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Futuro sombrio

O funcionalismo público brasileiro deverá passar por maus bocados a partir de 2019, caso sejam aprovadas as medidas solicitadas por governadores e parte do Congresso Nacional. Os chefes dos executivos estaduais querem a “flexibilização” na estabilidade dos servidores, traduzindo, querem mandar embora quem não os agrade. Parlamentares ligados a Jair Bolsonaro, por sua vez, querem a revogação da chamada PEC da Bengala. Ao mesmo tempo, o serviço público acompanha qual será a reação de Michel Temer em relação ao reajuste, aprovado pelo Senado, aos ministros do Supremo Tribunal Federal, que por efeito cascata, serve como teto para todo os servidores públicos.

Torcer não basta

O que se percebe hoje, passada a euforia das eleições, é um misto de preocupação e ansiedade por parte dos eleitores que elegeram Jair Bolsonaro. As polêmicas decisões que vem sendo tomadas por ele, já resultam em problemas antes mesmo dele tomar posse, a saída dos médicos cubanos do Mais Médicos é um exemplo. Se a saúde estava ruim, a tendência vai ser piorar. E é ingenuidade acreditar que médicos brasileiros recém-formados querem trabalhar por salários de R$ 6,5 mil, como o oferecido pela prefeitura de Jaru (RO) em seu edital lançado esta semana. Os eleitores observam e torcem na esperança de mudanças. Até agora, nenhuma das mudanças apresentadas trouxe algum alento.

Foco na segurança

A partir de 2019 vamos perceber um discurso voltado ao combate à corrupção e segurança pública, que são importantes e devem ser conduzidos com seriedade. Porém, a maior expectativa gira em torno da retomada do crescimento econômico e a geração de empregos. Hoje, temos 63 milhões de brasileiros inadimplentes inscritos no Serasa, com dívidas de 3 meses ou mais. Essa temática da segurança deverá pautar o próximo governo, e é uma cortina de fumaça para problemas mais graves. Até agora, a equipe econômica de Bolsonaro não mostrou nenhum indicativo de que trabalha neste sentido. Mas, vamos torcer, taoquei?

Sem dinheiro

Em 2019 o governador eleito Marcos Rocha terá um desafio grande pela frente, manter o pagamento dos salários dos servidores em dia, conforme vem sendo desde o primeiro mandato de Ivo Cassol, e consertar os estragos deixados por Confúcio Moura e sua turma. Além disso, o governo terá que investir em recuperação da malha viária, moradia e saúde. Obras paradas como as do hospital de Ariquemes e o Hospital de Emergências em Porto Velho precisam ser retomadas e a população espera por isso. Mas o maior empecilho a tudo isso será a falta de recursos.

Levantamento

Feito pelo Tribunal de Contas do Estado indica que Rondônia terá pouco mais de R$ 10 milhões por mês para investimentos. Mas, com os reajustes que foram dados recentemente aos procuradores autárquicos, o impacto na folha de pagamento ainda é desconhecido, pois não foram apresentados estudos sobre o assunto. Além disso, o Estado precisa resolver a questão de pessoal em diversas áreas. Vai ser um começo conturbado.

Falando em moradia

Nesta sexta-feira, quarenta casas em construção do projeto Minha Casa Minha Vida em Monte Negro (RO), no Vale do Jamari, foram invadidas na quinta-feira (15). Os beneficiários assinaram os contratos, mas as obras foram paralisadas em 2015. Os ocupantes disseram que estão passando por dificuldades e não têm condições de pagar aluguel. A ocorrência foi registrada na manhã de sexta-feira (16) após a Polícia Militar (PM), juntamente com assistentes sociais, irem até o conjunto habitacional e confirmar a informação da ocupação das 40 casas em construção. De acordo com a ocorrência, aproximadamente 80 pessoas ocuparam as residências alegando dificuldades financeiras. A prefeitura se mobiliza para ajuizar ação de reintegração de posse.

PSL e os 30%

A vaga do deputado estadual eleito Eyder Brasil, do PSL, está ameaçada por um detalhe, com o indeferimento do registro de candidatura de Maria da Conceição Alves, que obteve 952 votos na eleição, o partido não cumpriu os 30% da cota de mulheres que é obrigado por lei. Com isso, é possível agora o ajuizamento de uma Ação de Impugnação de Mandato Eletivo -AIME, para discutir a fraude no percentual de gênero. Somente com o julgamento dessa nova ação (AIME) poderá ou não o Deputado vir a perder seu mandato. Por enquanto, nesse momento, ele pode ser diplomado. A pergunta que fica é: colocaram a mulher apenas para o cumprimento da conta feminina, exigida por lei, mesmo sabendo que o nome não estava registrado?”, explicou o advogado eleitoralista Manoel Veríssimo nesta sexta-feira.

Na verdade

O PSL local não acreditava em suas chances, e foram fazendo as coisas meio de na base do improviso. Foi por isso que o partido ficou sem um senador (Jaime Bagattoli) e investiu pouco em sua legenda para federal e estadual.

Na segunda, 19

Advogados rondonienses elegem a nova diretoria da OAB. Na disputa, o advogado Elton Assis, atual Conselheiro Federal da Ordem e Mara Lima, esposa do promotor de justiça Alzir Marques. A posse da nova diretoria acontece em fevereiro.

As vitaminas mais importantes para os homens mais velhos

Consumir uma dieta balanceada com uma variedade de alimentos garante que seu corpo receba as vitaminas necessárias para funcionar adequadamente. A maioria dos homens pode obter a ingestão diária recomendada de vitaminas (DRIs) dos alimentos que ingerimos e não precisa de suplementos alimentares, mas certos homens podem precisar de vitaminas específicas devido à química do corpo, doença ou outra condição. A melhor maneira de obter os nutrientes que seu corpo precisa é através da comida que você come, não através de suplementos. Os homens mais velhos, especialmente aqueles com mais de 50 anos, precisam de mais vitaminas e minerais que os mais jovens. Se você tem mais de 50 anos, preste atenção especial aos seus níveis de: vitamina B-12, que ajuda a manter os nervos e os glóbulos vermelhos saudáveis; vitamina B-6, que ajuda a formar glóbulos vermelhos e cálcio e vitamina D, que ajudam a manter os ossos fortes. As vitaminas B também auxiliam na digestão e são importantes para eles, já que o metabolismo diminui com a idade.

Alan Alex
Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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