E ainda; o abandono dos prédios públicos e  agreve dos professores

Decadência

Os prédios públicos de Porto Velho estão abandonados. Locais onde outrora a população era atendida, está em escombros, que picham a paisagem da cidade. O monstrengo que instalaram no Espaço Alternativo, esqueletos de obras que devem ficar inacabadas por um bom tempo ainda, delegacias, prédio da Sesdec, vice-governadoria e até a antiga Delegacia Regional do Trabalho estão em escombros. Recuperar, nem pensar, melhor largar à ação do tempo. A paisagem desértica em minha capital lembra em alguns momentos cidades que foram bombardeadas. Deprimente.

Recessão

Na Avenida Carlos Gomes o cenário é desolador. O Hotel Vila Rica e logo em frente o antigo shopping, de num lado o prédio onde funcionou uma loja, de outro containers abandonados, e isso em pleno centro da cidade. E nem vou falar das demais lojas da Sete de Setembro. Em porto Velho duas coisas prosperaram, escritórios de advocacia e clínicas. Retrato do abandono. Fica difícil para uma prefeitura trabalhar sozinha, independente de cor partidária. Proprietários tem que ter o mínimo de amor pela cidade, governo, se não for dono do imóvel que abandonou, deveria colocar uma cláusula para que ao fim do contrato o imóvel fosse entregue com condições de uso e por favor, parem de gastar dinheiro público naquele Espaço Alternativo. Ficou brega, totalmente desarborizado e impossível de usar o local nesse calor que faz em Porto Velho. Alguém deveria prender quem inventou de colocar aquele trambolho que diz ser uma passarela.

E para completar o quadro

A justiça determinou a transferência de 133 detentas do Presídio Feminino para uma nova unidade prisional, na Rua Antônio Violão, Bairro Escola de Polícia. A transferência foi determinada pela Vara de Execuções Penais após a constatação que a antiga penitenciária, na Avenida Carlos Gomes com Farquhar, estava infestada de ratos; O Governo admitiu o problema e disse que o prédio era antigo.

Não, não sou Nazareno

E não estou “falando mal” da cidade, apenas fazendo algumas observações que deixamos de fazer quando estamos acostumados a ver a mesma coisa todos os dias. Perdemos o referencial. Tenho certeza que muitos, ao chegarem de viagem de férias, tem essa percepção, mas que vai reduzindo devido ao torpor natural causado pela rotina.

Périplo

O deputado estadual Luizinho Goebel está em Brasília, acompanhado do sogro Evandro Padovani, “queimando” tudo quanto é dono de partido em Rondônia. Eles querem o comando de alguma legenda, mas está difícil. Já tentaram o PTC, de Jair Montes e a última vítima foi Leo Moraes. Eles querem um partido para chamar de seu, mas estão com dificuldades de conseguir. Candidatos não querem ser “escada” para Luizinho e Padovani. Aliás, o sogro de Goebel até mandou imprimir cartões de visita com a sua logomarca e o endereço das redes sociais e está distribuindo pelo Estado.

Que país é esse?

A brutal execução de uma vereadora do Rio de Janeiro mostra que o Brasil segue sendo um país bárbaro, onde a pistolagem ainda impera. O assassinato de Mariella é um duro golpe na agenda de segurança pública de Michel Temer e Raul Jungmann. Aconteceu em plena intervenção militar na cidade, para mostrar quem manda. Pegou o governo federal no contrapé e o assunto vai render. Mariella integrava uma minoria com projeção internacional e era uma ativista importante.

O episódio

Também pode servir para que o governo reaja com firmeza. Apoio popular tem e a sociedade cobra o fim da impunidade e da violência. Endurecer as penas, acabar com a comunicação de presos perigosos e o fim de visitas íntimas e outras medidas. O cenário está armado, basta agora decidir quem vai dar o próximo passo.

Emperrada

Segue a greve na educação em Rondônia e parece que o impasse deve continuar. O governo não consegue aprovar uma proposta concreta para resolver o assunto. Tem gente achando que o Sintero estaria fazendo corpo mole para resolver quando (e se) Daniel Pereira assumir o governo. Pessoalmente não creio nessa teoria, e sim na teimosia do executivo em não ceder, com a alegação de “falta de dinheiro”.

Tudo parado

Até o próximo dia 7, o cenário eleitoral ficará em suspenso. É quando encerra o prazo das janelas partidárias e para que detentores de cargos renunciem. Até lá, muita conversa, suposições, boatos e ilações sobre quem sai a que ou quem vai para onde. Os mais tarimbados apenas observam a movimentação dos afoitos.

Protesto

Cerca de 2 mil juízes e procuradores da Justiça Federal e do Trabalho devem cruzar os braços nesta quinta-feira, 15, em protesto contra o fim do auxílio-moradia, segundo cálculos das associações envolvidas. Ao mesmo tempo, atos devem acontecer em doze Estados e no Distrito Federal. Segundo a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), a paralisação ocorre apenas na Justiça Federal e a Justiça do Trabalho, que operam em regime de plantão. No caso da Justiça do Trabalho, a Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho (Anamatra), informou que a paralisação afetou 699 varas de 1º grau, 44% do total em todo Brasil. Já os procuradores federais e do trabalho vão apenas apoiar os atos. A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), maior entidade de juízes do País, comunicou ontem que não iria aderir ao movimento.

Candidato?

O advogado Diego Vasconcelos, recém-chegado da Itália andou aparecendo como “opção para disputar a presidência da OAB” de Rondônia. Ele já tem o apoio de seus sócios, Márcio Melo e Rochilmer Rocha.

No Brasil, mais de 15 milhões de habitantes têm algum tipo de doença rara

Mesmo com cerca de 17 milhões de brasileiros diagnosticados com doenças raras, o que equivale a 7% da população total, ainda falta informação dentro e fora dos consultórios sobre o assunto. Muitas pessoas podem viver anos ou até mesmo décadas sem um diagnóstico correto pela falta de conhecimento, o que afeta diretamente na qualidade de vida desses pacientes. É fato que o número de doenças raras detectadas não é pequeno – são 7 mil condições diferentes catalogadas – porém, esse não é o único motivo que dificulta a identificação precocemente. Pelo menos é o que pensa a médica geneticista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Ana Maria Martins.  Para ela, o erro começa desde a formação dos médicos. “Na prática, os médicos aprendem que sempre devem investigar todas as doenças mais frequentes. Quando elas são descartadas é que se vai pensar em doença rara. Temos de mudar esse conceito, é injusto”, critica. Segundo Ana Maria, 80% dessas enfermidades são de origem genética , sendo o geneticista o profissional mais indicado para fazer o diagnóstico adequado. No entanto, a especialidade não é das mais comuns em centros hospitalares, o que torna o acesso incomum.

 

Alan Alex

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *