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E ainda, Fátima Cleide na disputa pelo Senado; e como acabar com a corrupção prendendo e confiscando sumariamente

Ji-Paraná

A segunda maior cidade de Rondônia vai ser a sede do governo durante essa semana, assim como do Legislativo. Acontece a partir de quarta-feira a Rondônia Rural Show, evento de grande importância para o agronegócio do Estado. Os produtores, de uma forma geral, só querem que o governo não atrapalhe, criando taxas, normas e outras pérolas tão comuns entre os que se dizem “gestores”. Feiras como a RRS são uma vitrine de negócios, mas claro, principalmente em ano de eleição, é roteiro certo de 10 entre 10 políticos.

Não é verdade

Que a ex-senadora Fátima Cleide estava “morando em São Paulo” como foi divulgado recentemente. Ela mantém residência no mesmo conjunto habitacional que sempre morou, no Conjunto Jamary, em Porto Velho,e ocupa cargo eletivo na Fundação Perseu Abramo. Fátima deve ir para o sacrifício na disputa por uma vaga ao Senado porque já foi senadora e tem uma “ficha limpa”. O maior pecado de Fátima foi não ter sido mais ativa contra determinações do diretório nacional do PT. Deveria, e poderia, ter questionado uma série de lambanças feitas pela legenda durante os oito anos que foi senadora, mas preferiu seguir as diretrizes do partido sem contestar.

Faltou à Fátima

Maturidade para o cargo e principalmente, se posicionar abertamente contra algumas políticas e ações. Ela, por exemplo, quando senadora rompeu com Roberto Sobrinho, então prefeito de Porto Velho por discordar da forma como ele administrava (?)  a cidade. A senadora deveria ter sido mais enfática, afinal, o PT de Rondônia perdeu a grande oportunidade de transformar a capital em uma referência na região Norte. Tinha dinheiro, tinha dois deputados federais, uma senadora e a prefeitura. Hoje amargam o ostracismo por pura falta capacidade administrativa.

Na última coluna…

Falei sobre a necessidade de alterarmos a legislação e passarmos a confiscar os bens de corruptos e seus familiares. Quando se aplica a lei com rigor, sem os famosos “entendimentos” que distorcem a legislação ao bel prazer das Cortes superiores, a coisa tende a funcionar. Quem rouba dinheiro público tem que ser tratado igual a traficante, os bens devem ser repassados ao Estado e o que tiver nas contas e nome de familiares deve ser sumariamente bloqueado. O que for comprovado que não foi adquirido com dinheiro público roubado, é devolvido. E a lista de familiares deve incluir esposa, mãe, pai, irmãos, tios e primos e cunhados. Normalmente os pilantras usam esses para escamotear dinheiro roubado.

O correto

Era Marcelo Odebrecht, Joesley, Ricardo Saud e Wesley, Emílio Odebrecht e os outros envolvidos na Lava Jato, incluindo o ex-procurador Marcelo Miller tivessem tido todos os seus bens e de parentes confiscados e eles fossem condenados à prisão, sem possibilidade de condicional antes de 10 anos no fechado, se os corruptos não começavam a pensar duas vezes antes de roubar um centavo dos cofres públicos.

Em Cacoal

O MDB se reuniu no município no último sábado para tentar convencer os correligionários que a dobradinha Raupp/ Confúcio é a melhor coisa para Rondônia. O mais difícil vai ser convencer o eleitorado…

Insustentável

Com dólar nas alturas e combustível a preços inimagináveis o “grande plano” de Michel Temer foi para as cucuias, e quem paga a conta somos todos nós. Confesso que acreditava em um plano concreto de “salvamento da nação” que foi tão propagado antes e durante o processo de impeachment de Dilma Rousseff, mas o único plano de Temer era mesmo tomar o poder. E só. O remendo neoliberal que foi aplicado não funciona nem de longe e a crise só agrava. E não, Bolsonaro não vai salvar o país, porque assim como Temer, ele também não tem um projeto claro e viável. Se ele tivesse, eu até mudaria minha opinião, mas o que vejo é apenas uma mistura de chavões e coisas que o povo quer ouvir.

Mas, sabe o que é ainda pior?

Todos os candidatos que foram postos no tabuleiro eleitoral de 2018 estão no mesmo nível. Nesta segunda, em sabatina do UOL/Folha, Ciro Gomes também titubeou em algumas questões, mostrando que seu projeto tem furos imensos. Com o discurso de que rico vai pagar imposto em seu governo, e que os bancos públicos vão promover concorrência com os privados, ele pode esquecer a presidência. Quem manda aqui são banqueiros e para eles o atual cenário é o melhor dos mundos.

Em Brasília

Há cerca de um mês, eu e o representante do governo de Rondônia na capital federal, Carlos Terceiro, almoçamos com um executivo de um grande banco privado. Na oportunidade ele deixou claro que o mercado deve se manter nesse patamar, e existe a possibilidade do dólar chegar a R$ 5 antes das eleições. Nesta segunda o Banco Central teve que intervir, e mesmo assim fechou em R$ 3,70. Mas a Miriam Leitão vai te explicar de um jeito que você não vai se apavorar, não se preocupe…

Finasterida não contribui para câncer grave de próstata, diz estudo

Acompanhamento de longo prazo com homens que utilizaram a finasterida mostra que a droga não aumenta risco de forma letal de câncer de próstata. O achado é particularmente importante porque um estudo de 2003 mostrou que o medicamento poderia ter um efeito paradoxal: ele diminuía a chance do câncer de forma geral, mas aumentava risco de um tipo específico e letal. Pesquisa mais profunda apresentada no sábado (19), no entanto, diz que o resultado não procede. Os resultados foram divulgados em encontro anual da Associação Americana de Urologia. A finasterida é um medicamento comum usado para tratar os sintomas do aumento da próstata (em altas doses) e da calvície masculina (em baixas dosagens). O medicamento impede que a testosterona vire a diidrotestosterona, forma do hormônio que tem uma ação sobre a perda do cabelo de homens e sobre o crescimento da próstata. A polêmica com o medicamento, contudo, começou em 2003 com pesquisa publicada no “New England Journal of Medicine”. A pesquisa com 18.882 homens mostrou que, ao mesmo tempo em que a finasterida poderia ter um resultado positivo significativo (reduzia o câncer de próstata em 25%), ela também aumentava em 68% a chance de tumores de alto grau e letalidade. O achado levou o FDA a incluir um alerta no rótulo do medicamento. O FDA (Food And Drug Administration) é um órgão americano similar à Anvisa nos Estados Unidos e é responsável pela regulação de medicamentos e pela garantia de boas práticas da indústria farmacêutica.

Alan Alex
Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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