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Coluna – Fakenews envolvendo Cassol nem foi lida pelos “redatores”; entenda

E ainda: deputados estaduais aceitaram miçangas e espelhos em troca de desastre social; Enquanto isso, governo quer colocar crianças para estudar dentro de containers em pleno calor amazônico; e também, liquidaram a liquidante da Caerd

Analfabetismo funcional

Não sei a quem pertence, tampouco quem edita, mas o prejuízo causado atinge toda a classe de comunicadores. O site O Rondoniense estampou em sua capa nesta quarta-feira a manchete “Cassol é condenado em ação penal por crimes de fraude a licitação e quadrilha” e emendou, “confira a decisão na íntegra” e colaram a decisão da Ação Penal 565, aquela que condenou Cassol a 4 anos de prisão, mas não previu perda de cargo nem direitos políticos e ainda está em recurso. O problema é que na própria “íntegra” publicada pelo site mostra que o senador foi absolvido da acusação de fraude e de formação de quadrilha, já que não houve dolo, e que está sendo discutido apenas é a fragmentação do processo licitatório, que de acordo com entendimento posterior do Tribunal de Contas da União, poderia ter sido feito. Ou seja, eles não se deram ao trabalho sequer de ler a própria publicação.

Só para relembrar

O mesmo O Rondoniense foi o responsável por uma notícia falsa que circulou em 2014, e foi repercutida pelo Diário da Amazônia, de que Jaqueline Cassol havia sido presa por envolvimento em um assassinato. O Diário, assim como o site e o Google foram condenados pela aberração.

Falando em Cassol

Nesta quarta-feira ele usou a tribuna do Senado para criticar uma licitação do governo de Rondônia, no valor de R$ 6 milhões, que está em andamento para alugar containers que serão usados como “salas de aula”, colocados inicialmente em Machadinho, Nova Mamoré, Porto Velho, Chupinguaia, Candeias e Guajará Mirim. Cá entre nós, nem tinha ouvido falar nisso, mas é uma aberração se for mantido. Nesse calor de Rondônia, colocar crianças em containers é uma brincadeira de péssimo gosto. O Estado precisa é construir escolas e salas de aula.

Eles fizeram

Por 19 votos a favor e apenas 4 contra, a Assembleia Legislativa aprovou a elevação da cota do reservatório da Usina Hidrelétrica de Santo Antônio do Rio Madeira. E para compensar desgraceira que vai virar a região de Jacy Paraná, houve um acordo de liberação de R$ 30 milhões. E sem explicação, cada município rondoniense, que nada tem a ver com a Usina, irá receber R$ 1 milhão. Uma verdadeira lambança cometida pelos deputados que votaram à favor. Os prejuízos sociais que estão sendo causados pelas usinas são irreparáveis. Ao invés de “dar R$ 1 milhão para cada município” a usina poderia ter construído pelo menos 1.000 novas salas de aula no Estado todo. Isso seria uma compensação minimamente razoável.

Liquidaram a liquidante

A Assembleia Legislativa suspendeu a nomeação de Iacira Azamor (ainda) presidente da Caerd que seria a liquidante da companhia, de acordo com um dos últimos decretos de Confúcio Moura. Com isso, todos os seus atos na função devem ser considerados nulos, já que ela, precipitadamente, achou que ainda era Confúcio que mandava no Estado e se apressou em tentar liquidar algumas coisas na empresa. A própria escolha de Iacira aconteceu de forma bizarra, já que ela foi escolhida em uma “reunião” que aconteceu em um feriado onde estava ela e outro conselheiro. Coisas do MDB.

Agora só falta

Colocarem ela para fora, no olho da rua antes que consiga causar mais estragos que do já fez na companhia ao longo dos últimos anos. Iacira promoveu uma gestão criminosa com o claro interesse de inviabilizar a Caerd para que ela fosse vendida a preço “simbólico” no mercado. Para isso, foram maquiados números, n!ao foi feito nenhum investimento e o governo Confúcio vinha sistematicamente espalhando que a Caerd tem uma dívida “impagável”. É impagável porque o governo dele não gosta de pagar conta.

Nesta quinta

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julga o mérito da ,liminar que permitiu que a prefeita de Vilhena, Rosani Donadon disputasse as eleições em 2016. Ela havia sido condenada em 2008 por abuso de poder econômico e captação ilícita de votos. O problema é que em seguida veio a Lei da Ficha Limpa (2010) que ampliou essa inelegibilidade, que antes era de 3, para 8 anos. Na eleição de 2016 a inelegibilidade dela acabou 3 dias após a data da eleição, portanto, tecnicamente, ela não poderia ter assumido o cargo. O julgamento é importante pois pode ser adotado em outras situações Brasil afora. A sessão do TSE inicia às 9, horário de Brasília. Se no mérito os ministros entenderem que ela não podia ter assumido, Vilhena terá novas eleições.

Mais mudanças

Novas trocas estarão sendo feitas no governo de Rondônia nos próximos dias. Uma das pastas a ser trocada será o Turismo, ocupada por Júlio Olívar que era outro “faz tudo” de Confúcio e não fez nada por lá, a não ser decretar que o Pirarucu é o prato oficial de Porto Velho (?). Isso custou aos cofres públicos, anos de salário de secretário.

Vacinas para alergia estão a um passo de se tornarem realidade

Um estudo publicado no “Journal of Allergy and Clinical Immunology” nesta quarta-feira (11) demonstra como vacinas podem ser utilizadas com sucesso no tratamento de alergias. Uma boa parte das alergias ocorre quando o sistema imunológico percebe alguns alimentos como “invasores” a serem atacados. Como se o amendoim virasse um vírus, por exemplo. A partir dessa premissa, assim, cientistas da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, desenvolveram uma vacina capaz de fazer com que o sistema imune não reaja a substâncias presentes no amendoim como se elas fossem atacar o organismo. Em testes em camundongos, três doses mensais de uma vacina aplicada pelo nariz protegeram ratos de reações alérgicas. Ao todo, a vacina foi desenvolvida após quase duas décadas de estudo.Os ratos responderam às alergias a amendoim de forma similar aos humanos afetados, com sintomas que incluíam coceira na pele e dificuldade para respirar. O estudo avaliou a proteção contra reações alérgicas duas semanas após a administração da dose final da vacina. Pesquisadores acreditam, no entanto, que a proteção contra a alergia seja duradoura e vão continuar acompanhando as cobaias.Atualmente, os Estados Unidos possuem vacinas que tratam a reação alérgica depois que elas ocorreram. O objetivo do estudo dos cientistas, no entanto, é evitar o surgimento das alergias em primeiro lugar. O próximo passo da pesquisa é a avaliação da eficácia da vacina em seres humanos e estender os estudos em camundongos.

Alan Alex
Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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