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Coluna – Renovação na Câmara e Assembleia deve ser mínima

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Reta final

O primeiro turno das eleições acontece no próximo domingo, 7, e essa foi uma campanha curta. 45 dias apenas, mas de muita pressão, notícias falsas, pesquisas duvidosas, outras nem tanto, promessas, compromissos e no cenário nacional, censura, insegurança jurídica, indefinições, um verdadeiro “salto no escuro”. Regionalmente a novidade é a falta de entusiasmo do eleitor. Se na eleição presidencial os sentimentos estão à flor da pele, na eleição para governo de Rondônia as coisas não andam tão agitadas. Nos debates que foram realizados, a pauta principal foi a regularização fundiária (que depende mais da União que do Estado) e a industrialização, que só pode acontecer se forem feitos pesados investimentos em infraestrutura.

Debate

A TV Rondônia, afiliada da Globo no Estado, realizou debate na terça-feira e os candidatos mostraram que ainda tem muito alfinete para espetar os adversários. Maurão de Carvalho, que preside a Assembleia, foi alvo de uma série de espetadas, se atrapalhou um pouco, mas conseguiu se livrar dos petardos. Acir Gurgacz ainda tentou provocar Expedito Júnior, mas sofreu um revés e a ausência do Charlon foi sentida, afinal, ele que provoca o colega de caserna Marcos Rocha.

Superficial

O atual modelo de debate está chato, cansa os espectadores porque o tempo é exíguo, não permitindo que sejam aprofundadas discussões sobre projetos. Falta clareza por parte dos candidatos sobre temas importantes, e termina que o discurso de todos é sempre o mesmo. Isso precisa ser revisto, do contrário seguirá o mesmo caminho dos programas eleitorais, que estão com audiência cada vez menor. Além disso, os próprios candidatos precisam se preparar mais, transmitir aos espectadores informações mais detalhadas sobre cada área. O que temos atualmente são discursos rasos, exatamente iguais ao que assistimos nos debates em 2014, 2010…

Enquanto isso

Em Brasília, o advogado Ibaneis Rocha, candidato ao governo do DF, que estava com 1 ponto nas primeiras pesquisas eleitorais, aparece atualmente em primeiro lugar, com o dobro de intenções de voto sobre a segunda colocada. PAINEL POLÍTICO foi quem primeiro anunciou, ainda em abril do ano passado, que Ibaneis era uma das melhores opções na disputa, em função da fragilidade das lideranças políticas no DF. E não erramos na previsão.

Primeira disputa

Aos 47 anos, é a primeira vez que o advogado concorre a um cargo público. Filiado ao MDB desde 2017, Ibaneis encabeça a coligação Pra Fazer a Diferença e tem como vice o presidente do Avante-DF, Paco Britto. Ele presidiu a seccional do DF da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF) de 2013 a 2015. Hoje, é diretor do conselho federal e corregedor-geral da entidade. Quando presidiu a OAB/DF representou o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, pedindo que a entidade não liberasse seu registro de advogado. Ibaneis saiu em defesa de seus colegas, já que barbosa havia, em seu entendimento, ofendido advogados por diversas vezes. Se for eleito, se comprometeu a fazer a diferença, e Brasília precisa. A Capital do Brasil nunca esteve tão abandonada quanto agora.

Por aqui

A situação dos candidatos a deputado federal parece que está bem definida e poucas mudanças devem ocorrer. Dos oito, três vagas deverão ser preenchidas por novos parlamentares, as demais devem permanecer com seus respectivos ocupantes.

Na Assembleia

A questão vai ficar um pouco mais embolada, mas também não se pode esperar grandes renovações. A previsão é de 40% a 60% a depender dos números mágicos do Tribunal Regional Eleitoral.

Empacou

O Ministro do Tribunal Superior Eleitoral Jorge Mussi empacou com o julgamento do registro de Acir Gurgacz. A última movimentação foi no dia 1º deste mês, desde então a coisa não anda. Gurgacz segue lépido fazendo campanha, mesmo estando inelegível pela lei da ficha limpa. Ele pode até espernear que é inocente, mas todos seus recursos no STF foram negados.

Na internet

Um vídeo dos candidatos a presidência, feito pelo Metrópoles.

Bacon e outras carnes processadas aumentam risco de câncer de mama, aponta estudo

Comer bacon e salsicha com frequência pode aumentar o risco de câncer de mama, conclui estudo publicado recentemente no International Journal of Cancer. Em uma revisão sistemática de 15 pesquisas, cientistas de diversos países – entre eles Estados Unidos, Reino Unido, Japão e Itália -, apontaram no levantamento que mulheres que consomem altos níveis de carne processada apresentam um risco 9% maior de desenvolver a doença, em comparação com aquelas que comem pouco. Os achados confirmam descobertas anteriores da Organização Mundial de Saúde (OMS), que coloca as carnes processadas na lista de alimentos que considera cancerígenos. Especialistas recomendam, no entanto, cautela em relação aos resultados do estudo, já que as pesquisas avaliadas têm definições diferentes do que seria “consumo elevado” e, muitas vezes, têm caráter observacional – ou seja, levam em consideração informações fornecidas pelos pacientes, não sendo suficientes para estabelecer relação direta de causa e efeito.

Alan Alex
Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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