E ainda, Confúcio muda estratégia para tentar comover delegados do MDB, mas a coisa não colou

Deu ruim

Confúcio Moura resolveu apelar para o drama, e mudou o discurso que vinha usando nos bastidores. Ao perceber que a estratégia de abordagem dos delegados do MDB através de seus emissários não funcionou, e ao ver que suas agressões a membros do partido em Rondônia terminaram prejudicando mais que ajudando, o ex-governador pediu “união” ao partido, defendeu a candidatura de Valdir Raupp ao Senado e até Maurão ao governo, desde que ele esteja na chapa. O grande problema é que desde sempre Confúcio soube que nenhum partido consegue fazer “barba, cabelo e bigode”, ainda mais na atual conjuntura. Sua candidatura ao Senado mata a dele próprio e a de Raupp, a quem Confúcio traiu na cara dura.

O senador

Sempre foi um ferrenho defensor de Confúcio, mesmo quando a situação era completamente desfavorável. Além disso, Raupp transita com toda a bancada federal, tem discurso de unidade à favor do Estado e tem acesso livre em Brasília. Já Confúcio não agrega e ainda está em situação extremamente frágil junto ao judiciário. Contra Raupp, o que tinha, e inclui as citações na Lava-Jato, estão sendo arquivadas ou ainda em fase de inquérito. Dificilmente o senador vai ser condenado pelo recebimento de doação de campanha, cujos valores foram declarados e prestados conta. Já Confúcio ainda precisa explicar muita coisa, incluindo as denúncias da Operação Platéias, que tramitam no STJ.

Registro

Faleceu na última segunda-feira o ex-deputado federal por Rondônia, Chagas Neto. É o quarto ex-parlamentar federal rondoniense a morrer esse ano, que perdemos Agnaldo Muniz, Maurício Calixto, Rubens Moreira Mendes e Chagas.

Abrindo

No serviço público, quando um servidor é flagrado em alguma situação suspeita, ele é afastado de suas funções, abre-se um processo administrativo e ao final ele é absolvido ou condenado e a partir disso tem-se o andamento da demissão ou reintegração. Vale a máxima, “afaste primeiro e depois julgue-se”. Mas, no Congresso Nacional a coisa não funciona bem assim, principalmente no Conselho de Ética, instância onde se julgam os crimes cometidos por parlamentares no mandato ou fora dele. Um dos membros desse conselho é o deputado federal por Rondônia, Marcos Rogério (DEM) que anda querendo ser senador da República.

Olha essa

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados arquivou no último dia 11, os processos contra dois deputados, sendo que ambos cumprem pena em regime semiaberto em Brasília. Celso Jacob (MDB-RJ) e João Rodrigues (PSD-SC). Desde junho do ano passado, Jacob cumpre pena de prisão em regime aberto depois de condenação final pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A pena de Jacob é de sete anos e dois meses em regime semiaberto. Já no caso de João Rodrigues os integrantes do Conselho entenderam que o parlamentar é inocente das acusações que o levaram a ser condenado a cinco anos e três meses de reclusão em regime semiaberto pelo Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região.

“Desarrazoado”

“Aqui optar pela perda de mandato me parece ser algo desarrazoado, me parece ser algo desproporcional. Se na condição de julgador, eu não o sentenciaria a uma condenação criminal, com a consequência da perda de liberdade, logo, como Parlamentar, que julgo no Conselho de Ética, também tenho que fazer essa ponderação”. Essa foi a fala de Marcos Rogério ao justificar os motivos para que seus colegas de parlamento, condenados e presos, não percam seus respectivos mandatos.

Agora entenda

Como pode alguém que defende o direito de um sujeito que representa toda uma comunidade, que vai preso por crimes de desvio de recursos, fraudes em licitação e outros, querer falar em ética na política ou mesmo ser candidato ao Senado? Fala sério. CLIQUE AQUI para baixar as notas taquigráficas da sessão e conferir tudo que aconteceu na madrugada do dia 11/12 na capital federal.

Produtos sem glúten têm mais gordura, açúcar e aditivos do que os convencionais

A revista francesa “60 Milhões de Consumidores“ lançou recentemente um alerta sobre os produtos que não contêm glúten e chamou a atenção dos franceses que adotaram uma alimentação sem essa proteína. Ao contrário do que se imagina, boa parte dos alimentos industrializados sem glúten contém mais gordura, açúcar, sal, aditivos químicos e são mais calóricos do que os produtos convencionais. A moda do “glúten free” conquistou os consumidores franceses há vários anos. Aconselhada a celíacos – indivíduos intolerantes à proteína encontrada no trigo, centeio, cevada e aveia -, ela passou a ser adotada também por pessoas que acreditam nas virtudes dietéticas de se alimentar sem glúten. No total, segundo a revista francesa “60 Milhões de Consumidores”, 5 milhões de franceses deixaram de consumir glúten na França, embora apenas 1% da população seja celíaca. Mas, devido à moda, muitos substituem ocasionalmente alguns produtos convencionais – como pães, bolos, biscoitos e massas – pelos “glúten free” – prática realizada por quase 34% dos consumidores da França. O grande problema é que, na tentativa de se assemelhar aos produtos convencionais, boa parte dos industrializados “glúten free” são extremamente transformados. “No lugar da farinha de trigo, os fabricantes utilizam frequentemente a farinha de arroz, associada à fécula e amidos. Mas, para substituir o glúten, que dá elasticidade à massa e textura aos produtos, eles incorporam aditivos para dar volume e macieza – os quais poderíamos evitar”, ressalta a revista.

Alan Alex

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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