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Coluna – Congressistas querem chamar venenos da agricultura de “defensivos fitossanitários”, e o câncer será só seu

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E ainda, Carlinhos Camurça (quem?) de volta à política; e Rosani fora da disputa em Vilhena

Problema está na alimentação

O Congresso Nacional vem discutindo nos últimos meses alguns projetos que autorizam o uso de agrotóxicos proibidos no mundo inteiro em lavouras brasileiras. Os congressistas também debatem o PL 6299/02 e outras 17 propostas, entre elas o PL 3200/15, que revoga a Lei dos Agrotóxicos (7.802/89), substituindo o nome agrotóxico por defensivos fitossanitários e produtos de controle ambiental; e o PL 1687/15, que cria a Política Nacional de Apoio ao Agrotóxico Natural. O grande problema desse debate, está nas mudanças autorizativas desses produtos que comprovadamente causam doenças como câncer e alterações até no sistema nervoso. Por vezes você acredita estar tendo uma alimentação saudável ao optar por verduras e legumes mas eles vem carregados de substâncias mortais. E pior, de uso legal.

Alarmante

A construção de uma unidade do Hospital do Câncer de Barretos em Rondônia não se deu por bondade, e sim pelos alarmantes índices de pessoas diagnosticadas com diversas variações da doença no Estado, e de acordo com informações do próprio HCB, os casos mais recorrentes na região são exatamente os de estômago. Se forem aprovadas as mudanças que os congressistas estão discutindo, a coisa vai ficar muito pior. O substitutivo do deputado Luiz Nishimori (PR-PR) ao projeto que altera a legislação do uso dos pesticidas no Brasil (PL 6299/02 e apensados) impede que os estados, o Distrito Federal e os municípios restrinjam distribuição, comercialização e uso de produtos devidamente registrados ou autorizados. É uma matéria polêmica e um caso de saúde pública, e o mais grave, os efeitos desses produtos são sentidos a longo prazo, quando o cidadão é diagnosticado com câncer e diz “poxa, mas eu não bebia, não fumava e tinha uma alimentação saudável”…

Ainda as escolas militarizadas

Na última coluna falei sobre a discrepância que vem ocorrendo em relação as escolas militarizadas pelo Estado e as tradicionais. Além dos problemas apontados na coluna, outros foram indicados por alguns leitores, entre eles a questão dos índices do IDEB, que evidentemente são mais altos nas escolas militarizadas, o que deixa as demais em uma situação difícil, reduzindo as chances de quem estuda em uma unidade com índices ruins.

Entendam

Não estou criticando as escolas militarizadas, até onde se sabe elas são ilhas de excelência, mas sim a falta de isonomia entre elas e as demais. Um fenômeno que vem ocorrendo nesse modelo é que pais de alunos, cujos filhos estudavam em escolas particulares, estão migrando para as militarizadas e futuramente estarão disputando vagas em universidades como alunos da rede pública, e certamente terão as melhores notas no ENEM. O Estado deveria começar a investir adequadamente nas demais unidades escolares para oferecer aos estudantes que não conseguem vagas nas militarizadas, para que tivessem as mesmas oportunidades e pudessem disputar em pé de igualdade. Ter ilhas de excelência no ensino público é bom, mas melhor ainda é termos um tratamento isonômico a todos os estudantes.

Em Porto Velho

O ex-prefeito da capital, Carlinhos Camurça ressurgiu e é candidato a deputado estadual. Ele está afastado da vida pública desde 2004, mas em 2010 tentou se eleger também deputado estadual e não conseguiu. Carlinhos ficou inconformado com a baixa votação que teve na época e ele ainda teve o registro de candidatura indeferido, o que resultou na anulação de seus poucos votos.

Saudosismo

Carlinhos faz parte da velha guarda da política portovelhense, e à exceção dos moradores com mais de 30, ele hoje é praticamente um desconhecido. Também não vai poder usar a estrutura que sempre garantiu suas eleições que era a extinta Projesom, uma empresa de sonorização de eventos que tinha dezenas de caminhões de som que eram usados em campanhas eleitorais. Na época, o nome de Camurça era repetido à exaustão em eventos diversos, de arraiais em escolas a aniversários e eventos públicos, além dos famosos showmícios com cantores populares (eram permitidos em campanhas nesse período). Sem essa estrutura que atualmente é proibida pela legislação eleitoral, dificilmente Carlinhos conseguirá seu retorno à vida pública com a votação que ele sonha.

Em Vilhena

Como era esperado, a ex-prefeita Rosani Donadon teve o pedido de registro de candidatura indeferido pela justiça eleitoral e não poderá disputar a eleição suplementar marcada para o próximo dia 3. Para complicar ainda mais a situação da ex-prefeita, o vereador vilhenense Wilson Tabalipa denunciou na sessão da última terça-feira o caso de uma servidora supostamente fantasma que reside em Porto Velho mas era lotada na prefeitura de Vilhena. Entre fevereiro de 2017 a novembro, ela embolsou pouco mais de R$ 87 mil, recebendo um salário de R$ 7.900. O caso foi encaminhado ao Ministério Público para averiguações e se comprovado, futuramente pode gerar uma condenação por improbidade.

Álcool piora TPM, diz estudo

Mulheres que sofrem com tensão pré-menstrual (TPM) devem ficar atentas à ingestão de álcool, alertam pesquisadores espanhóis em um estudo publicado na BMJ Open. Segundo pesquisa da Universidade de Santiago de Compostela, 11% dos casos de problema, também chamado de síndrome pré-menstrual, estão relacionados a exageros no consumo de bebidas alcoólicas. Conforme a análise dos dados, o consumo moderado de álcool (o equivalente a uma taça de vinho ou um copo de chope) foi associado ao aumento em 45% do risco de mulheres terem TPM. No caso da ingestão alta (mais de uma taça de vinho ou de um copo de chope ou uma lata de cerveja), o risco subiu para 79%. Os pesquisadores sugerem que uma explicação plausível para esse fenômeno é que o consumo de álcool altera os níveis de hormônios sexuais esteroides e gonadotrofina durante o ciclo menstrual, o que desencaderia a síndrome. Há ainda a possibilidade de as mulheres recorrerem aos drinques para aliviar os sintomas da TPM.

Alan Alex
Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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