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Coluna – Enquanto prefeitura briga com empresa, alunos estão há três semanas sem aulas

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Adiado a pedido

O Supremo Tribunal Federal julgaria nesta terça-feira os embargos de declaração na Ação Penal 935, que condenou o senador ACir Gurgacz por crime contra o sistema financeiro nacional. Constava na pauta da Primeira Turma até o início da tarde desta terça, porém, à pedido dos advogados do senador, que peticionaram um adiamento, saiu. E não tem data para voltar. A estratégia é Acir ser julgado primeiro no Tribunal Superior Eleitoral, onde ele tenta uma liminar para registrar sua candidatura ao governo. Na Primeira Turma do STF ele não tem chances de sucesso, e uma notícia dessas, às vésperas do julgamento no TSE, seria a “morte” para seu projeto.

Enquanto isso

Ele consegue afundar com as candidaturas de sua chapa. Os números mostram isso.

Amigo da onça

Enquanto Valdir Raupp tenta ajudar, querendo convencer os eleitores a votar nele e em Confúcio Moura, o ex-governador chegou a declarar publicamente que “o eleitor pode anular o segundo voto, desde que vote nele primeiro”. Confúcio vem usando todo o tempo que pode dos demais candidatos, e não pede voto para ninguém, exceto ele. É o “jeito Confúcio de ser”, primeiro eu, depois eu, e por último, eu de novo.

O que está errado em Rondônia?

Acredite, em Porto Velho, a escola municipal de Ensino Fundamental Deigmar Moraes de Souza, situada em Cujubim Grande, comunidade rural que fica 32km de distância, está sem aula há três semanas e provavelmente seguirá assim até a próxima. Pera aí que vou escrever bem grande, TRÊS SEMANAS SEM AULA. O embróglio envolve a prefeitura de Porto Velho e a empresa Flecha Turismo LTDA, responsável pelo transporte escolar fluvial. Por causa dessa disputa, 1.010 alunos estão sem aula.

Agora, olha isso

O caso envolve crianças que são em sua maioria carentes e fazem um sacrifício enorme diariamente para estarem em sala de aula. De acordo com o secretário municipal de educação, César Licório, foram feitas audiências com representantes da empresa “aquela da operação policial” (ele se referia a Operação Ciranda), mas a empresa não estaria cumprindo o que foi estabelecido nas audiências. O secretário disse ainda que outro problema seria o atraso no pagamento dos trabalhadores, por parte da empresa.

Mas, quer saber qual o problema de verdade?

A incompetência e falta de responsabilidade por parte dos gestores públicos, a burocracia excessiva e a ausência de uma ação mais efetiva por parte do Ministério Público e Vara da Infância e Juventude. Os alunos não tem nada a ver com a situação, se tem ou não problemas no contrato, que isso seja discutido sem afetar os estudantes. Que chamem a polícia para prender os donos da empresa, que chamem a Marinha para operar as embarcações. O Brasil tem um déficit educacional absurdo e os mais carentes encontrarm na escola uma oportunidade de melhorar de vida. Já é complicadíssimo manter um estudante em sala de aula, e toda essa celeuma prejudica tanto os alunos quanto os pais, que se veem em uma situação de total impotência. Realmente, esse país precisava ser resetado, redescoberto e repovoado.

Comprando fiado e pedindo o troco

A Energisa, empresa que ganhou a Eletrobrás Distribuição Rondônia do governo federal com a promessa de “uma incrível redução de 1% na conta de energia” – isso é ironia -, apresentou um pedido na Aneel de reajuste para 2019. Se tomarmos por base o reajuste que foi concedido ano passado, que ficou em quase 9%, descontando o 1% que ela generosamente – isso também é ironia – vai conceder à população que clamava pela privatização, teremos algo em torno de…8%. O problema é que eles querem 18% de reajuste. O percentual ainda não foi concedido (está em análise) pela agência. A justificativa seria a perda de energia por furto (famoso gato), rede elétrica defasada, e desvios feitos através de redes clandestinas.

Então vai ficar assim

A Energisa ganhou a Ceron prometendo reduzir a conta da gente em 1%, mas antes mesmo de começar a operar, já pede o reajuste, que será concedido de qualquer forma, sejam os 8% ou 18%. E a gente paga a conta de energia e claro, do BNDES, que vai financiar “os investimentos”.

Lambança

O restaurante Popular de Porto Velho atende, em média, 1500 refeições/dia e é mantido pelo Governo do Estado através de um convênio com a União. Os pratos são vendidos a R$ 1 apenas. O local tem alguns pequenos problemas, entre eles o de uma caldeira que já foi notificada para ser consertada. Mas, o restaurante não vai fechar por isso, e sim devido a uma falha gravíssima da ex-secretária de Ação Social Cira Moura. Ela não renovou o contrato com a empresa que atende o local. E o governo não tem tempo de licitar e o contrato que vinha sendo prorrogado emergencialmente, não pode mais devido a perda de prazo. E assim seguimos a vida.

Tem que olhar as propostas

Me assombro ao ver algumas candidaturas sendo defendidas sem nenhum embasamento. Muitos servidores públicos (concursados ou que eram comissionados e sonham com concurso) defendem com unhas e dentes a candidatura de Confúcio Moura. Mas, obtusamente não se preocupam em saber o que Confúcio pretende como senador. Pois bem, entre seus “projetos” estão o fim da estabilidade no serviço público, o fim da gratuidade da educação em todos os níveis, o fim dos concursos públicos e a terceirização. O problema é que o eleitor fica acreditando em papo furado de candidato que diz “que fez”, e esquece de ver o que “ele pensa em fazer”. Depois tá enchendo o saco dos outros no Facebook, se dizendo “enganado”. Esses projetos aí foram defendidos abertamente por ele em seu blog. OLHA AQUI.

Mudanças no estilo de vida reduzem a necessidade de medicamentos para hipertensão

Homens e mulheres com pressão alta reduziram a necessidade de medicamentos anti-hipertensivos em 16 semanas após mudanças no estilo de vida, de acordo com um estudo apresentado nas sessões científicas conjuntas da American Heart Association, uma conferência anual focada nos recentes avanços na pesquisa da hipertensão. Modificações no estilo de vida, incluindo uma alimentação mais saudável e exercícios regulares, podem reduzir muito o número de pacientes que precisam de medicamentos para baixar a pressão arterial. Esse é particularmente o caso em pessoas que têm pressão arterial na faixa de 130 a 160 mmHg sistólica e entre 80 e 99 mmHg diastólica. Os pesquisadores estudaram 129 homens e mulheres com sobrepeso ou obesidade entre 40 e 80 anos de idade que tinham pressão alta. A pressão arterial dos pacientes estava entre 130-160 / 80-99 mmHg, mas eles não estavam tomando medicamentos para baixar a pressão arterial no momento do estudo. Mais da metade eram candidatos a medicação anti-hipertensiva no início do estudo, de acordo com diretrizes recentes. Os pesquisadores atribuíram aleatoriamente cada paciente a uma das três intervenções de 16 semanas. Os participantes de um grupo mudaram o conteúdo de suas dietas e participaram de um programa de controle de peso que incluiu aconselhamento comportamental e três vezes ao exercício supervisionado semanalmente. Eles mudaram seus hábitos alimentares para o plano DASH, uma abordagem nutricional comprovada para baixar a pressão arterial. O DASH enfatiza frutas, vegetais e laticínios com baixo teor de gordura e minimiza o consumo de carne vermelha, sal e doces. Os participantes do segundo grupo mudaram apenas a dieta, concentrando-se na dieta DASH com a ajuda de um nutricionista. O terceiro grupo não mudou seu exercício ou hábitos alimentares. Aqueles que comeram a dieta DASH e participaram do grupo de controle de peso perderam uma média de 19 quilos e reduziram a pressão arterial em uma média de 16 mmHg sistólica e 10 mmHg diastólica no final das 16 semanas. Aqueles que seguiram apenas o plano de alimentação do DASH tiveram pressões sanguíneas diminuindo em média 11 sistólica / 8 diastólica mmHg. Os adultos que não mudaram seus hábitos alimentares ou de exercício experimentaram um declínio mínimo da pressão arterial de uma média de 3 mm / dia sistólica / 4 diastólica. Até o final do estudo, apenas 15% daqueles que haviam mudado tanto a dieta quanto os hábitos de exercício precisavam de medicamentos anti-hipertensivos, conforme recomendado pela diretriz AHA / ACC de 2017, em comparação com 23% no grupo que apenas mudou sua dieta. No entanto, não houve mudança na necessidade de medicamentos entre aqueles que não mudaram sua dieta ou hábitos de exercício – quase 50% continuaram a atender aos critérios para o tratamento medicamentoso.

Alan Alex
Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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1 Comment

  1. […] caso havia sido divulgado esta semana pela coluna PAINEL POLÍTICO, após a circulação de um vídeo onde um aluno dizia que estava sem aula há nove meses. A coluna […]

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