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Fim do processo

Elton Assis foi eleito presidente da OAB nesta segunda-feira, 19, e confirmou os prognósticos que vinham se desenhando desde o início da campanha. Elton atualmente é Conselheiro Federal da OAB, cargo que será ocupado agora por Andrey Cavalcante, que também foi eleito nesta segunda. A chegada de Elton ao comando da instituição foi depois de um longo caminho que começou a ser trilhado ainda em 2016, quando já se vislumbrava a sucessão de Andrey. Vários nomes foram cogitados para a disputa, mas Elton era consenso tanto na capital quanto no interior.

Rompimento

Quando ficou definido internamente que Elton seria o candidato à sucessão, Mara Oliveira, vice-presidente da OAB e presidente da comissão de prerrogativas, não aceitou. Ela se achava sucessora natural, mas o grupo, como um todo, observou que faltava ainda maturidade política para Mara. Ela chegou a ser convidada para ser conselheira federal na chapa de Elton, com a possibilidade de assumir a comissão nacional de prerrogativas, cargo que lhe daria experiência e vivência necessária para assumir a presidência da Ordem no futuro, mas ela optou pelo rompimento brutal. Em reunião ocorrida no início deste ano, xingou, ofendeu e bateu boca com seus colegas, e anunciou que seria candidata.

Brigou feio

Ao longo de 2018, Mara Oliveira protagonizou episódios que a prejudicaram, levando a campanha para o lado pessoal, dizendo-se “vítima da máquina” e atacando alguns de seus colegas. a forma como Mara e seu grupo conduziram o processo eleitoral mostrou que, de fato, ainda falta um longo caminho a trilhar no campo da política e na composição de alianças. Para ela e seu grupo fica a experiência e a certeza que saíram grandes do processo eleitoral deste ano.

Acabou a eleição

Em seu primeiro discurso como presidente eleito, Elton Assis declarou que “acabaram as eleições e a vida volta ao normal”, e pediu uma salva de palmas a chapa adversária, lembrando que na advocacia “são todos irmãos” e declarou que “vai honrar o mandato” que foi conferido por seus pares. Elton venceu a eleição com uma diferença de 590 votos.

Empenho total

A eleição da OAB revelou três protagonistas importantes, Elton Assis, que venceu a eleição; Alex Sarkis, que mostrou liderança na região de Ariquemes e centro do Estado, garantindo expressiva votação para seu grupo e Vera Paixão, em Vilhena, que mostrou força obtendo 191 votos para o grupo de Mara naquela regional.Sarkis assume o Conselho Federal, e Vera Paixão a presidência da seccional de Vilhena.

Cabo eleitoral

Mas Elton também contou com um cabo eleitoral de peso, o atual presidente da Ordem, Andrey Cavalcante que desde o começo se engajou na campanha, falou com jurisdicionados, gravou vídeos, enfim, trabalhou como se fosse sua própria eleição. Andrey saiu desse processo maior que nunca, e certamente terá uma atuação marcante como Conselheiro Federal a partir de 2019.

2019 vai ser decisivo

A OAB será cobrada, e muito, a partir do ano que vem em seu protagonismo frente ao cenário político tanto a nacional quanto a local. A Ordem, que sempre se colocou à frente da defesa dos direitos humanos, da garantia da cidadania, das prerrogativas, terá pesados embates diante de questões como abate de criminosos que portam fuzis, conforme propõe o novo governador do Rio de Janeiro, redução da maioridade penal, aumento de penas, sistema prisional entre outros. Além disso, parte da bancada que assume em 2019 defende o fim do exame de Ordem. Será um ano tumultuado.

Por aqui

Elton Assis vai enfrentar a manutenção da defesa das prerrogativas, implantação de novas propostas como a “anuidade zero” e claro, os problemas do dia a dia enfrentados pelos advogados. Veja no final da coluna como ficou a composição da OAB para 2019.

Escolha entre chá ou café pode estar relacionada com seus genes, diz estudo

Chá, ou café? O gosto parece estar determinado parcialmente pela genética, como aponta um estudo feito com britânicos e publicado na revista científica “Nature”. “O estudo usou uma amostra muito ampla” para demonstrar que “a percepção do amargo influi no consumo de chá e de café”, disse o coautor do estudo Daniel Liang-Dar Hwang, da Universidade australiana de Brisbane. Paradoxalmente, as pessoas com uma maior sensibilidade ao gosto amargo do café eram as que bebiam mais. Isso “sugere que os consumidores de café desenvolvem um gosto, ou uma capacidade para detectar a cafeína”, afirmou a professora de Medicina Preventiva Marilyn Cornelis, também coautora do estudo. “A genética desempenha um papel ligeiramente mais importante na percepção do amargor do que do doce”, explicou Liang-Dar Hwang. A percepção dos gostos também está influenciada por nossos comportamentos. “Mesmo que, de forma natural, os humanos não apreciem o amargor, podemos aprender a apreciar os alimentos amargos”, afirmou o pesquisador. “Os bebedores de café são, geralmente, menos sensíveis do que os bebedores de chá ao amargor e têm, além disso, mais possibilidades de apreciar esse gosto em outros alimentos, como as verduras verdes”, completou. Baseado nos dados genéticos de cerca de 438 mil participantes britânicos, o estudo por enquanto “não é generalizável para outros países e culturas”, advertem os autores.

Como ficou

Presidente: Elton Assis

Vice-presidente: Solange Aparecida

Secretário-geral: Marcio Nogueira

Secretário-geral adjunto: Aline Silva

Tesoureiro: Fernando Maia

Conselheiros federais titulares

Franciany de Paula

Andrey Cavalcante

Alex Sarkis

Conselheiros federais suplentes

Juacy Loura

Veralice Veris

Jeverson Leandro da Costa

Conselheiros seccionais titulares:

André Bonifácio Queiroz Ragnini

Antônio Osman de Sá

Cláudia Fidelis

Douglas Wagner Codignola

Fábio Henrique Pedrosa Teixeira

Helena Maria Piemonte Pereira Debowski

Herbert Wender Rocha

João Batista Felbeck de Almeida

João Francisco Pinheiro de Oliveira

Joilma Gleice Schiavi Gomes

Julinda da Silva

Christian Fernandes Rabelo

Mahira Waltrick Fernandes

Marco César Kobayashi

Paulo César Oliveira

Regiane Teixeira Struckel

Ulisses Sbsczk Azis Pereira

Valério César Milani e Silva

Valter Carneiro

Weverton Jefferson Teixeira Heringer

Laura Canuto Porto

Márcio Henrique da Silva Mezzomo

Luciano Filla

Alexandre Moraes dos Santos

Cynthia Maria Alecrim de Morais

Márcia Berenice Simas Antonetti

Éder Timótio Pereira Bastos

Conselheiros seccionais suplentes:

Adércio Dias Sobrinho

Flaviana Letícia Ramos Moreira Garcia

Raimisson Miranda de Souza

Lenine Apolinário de Alencar

Hugo André Rios Lacerda

Letícia Botelho

Pitágoras Custódio Marinho

Paulo Alexandre Correia de Vasconcelos

Marta Luiza Leszczynski Salib

José Gomes Bandeira Filho

Diomar Aparecida da Silva Godinho

Vanderlei Kloos

Jéssica Peixoto Cantanhede

Ueliton Felipe Azevedo de Oliveira

Robislete de Jesus Barros

Noemi Brisola Ocampos

Celso dos Santos

Rafael Silva Coimbra

Gilber Rocha Mercês

Felippe Roberto Pestana

José Maria de Souza Rodrigues

Cléber Jair Amaral

Henrique Scarcelli Severino

Silvério dos Santos Oliveira

Luiz Flavino Volnistem

Éverton Campos de Queirós

Cherislene Pereira de Souza

Diretoria da CAARO:

Elton Sadi Fülber – presidente

Juscelino Moraes do Amaral – vice-presidente

Marisselma Maria da Conceição Mariano – secretária-geral

Anderson Felipe Reusing Bauer – secretário-geral adjunto

Igor Habib Ramos Fernandes – diretor-tesoureiro

Maria Aparecida da Silva Prestes – membro

Lucimar Sombra de Oliveira – membro

Alan Alex
Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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