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Parlamentares de oposição, como Léo Moraes, dizem “nunca ter sido procurados para CPI”

A divulgação de uma conversa com pouco mais de 11 minutos entre os deputados estaduais de Rondônia, Maurão de Carvalho e Jesuíno Boabaid, onde eles supostamente tramam o afastamento do governador Confúcio Moura (MDB), que pretendia renunciar ao mandato para disputar uma vaga no Senado, por crime de improbidade administrativa, causou surpresa e mal estar entre parlamentares estaduais e federais.

Ouvidos por POLÍTICO! alguns preferiram não se manifestar oficialmente sobre o caso, “está muito recente, vou aguardar o desenrolar nos próximos dias”, disse o deputado federal Nilton Capixaba (PTB) nesta terça-feira. Em relação aos reflexos políticos do vazamento, Capixaba arriscou, “eu acho que causou estrago para todos os envolvidos”.

O deputado estadual Léo Moraes (PTB), que sempre foi tratado como “de oposição”, afirmou que nunca foi procurado por nenhum parlamentar para assinar CPI ou qualquer outra medida contra o governo, “nunca fui procurado por nenhum deputado para falar sobre CPI ou qualquer outra medida”, declarou Léo.

O deputado estadual Laerte Gomes (PSDB) líder do governo na Assembleia, também não quis se pronunciar oficialmente sobre o caso, e afirmou que “vai esperar o desenrolar dos acontecimentos” para se manifestar.

O senador Ivo Cassol (PP), que estava em sessão na comissão de Agricultura do Senado, afirmou que “só posso dizer que lamento tudo isso. É um grupo político se matando internamente, vamos ver no que vai dar”, afirmou.

Jesuíno Boabaid, que aparece na conversa, emitiu nota sobre o assunto:

O deputado Jesuíno Boabaid (PMN), esclarece sobre o áudio gravado e compartilhado em redes sociais de uma conversa entre ele e o presidente da Assembleia Legislativa Maurão de Carvalho (MDB).

O parlamentar afirma, que em nenhum momento cometeu ato ilícito e que sua função como deputado estadual, além de legislar é de fiscalizar e apurar denúncias que envolvem o executivo.

Jesuíno afirma que a conversa gravada realmente existiu, porém não foi com o teor do que foi divulgado. A conversa foi registrada clandestinamente com objetivo de tirar o contexto de investigações que estão em curso. Se fosse algo oficial, o parlamentar iria requisitar toda a conversa que foi por mais de 1h e não de apenas 11 minutos. Jesuíno rechaça a forma covarde que foi exposta a conversa.

A publicação tem objetivo de tirar o foco de pessoas ligadas a atos ilícitos e por em cheque a Assembleia Legislativa, bem como o atual presidente.

“Reafirmo que se tiver alguma coisa de errado no Governo de Rondônia, vou investigar fiscalizar e apurar de forma republicana dentro dos princípios do estado democrático de direito”.

Jesuíno, ainda, destaca que nada vai lhe impedir de continuar trabalhando de forma aguerrida pelo povo rondoniense com aprovação de leis e projetos que levam benefícios a todos os cidadãos.

Maurão de Carvalho, outro protagonista da conversa, também emitiu nota, veja abaixo um trecho e a íntegra AQUI:

O GRAMPO ILEGAL divulgado de forma anônima, “foi editado, descontextualizado, e manipulado, para trazer ao público, somente o que interessava aos criminosos que fizeram a tal gravação clandestina, com trechos emendados, fora do contexto e espalhados com a intenção de prejudicar a mim e à Assembleia”.

O deputado repudiou com veemência o uso de expedientes criminosos, para atingir objetivos políticos e eleitoreiros. “É uma situação perigosa e reprovável, pois estamos em meio a um cenário de jogo sujo, rasteiro, de espionagem, de grampos/escutas ilegais e manipulações de conversas privadas e informais. Isso é uma ação criminosa, reprovável, inaceitável, e como Presidente da Assembléia Legislativa, irei convocar imediatamente a abertura da CPI do Grampo para apurar com rigor os fatos e responsabilizar dentro da lei, os autores desse crime ocorrido perante a Casa de Lei do nosso Estado”, desabafou.

Alan Alex
Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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