“Números mágicos” da economia de Rondônia deixados por Confúcio começam a desmontar; Gastos dos poderes duplicaram e a arrecadação estagnou, mas empréstimos foram feitos e precisam ser pagos

Avançando

No último sábado o Partido da República (PR) se reuniu em Porto Velho para definir algumas candidaturas para as eleições desse ano. Entre as estrelas do partido estão o deputado federal Luiz Cláudio e Jaqueline Cassol, que também pretende disputar uma vaga na Câmara Federal. Mas, chamou a atenção a presença do presidente da Assembleia, Maurão de Carvalho (MDB) no evento, e criou-se uma expectativa em relação a uma possível aliança entre o grupo capitaneado por Maurão (que não é a mesma ala de Confúcio) e Ivo Cassol (que não é do PR, mas a legenda integra seu grupo político).

A idéia

É trazer Luiz Cláudio para compor chapa com Maurão, em uma eventual aliança entre os dois grupos. Maurão e Cassol foram companheiros de legenda até 2014, quando romperam em função da eleição para governo. O deputado foi eleito pelo PP e depois migrou para o MDB. Desde então eles mantém uma relação institucional. Maurão ganhou estatura ao assumir a presidência da Casa e vem jogando duro para ser candidato ao governo. Uma aliança com o grupo de Cassol, em eventual impossibilidade do senador disputar o cargo, seria uma chapa com forte chance de vitória.

Evidente

Que política é como nuvens, muda a todo momento, e muita coisa ainda pode acontecer.

Incógnita

A turma que milita na política rondoniense vem estranhando a forma como o governador Daniel Pereira vem gerenciando seu futuro político. Muitos apostam que ele é candidatíssimo, mas que está perdendo o “timing” ao manter o discurso de que não vai para a reeleição. A esse ‘converseiro todo’ Daniel segue alheio, tocando a gestão como acha que tem que fazer.

R$ 6 milhões

Foi quanto a Fundação Cultural do Estado (Funcer) requisitou à título de “aporte financeiro” à Assembleia Legislativa há cerca de um mês. Mas, não deu certo. O deputado estadual Léo Moraes convocou os gestores da Funcer para explicarem onde e como o dinheiro seria aplicado. Recebeu como resposta que os recursos seriam usados no Teatro Estadual de Porto Velho e no Teatro Municipal de Ariquemes (que não está concluído). O pedido está para votação, mas dificilmente será aprovado, tendo em vista a falta de transparência e critérios na administração do teatro estadual. Um dos pontos questionados por Léo Moraes foi a cobrança para uso do espaço, “não faz sentido o preço surreal cobrado por eles, e mesmo assim ainda querem mais dinheiro”?.

Segue fechado

Na semana passada falamos aqui que o Teatro segue sem alvará de funcionamento por não ter feito as adequações exigidas pelos bombeiros. Um local com aquelas dimensões sem uso só gera despesa e vai se deteriorando.

Números mágicos

Os tais “números positivos” que foram amplamente divulgados por Confúcio Moura começam a desmoronar ao serem confrontados com a realidade. O governo da fantasia construído através de pedaladas, remanejamentos de verbas e muitos empréstimos está sendo desfeito. Uma das mágicas de Confúcio era aumentar os repasses baseado em projeções, ou seja, gastava por conta sem ter dinheiro efetivamente em caixa. A equipe de Daniel Pereira vem tendo problemas em gerenciar essa bagunça deixada pelos ilusionistas de Confúcio.

Pior ainda

Vai ser em 2019, quando o próximo governo, seja ele quem for, tiver que colocar as contas em ordem. Se for alguém minimanente responsável, terá que cortar despesas e reduzir os repasses aos poderes, do contrário a máquina vai parar. Os repasses evoluíram absurdamente entre os anos de 2010 a 2018. Para se ter uma idéia, em 2010, último ano de Ivo Cassol/João Cahúlla, o Ministério Público tinha um orçamento de pouco mais de R$ 121 milhões, em 2018 é de R$ 278 milhões, mais que dobrou em 8 anos. E o Executivo saltou no mesmo período de pouco mais de R$ 3 bilhões para quase R$ 7 bilhões.

Tem que arrecadar

E o próximo governo terá que aumentar a arrecadação colocando a máquina fiscalizatória para funcionar, e ao mesmo tempo cortar pelo menos 20% da despesa. O mesmo exemplo terá que ser seguido pelos demais poderes, sob pena do Estado não conseguir manter os serviços. Essas análises foram feitas por quem entende de contas públicas e sabe que a situação requer medidas drásticas, porque além de tudo isso, ainda é preciso pagar os empréstimos que foram feitos e que ninguém sabe onde está o dinheiro, porque obra pública que é bom, nenhuma. Um governo de fantasia que chegou ao fim de forma melancólica e totalmente irresponsável.

Estudar demais pode causar miopia, mostra pesquisa

“Professora, sua aula está me deixando míope?” Pode parecer uma pergunta despropositada, mas há ciência por trás dela. Um novo estudo publicado no periódico British Medical Journal diz haver “fortes evidências” de que, quanto mais anos estudamos, maior será nossa necessidade de usar óculos. A crença de que estudar demais faz mal para os olhos é antiga, mas ninguém havia ainda provado isso. Afinal, não seria considerado algo ético submeter crianças a horas e mais horas de estudo em um lugar fechado só para ver o resultado e, assim, testar a teoria. Mas cientistas da Universidade de Bristol e de Cardiff, na Inglaterra, usaram um recurso para contornar esse problema: analizaram 68 mil pessoas e seu DNA. Algumas pessoas têm genes que tornam mais provável que elas se tornem míopes, enquanto outras têm genes que as tornam predispostas a estudar por mais tempo. Os cientistas mostraram que estas últimas tinham mais chance de ficarem míopes, mas que os genes ligados à miopia não tornavam mais provável que uma pessoa estudasse por mais tempo. Os pesquisadores apontam que, em média, cursar uma faculdade até o fim pode fazer com que a pessoa tenha um grau de miopia a mais em comparação com quem parou de estudar aos 16 anos. Isso é relativamente pouco, mas suficiente para que uma pessoa precise de óculos para dirigir, por exemplo. Em casos mais graves, a miopia pode elevar o risco de deslocamento de retina e degeneração macular, que gera uma piora gradual da visão. Em ambos os casos, há o risco de se ficar cego. Os pesquisadores destacam, ainda, que não sabemos o impacto que novas tecnologias, como smartphones e computadores, têm sobre nossa visão. O estudo foi realizado com pessoas que entraram em idade escolar há mais de 50 anos, então, os efeitos da vida moderna sobre o desenvolvimento dos olhos ainda são desconhecidos.

Alan Alex

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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