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O coronel não é o capitão

O candidato do PSL em Rondônia, Marcos Rocha está longe de ser minimamente parecido com o candidato da legenda a presidência da República, Jair Bolsonaro. E isso em todos os sentidos. Enquanto o capitão quer distância do MDB e PDT, Rocha colou em ambos e está difícil negar. O coronel incorporou o discurso do capitão. Qualquer notícia que não o agrade é considerada por ele “fake news”, mas o problema é que a própria justiça reconhece esses apoios que foram gravados em vídeo e alguns com a presença do próprio Marcos Rocha.

Agora olha essa

Em outubro de 2015 teve uma grande rebelião no presídio Urso Branco, em Porto Velho. Marcos Rocha, titular da SEJUS, nem apareceu por lá para saber o que estava acontecendo. Rocha exonerou o então diretor Célio Lima, atendendo a um pedido dos presos que estavam chateados por medidas adotadas pelo então diretor, como a instalação de um raio-x na entrada dos visitantes e vinha intensificando o combate ao tráfico na unidade. Os familiares, ao perderem contato via telefone, começaram a confusão e resolveram se voluntariar como “reféns”. A rebelião acabou quando Marcos Rocha demitiu o diretor e voltou atrás com as medidas. EM 2015 NÓS CONTAMOS ESSE FATO EM DETALHES. Na época, Léo Moraes chegou a chamar o adjunto de Marcos Rocha de “mentiroso” no plenário da assembleia.

Mas, o pior ainda estava por vir

Ano passado, Marcos Rocha contratou a Fundação Getúlio Vargas para elaborar um “estudo de modelagem de gestão compartilhada no sistema prisional de Rondônia”, ao custo de R$ 2,450 milhões. O problema é que o primeiro orçamento para elaboração do tal estudo ficou em quase R$ 1 bilhão. Conversa vai, conversa vem, corta daqui, ajusta dali, resolveram fazer o estudo em apenas 3 unidades. A proposta era convencer a sociedade, e o próprio governo que era mais barato manter preso com a gestão compartilhada no sistema prisional. O estudo previa uma série de melhorias físicas no sistema prisional.

Uma coisa que o estudo mostrou

Foi que entre agosto de 2015 a agosto de 2016, cada preso custava ao Estado R$ 2.401,89. Em 2017 os presos custavam R$ 3.683,65 e se fosse aplicada a gestão que Marcos Rocha defendia, o custo seria de R$ 4.220,40. Mas esse processo de pagamento da FGV deu problema, e na próxima coluna vamos detalhar todo o rolo, que foi bater na Assembleia Legislativa, com direito a uma série de questionamentos dos deputados Anderson do Singeperon e Léo Moraes, que chegou a tecer pesadas críticas contra Marcos Rocha. De fato, o coronel está longe de ser o capitão.

Deu ruim

O Ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, além de negar o efeito suspensivo no recurso do deputado federal Nilton Capixaba, também indeferiu os pedidos da defesa feitos nos embargos, como a redução da dosimetria da pena (6 anos e  10 meses) e justificou assim, “o fato de o embargante ocupar posição de destaque na Câmara dos Deputados e no partido que ocupa, e de terem sido subtraídos recursos da saúde, exorbita a simples condição de agente público ou a obtenção de vantagem indevida típicas do crime de corrupção passiva, autorizando, portanto, a valoração negativa realizada na primeira fase da dosimetria“.

E concluiu

Além disso, registrei que o embargante é Deputado Federal e Presidente Estadual da agremiação partidária, pessoa de destaque na comunidade, com projeção nacional, na qual a sociedade deposita grande confiança e que tinha plenas condições e o dever de agir de modo diverso. No mais, foram praticados 21 crimes de corrupção passiva contra o orçamento da saúde, razão pela qual promoveu-se o aumento relativo à continuidade delitiva no patamar máximo de dois terços“. A decisão do ministro foi publicada nesta quinta-feira e você pode ler na íntegra CLICANDO AQUI.

Fake news

A campanha de Jair Bolsonaro sofreu um duro golpe nesta quinta-feira após a divulgação pela Folha de São Paulo que empresários estariam pagando para espalhar notícias falsas pelo Whatsapp contra o candidato adversário, entre os empresários estaria o dono das lojas Havan. Não vou entrar no mérito da discussão sobre a campanha em si, mas o tal Luciano Hang está longe de ser “flor que se cheira”. O sujeito foi condenado a 10 anos de prisão na justiça federal pelo crime de lavagem de dinheiro e evasão de divisas em 2010.  O processo correu em segredo de justiça e foi parar no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Segundo a assessoria do STJ, Luciano Hang apelou da decisão da condenação do Tribunal Regional Federal, mas quando foi julgado, no final do ano passado, as penas a que foi condenado prescreveram. Ou seja, como a Justiça demorou para julgar os recursos, a punição já não valia mais. E a culpa do Brasil estar quebrado não é porque ele sonega, é da “classe política”.

Laxante não ajuda a emagrecer; entenda

Uma “moda” perigosa: tomar laxante para perder peso. Ela ganhou força principalmente porque é um medicamento barato. Entretanto, o preço para a saúde pode ser alto. “Com o uso crônico dos laxantes e aumentando cada vez mais as doses, você vai ter um desgaste dos nervos intestinais, que leva à constipação”, explica o médico da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva José Romanholi Neto. O uso crônico de laxante quando mal indicado atrapalha a absorção de micronutrientes. Não porque eles vão embora com a água, mas porque a irritação na mucosa do intestino causada pelos laxantes prejudica o trabalho de absorção que algumas células do intestino fazem, especialmente de micronutrientes. A Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva diz que o uso inadequado pode criar uma dependência. O intestino fica tão viciado que perde os movimentos naturais. Aí a pessoa tem que tomar mais laxante para o intestino funcionar. Quem toma laxante para emagrecer acha que vai eliminar gordura e, com isso, perder peso. Contudo, não é isso que acontece. O médico José Romanholi explica o motivo. “A pessoa tem aquela sensação de estar desinchando, mas na verdade ela não está perdendo gordura. Ela está perdendo líquido. Depois, quando ela volta a se reidratar novamente, ela volta para o peso. O laxante é indicado para quem tem o intestino preso e não por um período crônico. Você tem que usar de forma gradual e por orientação médica”.

Alan Alex
Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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