E ainda, os grupelhos que se foram dizendo “apartidários” mas servem apenas para impulsionar lideranças

Ninguém explica

O governo Michel Temer mudou a política de preços da Petrobrás e ninguém, nem Míriam Leitão, teve competência para explicar os aumentos absurdos que vem sendo impostos à população. Em discurso no Senado, Valdir Raupp, que é do mesmo partido de Temer, teceu duras críticas ao modelo adotado desde julho de 2017 pela refinaria. Para Raupp, a conta não fecha, já que o governo alardeia queda da inflação, crescimento e lucros, mas não dá conta de baixar o preço da gasolina. O senador afirmou, com razão, que se for mantida essa política, “o Brasil vai implodir”. Falta pouco, viu senador

Insustentável

O aumento dos combustíveis representa o aumento de praticamente tudo no Brasil, afinal, nosso transporte se dá quase que na totalidade em estradas. A paralisação dos caminhoneiros essa semana mostra isso com clareza. Falta combustível até para aeronaves. E claro, o reajuste é repassado aos consumidores. Michel Temer errou feio ao adotar a política dos preços flutuantes. No Brasil as coisa só flutuam para cima, e quando desce é irrisório. Se for mantida essa política, em pouquíssimo tempo teremos as empresas de transporte urbano querendo aumentar passagem, assim como as aéreas e claro, o pão nosso de cada dia.

 

Falando em Senado

Nesta terça-feira aconteceu na Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) promove na terça-feira (22) sabatina do engenheiro civil Weber Ciloni, indicado para exercer o cargo de diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), na vaga decorrente do término do mandato de Jorge Luiz Macedo Bastos. E sabe quem foi o relator da indicação? Acir Gurgacz (de novo) para mostrar que quem manda por lá é ele. A Eucatur, empresa da família do senador conseguiu na ANTT um feito inédito tempos atrás, transferir a concessão de uma empresa para outra em “regime temporário”, o que colaborou para que a empresa conseguisse sair de um abismo de dívidas. Para saber mais, CLIQUE AQUI.

Grupos “sem pretensões”

Durante a campanha do impeachment de Fernando Collor, surgiu no Brasil um movimento que foi apelidado de “Caras Pintadas” e seu maior expoente foi o hoje senador Lindbergh Farias. Durante a campanha de impeachment de Dilma Rousseff, surgiram vários, Vem Pra Rua, MBL, Patriotas e outros, todos se dizendo “apartidários” publicamente, mas financiados por grupos políticos. Destes movimentos, saíram dois expoentes que devem buscar cargos públicos, Kim Kataguiri e Alexandre Frota, além de outros Brasil afora. Esses movimentos viraram modinha e agora todo mundo quer resgatar alguma coisa, sejam valores morais e até a ditadura militar. Os interesses políticos são nítidos e besta é quem cai na esparrela de achar que eles são construídos pelo bem de alguma coisa. Lamentável que estejamos nessa condição.

No passado

Lideranças políticas surgiam com propostas ideológicas claras, bandeiras e intenções bem definidas. Atualmente temos uma colcha de retalhos ideológicas, e pior, a maioria dos discursos são vazios, compostos por chavões e frases de efeito usadas apenas para iludir a massa. Como diria Zé Ramalho, vida de gado.

Depois de 12 anos

Eduardo Azeredo, ao que tudo indica, vai cumprir cadeia. Ex-governador de Minas Gerais, ele foi condenado ano passado a 20 anos de prisão no escândalo do Mensalão Tucano, que foi arquitetado pelo publicitário Marcos Valério (que está preso) e executado com a anuência de Azeredo. Particularmente, quero assistir essa prisão.

Tem algo muito errado

Tem alguma coisa muito, mas muito errada mesmo na Secretaria Municipal de Trânsito de Porto Velho. Os agentes de trânsito são odiados pela população. E não é por causa de multas, e sim pelo comportamento arrogante e intransigente adotado pela maioria dos agentes. É praticamente uma unanimidade. E eles não colaboram no sentido de mudar essa imagem. Incidentes recorrentes são registrados e o mais recente foi a prisão de cinco agentes que abordaram um policial militar que estava com a família a caminho de casa, e segundo o próprio, “não havia cometido nenhuma infração”. Há menos de um mês, outro agente se envolveu em uma confusão com o advogado Breno Mendes.

Relatos são constantes

A prefeitura precisa adotar providências urgentes em relação ao comportamento desses profissionais, com cursos de capacitação, direitos humanos, técnicas de abordagem e principalmente, de relações humanas. Os agentes sonham em ser policiais, mas não são. Suas funções básicas dizem respeito a organização do trânsito, aplicações de multas e deveriam facilitar a vida dos munícipes, mas só pioram. Não é difícil ver grupos de agentes parados em esquinas olhando o telefone celular enquanto o trânsito está uma zona. Se for para continuar assim, é melhor acabar com a fiscalização antes que aconteça uma tragédia. Por enquanto a coisa está terminando em prisões, mas para acabar em tiros e mortes é uma questão de tempo.

 

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Coração é o terceiro órgão mais transplantado no Brasil

O Brasil comemora 50 anos do primeiro transplante de coração no dia 26 de maio – meio século de vidas salvas pela medicina e por doadores! Hoje, mais de 280 pessoas esperam um coração, segundo o Sistema Nacional de Transplantes. O coração é o terceiro órgão mais transplantado no Brasil, perdendo para o rim e para o fígado, de acordo com a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos. O coração é um órgão sensível e não é simples de ser transplantado. Ele precisa ser retirado e implantado em até quatro horas e depende de uma morte específica do doador. E quando transplantar? De acordo com o cardiologista Roberto Kalil, o transplante é necessário quando a falência do órgão é irreversível. Isso pode ocorrer por doença das coronárias, problemas na válvula ou problema do músculo. Para receber o coração, a pessoa precisa estar inscrita em uma lista de espera monitorada pelo Sistema Nacional de Transplantes. O que determina a compatibilidade é o tipo sanguíneo, a dosagem de algumas substâncias colhidas no exame de sangue e características físicas. Quem pode doar? Todos nós podemos ser doadores de órgãos. Pessoas menores de 21 anos precisam de autorização dos responsáveis. O mais importante é comunicar a família. O transplante não é cura, é um tratamento que pode prolongar a vida com melhor qualidade. Depois do transplante, o paciente continuará tomando remédios e visitando o médico constantemente para acompanhamento.

Alan Alex

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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