputado federal. Ou ele aceita, ou fica fora.

Erro infantil ou expectativa

Confúcio deveria ter trocado de partido. A permanência no MDB vem sendo vista como “birra” desnecessária. Ele tinha convites e tinha a janela, mas preferiu pagar para ver. Talvez propositadamente, para poder se vitimizar, ou então o mais óbvio, ele torce para que Raupp caia em desgraça caso seja condenado naquela ação da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, onde a Procuradoria Geral da República pediu 12 anos de cadeia para o senador. A torcida de Confúcio é grande.

O problema

É que o próprio Confúcio tem seus fantasmas, e eles não são poucos. Além disso, vale a máxima “rei morto, rei posto”, e Daniel Pereira vem mostrando que nunca foi alinhado com as políticas confucianas. Tanto que já trocou praticamente toda a equipe do antigo governo, e pegou muitos de surpresa, como Emerson Castro que não esperava ser exonerado e agora amarga o ostracismo, e ainda tenta defender o antigo chefe em redes sociais. Um sábio certa vez disse, “quando se perde o poder, o melhor é sumir, assim não lembram de seus pecados”. Emerson precisa atualizar a leitura…

Tudo documentado

O senador Ivo Cassol, responsável por dar a má-notícia à população de Rondônia sobre o acordo irresponsável feito por Confúcio e sua turma, em relação a dívida do extinto Beron, disponibilizou toda a documentação sobre o acordo em seu site. Confira AQUI o PARECER DO ÓRGÃO TÉCNICO; clique AQUI para ler o PARECER JURÍDICO PARA OPERAÇÕES DE CRÉDITO; veja AQUI o RELATÓRIO DO ENDIVIDAMENTO; clique AQUI para ler o PROCESSO N° 00560/2018; veja AQUI o PROJETO DE LEI 798/17; e veja AQUI o OFÍCIO N° 547/2018. Se preferir, veja todos na página do senador.

Falando em Cassol

Nesta quinta-feira ele concedeu entrevista ao jornalista Paulo Andreoli, no Rondoniaovivo onde falou sobre a denúncia do Beron, Emerson Castro, elevação do nível do lago da usina e muito barulho, afinal, dois italianos conversando parece briga. Se você não viu, assista abaixo na íntegra.

Ela não para

Quem conhece a deputada federal Marinha Raupp sabe que ela é incansável quando se trata de participar de audiências, acompanhar e dar suporte a prefeitos rondonienses que buscam algum tipo de socorro em Brasília. Na semana passada, em uma maratona de agendas na capital federal para tratar de uma série de assuntos, Marinha esteve presente em todas. E ela ainda se preocupa com a unidade da bancada, cobrando a participação dos demais membros nessas audiências. A deputada agora se prepara para enfrentar a reeleição e ela é de longe a deputada rondoniense que mais detém mandatos consecutivos, são seis até agora.

Na estrada

O deputado estadual Léo Moraes tem dando prosseguimento as suas andanças pelo Estado e faz os famosos “bate-volta” em vários municípios. Essa semana ele esteve em Guajará-Mirim.

Cuidado redobrado, vá de Uber, é mais barato

Motoristas bêbados enquadrados na lei de trânsito por homicídio culposo (sem intenção de matar) poderão cumprir pena de 5 a 8 anos de prisão, além de o direito de dirigir suspenso ou proibido.Antes, a pena por causar acidente com morte era de 2 a 4 anos, o que permitia que o delegado responsável pelo flagrante estipulasse uma fiança, que poderia liberar o motorista imediatamente.Com a elevação da pena, o delegado não pode mais determinar a fiança porque a lei permite isso apenas em crimes com pena máxima de 4 anos. Agora, apenas um juiz poderá decidir pela liberdade ou não do motorista, seja por meio de habeas corpus, pedido de liberdade provisória ou de relaxamento da prisão. Nos casos em que há lesão corporal culposa (feridos sem intenção), a punição para o motorista passou de 6 meses a 2 anos para 2 a 5 anos. Nestes casos, o delegado também não poderá conceder fiança. A punição para quem for pego no bafômetro é multa de R$ 2.934,70, além da suspensão da carteira de habilitação por 1 ano. E é a mesma para quem se recusa a fazer o teste. E a nova lei já vale a partir de hoje (19/04). Então, bote na sua cabeça, é mais barato e saudável ir de táxi ou Uber.

Substância que pode causar câncer começa a ser proibida nos EUA; No Brasil, nem tem regulação

Na Califórnia, o café amargou: um juiz determinou, no final de março, que 90 estabelecimentos que vendem a bebida – incluindo a gigante Starbucks – devem alertar sobre os riscos de câncer que ela representa. As ameaças em questão giram em torno de uma substância chamada acrilamida, que surge quando alguns alimentos são torrados, grelhados ou fritos em altas temperaturas. É o caso não só do café mas também de alimentos ricos em carboidratos, como batatas, pães e biscoitos. A decisão do juiz na Califórnia se baseia na legislação do estado americano, mais especificamente na chamada Proposta 65. Ela prevê que empresas devem alertar aos consumidores sobre a presença de componentes tóxicos em seus componentes. A lista de substâncias potencialmente perigosas à saúde – hoje, eles já somam 900 substâncias. A acrilamida foi incluída na lista em 1990 após estudos indicarem o surgimento de tumores associados a ela em cobaias. Testes em humanos ainda são inconclusivos. Mas, segundo a Sociedade Americana do Câncer, “em geral faz sentido limitar a exposição humana a substâncias que causam câncer em animais”. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) afirmou que não há, hoje, regulação ou estudos para algum tipo de controle da acrilamida presente em alimentos no país. Em 2014, porém, um relatório da associação Proteste cobrou que a agência implementasse o monitoramento da presença da acrilamida em alimentos vendidos no país, além de um código de boas práticas para a indústria alimentícia e metas de redução da substância.

Alan Alex
Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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