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Coluna – Sucessivos escândalos e traições empurram Confúcio para o ostracismo político

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E ainda, PGR garante que não vai liberar candidatos com condenação em segundo grau e a candidatura de Ieda Chaves

O mimimi do “traidor”

Confúcio Moura governou Rondônia como quis. No seu primeiro mandato, nomeou José Batista Silva para cargo de secretário de saúde e o resultado foi um assalto milionário aos cofres públicos. Na época, o MDB havia indicado Williamens Pimentel para o cargo, mas Confúcio deu de ombros. Na secretaria de Obras passou quase dois anos colocando uma sucessão de incompetentes, até que nomeou Lúcio Mosquini. Terminou preso e eleito deputado federal. Recebeu doações de médicos que são donos de empresas que prestam serviços para o Estado, através de contratos milionários, mas a justiça eleitoral e os ministérios Público não se deram ao trabalho sequer de averiguar a listagem. E a saúde do Estado está praticamente toda privatizada. Confúcio nunca deu bola para os apelos da executiva do MDB, e agora quer falar em “democracia”, em “oportunidade” e “união”.

No segundo mandato

Encalacrado com dezenas de denúncias, escalou seu ex-chefe da Casa Civil para ficar pertinho do presidente da Assembleia, Maurão de Carvalho, que ao invés de ter pego um  partido para chamar de seu, caiu na esparrela de acreditar em Confúcio. Filiou-se ao MDB encantado com os rapapés de Castro e Confúcio. Terminou traído, tendo uma conversa gravada clandestinamente em uma situação até hoje não muito clara. Percorreu 50 dos 52 municípios vendendo o nome de seu secretário de Finanças, Wagner Freitas como “seu candidato ao governo”. Wagner deveria trabalhar como maquiador, afinal enganou a população com seus números mágicos, cujo encantamento vai desaparecer no dia 3 de agosto, quando o Tribunal de Contas vai mostrar o rombo deixado pela turma de Confúcio nos cofres públicos.

Depois de tudo isso

Confúcio passou a pressionar, com força, os delegados do MDB, com promessas das mais variadas, para o público joga o lero de “traído” e ao mesmo tempo, coloca seus “voluntários da grande onda”, para fazerem todo tipo de promessas aos delegados mais incautos. O MDB já definiu o segundo voto ao Senado, e a executiva entendeu que Raupp é muito melhor para o partido que Confúcio. O ex-governador deveria cumprir ao menos uma promessa em sua vida, a de que vai cuidar de bois e de seus peixes na fazenda cinematográfica que possui em Ariquemes.

E nem vamos falar da ponte

Foi também na gestão de Confúcio Moura que o ex-diretor do DER, Izequiel Neiva (que insiste em ser Ezequiel) teve a ousadia de fechar um acordo milionário com uma construtora de Ji-Paraná para pagar uma dívida que não existia. Uma ação rápida da promotoria de Improbidade Administrativa conseguiu brecar a sangria aos cofres públicos e Izequiel e sua turma estão com bens bloqueados e ele vem tentando garantir uma vaga na Assembleia para garantir a impunidade, ops, imunidade.

Vai coligar

O REDE, de Marina Silva deve coligar com o PPS, em Rondônia e manter a candidatura do professor Vinicius Miguel ao governo.

Efeito suspensivo?

Advogados de Acir Gurgacz apostam que ele vai conseguir o registro de candidatura graças a um efeito suspensivo em recurso ao Supremo Tribunal Federal, que publicou na última quinta-feira o acórdão da condenação do senador por crimes contra o sistema financeiro. Mas, esse não será o grande desafio de Gurgacz. A Procuradoria Geral da República pretende rejeitar qualquer registro de candidato considerado “ficha suja”, mesmo que em grau de recurso. E mais, vai solicitar que os recursos do fundo partidário gastos nas campanhas desses candidatos sejam ressarcidas aos cofres públicos. A situação de Acir é exatamente igual a do ex-presidente Lula da Silva, se um puder ser candidato, o outro também pode.

Portanto

Além de correr o risco de não obter o registro, o senador ainda pode acumular uma dívida.

Vai ficar ruim

A primeira-dama do município, Ieda Chaves deve se lançar a uma cadeira para a Câmara dos Deputados. Se ela tiver uma votação pífia, vai ser péssimo para a já complicada gestão de seu marido, Hildon Chaves. Como o eleitorado anda distraído com eleições, deixou de lado os problemas do cotidiano da capital, mas a ressaca dessa eleição promete muita dor de cabeça aos tucanos.

Deu péssimo

Mariana Carvalho processou uma página de humor no Facebook, pediu “segredo de justiça” ao processo e perdeu nos dois pedidos, o de retirada dos memes do ar, e o segredo. Como resultado, apenas a postagem sobre o caso, feita pela página, está com 534 compartilhamentos.

Atrás dos comissionados

O ex-governador Confúcio Moura, através de seus ex-assessores, criou um abaixo assinado virtual “Confúcio Senador”. Ele foi visto por 333 pessoas e teve 57 assinaturas. Pelo jeito, sem a caneta que nomeava, tem mais gente querendo ver Confúcio afundar que salvar.

Reino Unido libera uso de maconha medicinal, mas exige prescrição médica

O governo britânico anunciou nesta quinta-feira (26) que, a partir de março do ano que vem (outono no hemisfério Norte), será permitida a prescrição de remédios derivados de cannabis no Reino Unido. A informação foi divulgada pelo ministro do Interior do país, Sajid Javid. A mudança na legislação britânica foi oficializada após o sinal verde da chefe médica do governo, Sally Davies, e do Conselho Assessor sobre o Abuso de Drogas. Estes medicamentos, que deverão “cumprir padrões de segurança e qualidade”, serão legais para pacientes “com uma necessidade clínica excepcional”. Até agora, a cannabis tinha categoria 1 dentro das regulações sobre o abuso de drogas no Reino Unido, o que significa que não tem valor terapêutico e que sua distribuição ou posse eram ilegais. O Departamento de Saúde e Assistência Social e a Agência Reguladora de Remédios e Produtos Sanitários (MHRA, por sua sigla em inglês) desenvolverão agora uma definição clara do que constitui um fármaco derivado de cannabis para que possam ser receitados, esclareceu o Ministério do Interior. O uso de cannabis para fins medicinais já é permitido em países como Canadá, Israel, Peru e Uruguai.

Alan Alex
Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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