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E ainda, Confúcio Moura (infelizmente) não está inelegível como andaram espalhando

Confúcio inelegível?

Circulou uma notícia de que o ex-governador Confúcio Moura (MDB) estaria inelegível por ter tido suas contas reprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado quando foi prefeito de Ariquemes. De fato houve a reprovação, com pagamento de multa que ele acertou. Mesmo assim, seu nome consta na lista de gestores que tiveram as contas rejeitadas, encaminhadas pelo Tribunal à Justiça Eleitoral durante as eleições. Porém, a lista é consultiva e pode ou não se usada para indeferir pedidos de registros de candidatura. Tecnicamente ele não está inelegível.

Porém…

Os advogados de Confúcio entraram com uma ação com pedido de liminar para que o nome do ex-governador fosse retirado da lista antes que ela fosse encaminhada ao Tribunal Regional Eleitoral, alegando que a mera citação de seu nome na relação estaria causando prejuízos à sua imagem, e tendo em vista que estamos em ano eleitoral, e ele é candidato ao Senado, os prejuízos seriam ainda maiores. O desembargador Kiochy Mori entendeu que não, e negou a liminar, determinando a permanência do nome de Confúcio na lista de maus gestores. Portanto, ele figura na relação, mas isso dificilmente será empecilho para seu registro.

O que é uma sacanagem

Confúcio pintou e bordou enquanto foi governador, teve cunhado preso, assessores próximos presos, sujou o nome de Mangabeira Unger (que não é lá essas coisas, mas tem renome internacional), não cumpriu nenhum compromisso assumido nas duas eleições (2010/2014), destruiu o Estado, segundo alardeia o senador Ivo Cassol e merecia sim ficar inelegível. Uma pena que a justiça no Brasil seja tão lenta no caso de gente como ele. Mas, é questão de tempo. Lula está preso, Eduardo Cunha também, e até o ex-governador do Amazonas. Confúcio e sua turma é uma questão de tempo. Estaremos nas Platéias aguardando…

Em Vilhena

Os advogados de Rosani Donadon, ex-prefeita que tenta ser candidata em eleição suplementar que acontece no município no próximo dia 3, apertaram o juiz eleitoral Gilberto José Giannasi para que ele definisse a data limite para substituição de candidato, em caso de impedimento, ou seja, até quando eles podem tirar Rosani e colocar outro em seu lugar na disputa quando o pedido de registro de candidatura dela for indeferido (a pedido do Ministério Público que argumenta sua inelegibilidade em função dela ter dado causa a nulidade da eleição de 2016). O magistrado divulgou portaria nesta terça-feira fixando a data-limite para 10 dias antes do pleito, ou seja, dia 24 de maio.

A única razão para esse prazo ser ampliado

É em caso de morte do candidato.

Um problema social

Algumas escolas da rede estadual de ensino em Rondônia passaram a ser administradas pela Polícia Militar, medida que foi aplaudida por alguns setores como sendo a “solução para o problema de comportamento dos alunos”. Se de um lado o comportamento dos estudantes melhorou em função da rigidez disciplinar, por outro criou-se um problema social gravíssimo, e altamente excludente e contraditório.

Explico

Para que o aluno ingresse nessas escolas é necessário que seja feito um processo seletivo, que de cara já exclui os chamados “alunos problemas”, que deveriam ser o foco desse modelo. Entram os estudantes que são mais aplicados e os complicados são empurrados para escolas mais distantes e que são obrigadas a aceitar essa situação criada pelo próprio estado. Além disso, as escolas militares tem um custo bem mais alto, já que são gerenciadas por militares da reserva que recebem um “plus” no contracheque. Se em uma escola normal três pessoas cuidam da limpeza e manutenção, nas militares esse número sobe para 18, com salários bem mais altos.

Tem mais

Essas unidades recebem do Estado verba adicional, que as demais não recebem, tampouco investimentos em infra-estrutura. O Estado tem obrigação de ser isonômico e principalmente atender a principal clientela dessas escolas, que seriam os alunos mais problemáticos, aqueles que não conseguem se adaptar exatamente devido a falta de uma rotina mais rígida. As escolas militares estão virando um celeiro para a elite da classe média e se transformando em um elemento excludente na sociedade. E não, o Estado não tem condições de “militarizar” todas as escolas, portanto é preciso encontrar um ponto de equilíbrio nessa situação.

Reposição de testosterona traz benefícios aos homens acima de 50 anos

O declínio androgênico do envelhecimento masculino (DAEM) é um processo lento e gradativo que ocorre a partir dos 45 anos. Enquanto as mulheres costumam buscar ajuda durante o período da menopausa, o mesmo não se dá com os homens, que ainda parecem ignorar as alterações que o organismo enfrenta com o passar do tempo. Entre as mudanças que ocorrem, a redução gradual dos níveis sanguíneos da testosterona, o principal hormônio masculino, pode estar associada a uma significativa redução na qualidade de vida.Para o médico urologista Archimedes Nardozza Jr., professor afiliado da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Urologia, muitos pacientes poderiam se beneficiar com a reposição hormonal: “de um modo geral, os homens só procuram o urologista quando começam a ter problemas de ereção. Eles não associam sintomas como diminuição do desejo sexual, cansaço, alterações de humor e distúrbios do sono ao declínio do nível de testosterona”, afirma. De acordo com o professor, mitos envolvendo a reposição hormonal masculina foram derrubados há bastante tempo: “ela não causa câncer de próstata, nem piora a condição cardiovascular”. E acrescenta: “se a queixa da disfunção erétil é ligada à queda do nível de testosterona, a reposição vai melhorar o quadro”. A reposição vai inclusive potencializar a medicação oral para a impotência. Para combater a disfunção erétil há também injeções, de baixa aceitação entre os homens, e próteses penianas. Ele explica que as injeções devem ter acompanhamento médico porque podem causar priapismo, uma ereção prolongada e dolorosa capaz de causar sérios problemas.

Alan Alex
Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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3 Comments

  1. Ao meu ver o processo seletivo na escola seria o método mais democrático, pois por não haver vagas para todos e para a decisão dessas vagas não ficar discricionáriamente na mão da diretoria nada mais justo que um processo seletivo, seria como as universidades federais, se trata de um processo por mérito!

  2. Meritocracia… quando você vive em uma família totalmente desestruturada, vive em lugares insalubres, tem uma renda baixíssima, eh… só vale a meritocracia quando todos iniciam a disputa com as mesmas condições. A militarização tem que ajudar os alunos problemáticos que realmente precisam de disciplina e força para conseguirem aprender alguma coisa e terem alguma chance de serem inseridos na sociedade sem descambarem para a criminalidade.

    Concordo plenamente com o jornalista. O pior é que em muitas escolas militarizadas que foram implantadas tem alunos cujos pais teriam condição de pagar por uma educação melhor, mas aí não tem dinheiro para uma viagem, ou para trocar o carro, etc. e quem é pobre… que se “vire”.

  3. Penso que o nobre responsável pela página deveria fazer uma pesquisa mais densa do assunto. Nenhuma das escolas (Colégio Tiradentes) criadas processo seletivo (com provas). O critério é o de chegada. E quanto as verbas, são as mesmas de qualquer escola estadual, compareça a qualquer Unidade recém criada e veja as prestações de contas (publicidade). O militares recebem uma gratificação por serem da reserva (aposentados), que corresponde a 52% do salário. Afinal ninguém trabalha de graça, inclusive os aposentados. Não propague esse tipo de informação, é ruim para a credibilidade da sua página, que, particularmente, aprecio.

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