Coluna – Nem Confúcio renunciou nem foi para o DEM, por enquanto, tudo como antes

E ainda, PPS troca de comando em Rondônia e Mariana segue no PSDB

Mal se falaram

Menos de cinco minutos foi o tempo que durou a conversa entre Daniel Pereira (vice-governador) e Confúcio Moura (governador) na manhã desta quarta-feira em Vista Alegre do Abunã. A conversa não teve nada de “amistosa”, foi fria, rápida e apenas serviu para um breve reencontro e troca de palavras sobre a atual situação estrutural do vice-governador, que teve uma série de vantagens retiradas pelo titular desde o episódio da semana retrasada, quando Confúcio, sem dar nenhuma explicação, resolveu que não deixaria o governo no dia 14 de março, conforme havia combinado.

Especulação

Passaram a divulgar fotos e afirmar que Confúcio e Daniel trataram de “sucessão”, “renúncia” e “troca de partido”. O governador pode até trocar de legenda, mas não tem nada acertado com o DEM, que se reúne no próximo sábado em Ji-Paraná e Confúcio não foi convidado a participar. No evento, alguns correligionários de Marcos Rogério devem tentar convencê-lo a se lançar em uma candidatura majoritária. O resto é papo furado.

O problema

É que insistem em criar fatos baseados no achismo. Por enquanto a situação permanece exatamente como estava, Confúcio continua no cargo até que decida pela renúncia (ou não) e Daniel Pereira é vice-governador. E a coisa caminha por esse rumo até que Confúcio defina sua posição em relação à candidatura ao Senado ou mudança de partido. Como se sabe, existe um desconforto em sua permanência no MDB, mas também não é nada que não possa ser contornado com uma aliança de última hora.

Enquanto isso

O tenente-coronel Marcos Rocha, secretário de Justiça deve assumir a presidência do PSL em Rondônia e já convidou o governador Confúcio Moura para se filiar ao partido. Luizinho Goebel e Evandro Padovani também foram convidados, mas segundo o deputado “existem outros convites, como o do PPS e do próprio PV”. Porém, o deputado afirmou que só vai resolver nesta quinta-feira.

Disse-me-disse

Falando em Luizinho Goebel, em contato com a coluna ele afirmou que “não queimou ninguém em Brasília”, referindo-se a briga pelo PODEMOS. De acordo com o deputado, ele havia sido convidado por Álvaro Dias a se filiar na legenda, mas a deputada federal Renata Abreu teria convidado (e fechado) com Léo Moraes. A partir disso, ocorreu um pequeno “ruído” na comunicação, mas foi só isso, segundo Goebel.

PPS troca de mãos

E o PPS, que estava com o empresário Márcio Barreto, de Porto Velho, deve voltar para o grupo do senador Ivo Cassol.

Mais boatos

Circulou a informação que a deputada federal Mariana Carvalho deixaria o PSDB após uma “briga com Aécio”. Não é verdade. Ela pode até ter cruzado os bicos com o senador mineiro, mas daí a deixar a legenda tem uma grande distância, “é mera especulação” diz a deputada.

Mosca azul

E a deputada está firme na decisão de ser candidata ao governo, só falta alinhar mais alguns detalhes, inclusive, é claro, a questão interna do partido.

E quem gravou?

Por enquanto nem um pio sobre quem foi o autor da traquina gravação envolvendo os deputados estaduais Maurão de Carvalho e Jesuíno Boabaid.

Chilique

O ministro do Supremo Tribunal Federal Luis Roberto Barroso, que tem uma “pegada populista”, teve um ataque de estrelismo durante a sessão do STF nesta quarta-feira e acusou o colega de toga, Gilmar Mendes de ter “pitadas de psicopatia”. A fala foi interrompida pela ministra Carmén Lúcia que anda mais perdida que cego em tiroteio no comando da Suprema Corte, que vem se transformando em um verdadeiro circo, cujos palhaços somos nós, brasileiros. Alguém tem que colocar num freio nessa situação, e um bom começo seria o cancelamento das transmissões dos julgamentos. Ministros viraram verdadeiras estrelas da mídia, e cada um, a seu modo, tentando brilhar mais que o outro, e a justiça que se dane.

Falando em magistrados

A desembargadora carioca que não se controla nas redes sociais, Marília Castro Neves soltou mais uma nesta quarta-feira. Ao saber que será investigada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por suas postagens envolvendo a vereadora assassinada Marielle e a professora com síndrome de Down, ela acusou o órgão de ser “espúrio’, e “em sua maioria composto por despreparados”. E terminou seu raciocínio assim, “não precisa ser muito inteligente para se concluir que o CNJ, criado pelo PT, é o órgão através do qual o Legislativo e Executivo encabrestam o Judiciário. Simples assim”, teorizou. Se ela andava com vontade de se aposentar, ao que tudo indica, encurtou o caminho.

Maioria dos pacientes com dor na lombar recebe tratamento errado, dizem estudos

A dor na lombar é a principal causa de incapacitação no trabalho e afeta em média 540 milhões de pessoas em todo o mundo, avaliam estudos publicados nesta quarta-feira (21) no “The Lancet”. Ainda, a maioria dos pacientes com dores recebem o tratamento errado quando procuram um especialista. Para chegar a essas conclusões, pesquisadores fizeram uma revisão sistemática de estudos publicados entre 1990 e 2016 em 195 países. A partir desses dados, foram publicados dois estudos científicos no “The Lancet ” e um artigo de opinião de especialistas. Na avaliação dos pesquisadores do estudo, a primeira opção de tratamento para a condição deveria ser feito na atenção primária, com a indicação de reeducação postural e a manutenção da rotina diária. O que acaba acontecendo, entretanto, é que a maioria dos pacientes volta para a casa com medicamentos e a indicação de pararem de trabalhar – embora diretrizes mais recentes demonstrem que fisioterapia e manutenção da atividade física e de uma vida ativa seriam mais eficazes. De acordo com as pesquisas, a dor lombar agora se consolidou como a principal causa de incapacidade no mundo — com o crescimento da condição em algumas regiões da África e Oriente Médio e em partes da América Latina, além dos altos índices já registrados em países de alta renda. O tratamento inicial deve ser não medicamentoso com a educação para a retomada das atividades normais. Uma indicação de um psicólogo pode ser dada para sintomas persistentes. No entanto, avaliam os pesquisadores, há um uso excessivo de exames de imagem, opioides, injeções e cirurgia.

Alan Alex

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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