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Coluna – TCE precisa olhar com muita atenção a prestação de contas da Campus Party

Evento custou caro aos cofres estaduais e convênios foram assinados ainda quando Confúcio era governador

Fala sério

O MDB, por total falta de opção, resolveu indicar o maquiador Vagner de Freitas para o cargo de vice de Maurão de Carvalho. O feedback foi imediato. Ninguém gostou, nem Maurão e isso ficou nítido em um vídeo em que ele “apresenta” seu vice, ao lado de um Confúcio com cara de enterro. O ex-governador, dando uma de Michel Temer, acha que Vagner é um Henrique Meirelles.

Não faz mais que obrigação

As redes sociais estão saturadas de memes de deputados falando sobre a destinação de emendas para “A” ou “B”, como se isso fosse uma grande coisa. Não é. As emendas são as piores coisas que existem em nossa democracia, e deveriam ser extintas. Prefeitos tinham que buscar recursos diretamente nos ministérios, sem os deputados atravessadores. Além disso, grande parte do dinheiro destinado por políticos se perde no processo, seja por falta de projetos, seja pela burocracia. Deputado se gabar de emenda é igual banco comemorar que liberou dinheiro da sua conta no caixa eletrônico.

Conduta vedada

Os correligionários de Acir/Neodi podem até tentar negar, mas o ex-presidente da Assembleia praticou conduta vedada à pré-candidatos em período que antecede a campanha eleitoral. Neodi não seria candidato à nada, chegou a falar sobre isso publicamente por diversas vezes, por isso manteve um programa em sua rádio na cidade de Machadinho, que ele apresentou até cerca de duas semanas atrás. Ocorre que o prazo previsto pela legislação para apresentadores e comunicadores se afastem de suas funções encerrou no dia 30 de junho. O Ministério Público Eleitoral já solicitou a “rádio fiscal”, programação que as emissoras precisam gravar e manter, durante os últimos 30 dias obrigatoriamente. Se comprovada tal conduta, a impugnação é certa, já que o assunto está pacificado nos tribunais.

Olha essa

A Campus Party Rondônia custou ao governo do Estado exatos R$ 3.1 milhões. Foram pagos R$ 2.6 milhões na semana passada e esta semana estão sendo pagos mais R$ 500 mil. O convênio foi feito ainda pelo ex-governador Confúcio Moura, e pago através da Secretaria de Assuntos Estratégicos. Quem assinou o pagamento foi Ricardo Favaro, que foi investigado em 2014 por supostamente ter direcionado a licitação de lixo em Porto Velho quando era secretário de Mauro Nazif. Isso lhe custou o cargo na época. Em 2016 ele assumiu a secretaria de Obras, no lugar de Gilson Nazif e em abril deste ano assumiu na SEAS como superintendente de Estado para Resultados.

Então

Mas, o evento não custou “apenas” isso. O Tribunal de Justiça, por exemplo, pagou R$ 20 mil para partaicipar, o Sebrae arcou com uma bolada e os visitantes também pagaram entrada, assim como o pessoal que ficou acampado no calor do ginásio do SESI por cinco dias. A justificativa do “social” foi que no domingo, último dia do evento, que encerrou oficialmente por volta das 15 horas, foi “entrada livre”, só que a grande maioria já estava desmontando tudo.

Deixou a desejar

Ninguém reclamou da internet, mas da estrutura sim. Calor no acampamento, calor dentro do ginásio onde estavam os stands e falta de local para estacionar. Além disso, é meio difícil enxergar um gasto acima de R$ 1 milhão no que foi oferecido aos participantes e visitantes. As palestras eram proferidas em palcos improvisados e o era complicado entender o que estava sendo dito devido ao eco e barulheira do ambiente. Sem contar que absolutamente todo material gráfico do evento foi feito fora do Estado. O Tribunal de Contas precisa olhar com bastante atenção a prestação de contas da Campus Party, principalmente pelo histórico complicado das figuras que estão envolvidas.

Deu ruim

A prefeita de Pimenta Bueno Juliana Roque teve mais um revés no Tribunal Regional Eleitoral, que em novo julgamento decretou a inelegibilidade dela a partir da eleição de 2016 por um período de 8 anos. O advogado da prefeita, Nelson Canedo, informou que vai recorrer da decisão. A prefeita já recorre de outra decisão, no Tribunal Superior Eleitoral, que determinou seu afastamento.

O que é o cronotipo – e por que você precisa saber qual é o seu

“Deus ajuda quem cedo madruga”, diz o ditado. Ou não. O que pode ser bom para alguns, pode ser ruim para outros. Tudo depende do seu cronotipo, dizem alguns pesquisadores. Mas, afinal, o que é o cronotipo? Segundo o Instituto Internacional de Melatonina (IiMEL), da Universidade de Granada, na Espanha, é a predisposição natural que cada indivíduo tem de sentir picos de energia ou cansaço, de acordo com a hora do dia. Na linguagem científica, o cronotipo é a sincronização dos chamados ritmos circadianos – ciclo fisiológico de aproximadamente 24 horas que ocorre na maioria dos organismos vivos. É por isso que algumas pessoas são mais ativas durante o dia, e outras, à noite. A melatonina, hormônio que também induz o sono, é responsável por administrar essa energia. Ela é liberada no escuro e determina em que momento do dia estamos mais despertos e, portanto, somos mais produtivos. Cronotipo matutino: o pico de produção de melatonina ocorre antes da meia-noite. São indivíduos que precisam ir para a cama cedo e são mais ativos nas primeiras horas do dia. Em geral, dormem entre as 22h e 6h da manhã. De acordo com o IiMEL, 25% da população é matutina. Cronotipo vespertino: o pico acontece bem mais tarde, às 6h da manhã. São aquelas pessoas que rendem melhor à noite, mas precisam prolongar o descanso até o início da manhã. O horário de sono costuma ser entre 3h e 11h. Corresponde a 25% dos indivíduos. Cronotipo intermediário: a metade restante da população apresenta um cronotipo médio, ou seja, o pico de melatonina ocorre às 3h da manhã. Dormem geralmente entre meia-noite e 8h da manhã.Saber em que momento do dia nosso corpo está mais desperto é importante para organizar e realizar nossas atividades diárias. Se você é uma pessoa com cronotipo vespertino e precisa executar uma tarefa importante, talvez levantar cedo não seja uma boa ideia, mas você pode ir para a cama um pouco mais tarde.

Alan Alex
Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

One thought on “Coluna – TCE precisa olhar com muita atenção a prestação de contas da Campus Party”

  1. A Campus Party recebeu abertamente a compra de ingressos, no entanto para um adolescente poder entrar previsava ter autorização registrada em cartório, documentos autenticados dos pais e, o responsável comprar um ingresso para poder entrar!
    Como assim? Que porcaria de evento impróprio é esse?
    Por fim, muito dinheiro no bolso de alguns e falta de informação adequada para a venda dos ingressos.

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