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O governador Confúcio Moura (MDB) vai desistir da candidatura ao Senado e fica no comando do Estado até o fim de seu mandato. A informação, plantada por pessoas ligadas ao Chefe da Casa Civil Emerson Castro começou a circular neste sábado e foi confirmada, extra-oficialmente pelo governador a alguns aliados, como o senador Valdir Raupp e lideranças do MDB.

O governador, ainda segundo fontes extra-oficiais, deve convocar uma coletiva na segunda-feira para confirmar sua desistência, que teria ocorrido em função de uma precipitação por parte do vice-governador, Daniel Pereira (PSB) que trocou o comando da segurança pública antes do combinado, deixando o deputado Maurão de Carvalho em uma situação complicada.

Daniel Pereira, que está em Brasília para o encontro nacional do PSB, já imaginava que isso pudesse acontecer. Ainda pela manhã, em conversa com PAINEL POLÍTICO, ao ser questionado sobre a cerimônia de posse que estava prevista para o próximo dia 12, Pereira declarou, “pode ser que não aconteça, aquela máxima ‘há mais coisas entre o céu e a terra do que sonha vossa vã filosofia’ pode ser aplicada nesse caso”, anunciou.

Mas, a desistência de Confúcio, se confirmada de fato, nada tem a ver com a troca de comando da segurança pública, e sim à pressão que vem sendo exercida por Maurão de Carvalho, que desde o início da semana resolveu tomar as rédeas de sua candidatura e apertou Confúcio. Maurão mandou recado, e o governador entendeu bem. Na noite da última sexta-feira, Maurão ligou para o deputado estadual Laerte Gomes, atual líder do governo e pediu que ele renunciasse à função, “a situação vai complicar e o desgaste para você será ruim”, disse Maurão a Laerte.

O parlamentar se referia a autorização de abertura para três CPIs contra o governo, incluindo o famigerado pagamento para uma construtora através de uma negociação altamente suspeita, feita pela justiça arbitral no valor de R$ 30 milhões.

Além da pressão dos deputados, Confúcio também vem sendo apertado por velhos companheiros do MDB, que não estavam aceitando os prejuízos causados à candidatura de Valdir Raupp, aliado de primeira hora de Confúcio desde sempre.

A se confirmar a desistência, Confúcio permanece no cargo até o fim de seu mandato, apoiando, mesmo que contragosto, a candidatura de Maurão de Carvalho.

Porém, Confúcio também pode estar ganhando tempo precioso, acalmando Maurão e criando factóides. A certeza mesmo só em abril, quando encerrar o prazo para renúncia. Até lá, como disse Daniel Pereira, “pode ter muita coisa entre o céu e a terra”.

Alan Alex
Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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1 Comment

  1. Sou estudante do Instituto Abaitará, localizada na RO-010 km32. Venho informar que segunda-feira acontecerá a iniciação letiva oficial e que provavelmente ele irá renunciar oficialmente…

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