Politica nacional

Veja quem são os pré-candidatos à Presidência em 2018

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As eleições acontecem em outubro de 2018 e, a sete meses do ‘grande dia’, cinco partidos já apresentaram pré-candidatos oficiais; veja quem são eles

A sete meses para a eleição presidencial de 2018 no País, o cenário político já apresenta cinco pré-candidatos oficiais. Outras quatro legendas ainda devem consolidar os nomes que concorrerão ao cargo nas próximas semanas. Segundo prega a legislação eleitoral, os partidos políticos devem oficializar candidaturas em convenções nacionais com filiados entre 20 de julho e 5 de agosto.

Até agora, apresentaram pré-candidatos o DEM, PDT, PSL, Podemos, Rede Sustentabilidade, PCdoB, Psol e Novo. Mas, quem são os políticos escolhidos pelos partidos para disputarem o pleito? Conheça um pouco sobre os potenciais presidenciáveis.

Rodrigo Maia – DEM

Maia teve pré-candidatura confirmada pelo DEM na quinta-feira (8)
Tânia Rêgo/Agência Brasil – 2.3.18

Maia teve pré-candidatura confirmada pelo DEM na quinta-feira (8)

Maia teve pré-candidatura confirmada pelo DEM na quinta-feira (8).  Aos 47 anos, é presidente da Câmara dos Deputados desde julho de 2016 – quando foi eleito para ocupar o cargo até então ocupado pelo deputado Eduardo Cunha (MDB-RJ), preso na Operação Lava Jato–, e foi reeleito para o biênio 2017-2019.

O deputado federal tem buscado adotar uma postura centrista, ao que ele diz ser “sem radicalismos”. À frente da Câmara, Maia conseguiu protagonizar momentos importantes e decisivos da política brasileira nos últimos anos, já que é o responsável por definir a pauta de projetos importantes – como a reforma da Previdência.

Além de presidente da Câmara, ele assumiu a presidência nacional do DEM em 2007, após a reformulação do partido (antigo PFL). Filho do ex-prefeito do Rio de Janeiro, César Maia, já foi secretário de Governo do município do Rio no final da década de 1990, na gestão de Luiz Paulo Conde (na época, aliado de seu pai). Rodrigo Maia cumpre o quinto mandato como deputado federal.

Marina Silva – Rede Sustentabilidade

Bandeira de campanha da ex-senadora Marina Silva deverá unir desenvolvimento econômico com a defesa do meio ambiente
Facebook/Marina Silva/Reprodução

Bandeira de campanha da ex-senadora Marina Silva deverá unir desenvolvimento econômico com a defesa do meio ambiente

Esta será a terceira vez consecutiva que a ex-senadora irá disputar a Presidência da República. Aos 60 anos, Marina Silva carrega um histórico político desde a década de 1980, quando militava ao lado do líder ambientalista Chico Mendes – e ainda hoje prega a “defesa da ética, do meio ambiente e do desenvolvimento sustentável”, sua plataforma.

A ex-senadora é crítica do mecanismo de reeleição, considerando “um atraso para o Brasil”. Ao se lançar pré-candidata em 2018, pelo partido Rede Sustentabilidade, afirma que o faz para “unir os brasileiros a favor do País”.

Marina já foi filiada ao PT, sendo vereadora de Rio Branco e deputada estadual do Acre. Depois, foi eleita senadora – representando o estado nortista. Ela também já ocupou o cargo de ministra do Meio Ambiente no governo Lula, mas se desfiliou do PT antes de terminar de cumprir o mandato, deixando-o. Em 2010, foi candidata à presidência pelo Partido Verde (PV), e, em 2014, pelo PSB. Ela era vice e assumiu a candidatura após a morte do governador de Pernambuco, Eduardo Campos.

Ciro Gomes – PDT

O ex-governador do Ceará, Ciro Gomes, é pré-candidato pelo PDT, marcando sua terceira tentativa de ser presidente
TV Real

O ex-governador do Ceará, Ciro Gomes, é pré-candidato pelo PDT, marcando sua terceira tentativa de ser presidente

O ex-governador do Ceará, Ciro Gomes, é pré-candidato pelo PDT, marcando sua terceira tentativa de ser presidente do País. Também na quinta-feira (8), anunciou estar na disputa ao cargo, com um discurso sobre “as desigualdades do País”, citando um “projeto de desenvolvimento”.

Leia também: TSE recua de resolução sobre pesquisas eleitorais após críticas

Em sua fala como pré-candidato, o pedetista defendeu que “não dá para falar sério em educação que emancipe, não dá para falar sério em segurança que proteja e restaure a paz da família brasileira sem ter o compromisso sério de dizer de onde vem o dinheiro”.

Aos 60 anos, Ciro Gomes – que é formado em Direito – já foi governador do Ceará por dois mandatos, ministro da Fazenda no governo de Fernando Henrique Cardoso, ministro da Integração Nacional no primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, além de prefeito de Fortaleza e deputado estadual. Em 1998 e 2002, também foi candidato à Presidência, ficando em terceiro e quarto lugar na disputa, respectivamente.

Jair Bolsonaro – PSL

Deputado federal por sete mandatos seguidos, Jair Bolsonaro é um pré-candidato polêmico
Luis Macedo/Câmara dos Deputados – 14.9.2016

Deputado federal por sete mandatos seguidos, Jair Bolsonaro é um pré-candidato polêmico

Deputado federal por sete mandatos seguidos,  Jair Bolsonaro é um pré-candidato polêmico, saindo em defesa da legalização do porte de armas no País e de um Estado cristão – e não laico. Bolsonaro também defende “modelos de família tradicionais”, criticando ferrenhamente o casamento entre pessoas do mesmo sexo. “Casamento é entre mulher e homem e ponto final. Esse pessoal é o atraso, uma comprovação de que eles não têm propostas e que a igualdade que eles pregam é na miséria”, disse durante sua filiação ao PSL, na última quarta-feira (7).

Formado em Educação Física, Bolsonaro é militar de carreira – desde 1988, foi para a reserva das Forças Armadas por se envolver em “atos de indisciplina”. Aos 62 anos, o deputado federal já foi vereador do Rio de Janeiro. Em 2014, foi eleito ao cargo pelo PP, mas migrou para o PSC.

Manuela D’Ávila – PCdoB

A jornalista Manuela D’Ávila é atualmente deputada estadual do Rio Grande do Sul, filiada ao PCdoB desde 2001
Reprodução/Facebook

A jornalista Manuela D’Ávila é atualmente deputada estadual do Rio Grande do Sul, filiada ao PCdoB desde 2001

A jornalista Manuela D’Ávila é atualmente deputada estadual do Rio Grande do Sul, filiada ao PCdoB desde 2001, partido que estreia na disputa à Presidência com candidato próprio desde a redemocratização do Brasil, em 1988. Um dos motes da campanha é o combate à crise e à “ruptura democrática”.

A presidente nacional do PCdoB, Luciana Santos, afirma que a candidatura de Manuela vem para “retomar o crescimento econômico e da industrialização; a defesa e a ampliação dos direitos do povo, tão atacados pelo atual governo”. Também defende que o partido pretende lutar pela “reforma do Estado, tornando-o mais democrático e capaz de induzir o desenvolvimento com distribuição de renda e valorização do trabalho”.

Aos 37 anos, Manuela D’Ávila já foi deputada federal por dois mandatos, sendo a mais votada do estado. Em 2004, foi eleita vereadora mais jovem de Porto Alegre. Em 2008 e 2012, disputou a prefeitura da capital gaúcha, mas ficou em terceiro e segundo lugar, respectivamente. Desde 2015, ocupa o cargo de deputada estadual pelo Rio Grande do Sul.

Álvaro Dias – Podemos

O senador Álvaro Dias, de 73 anos, foi escolhido pré-candidato pelo Podemos (antigo PTN)
Antônio Cruz/ Agência Brasil/Fotos Públicas

O senador Álvaro Dias, de 73 anos, foi escolhido pré-candidato pelo Podemos (antigo PTN)

O senador Álvaro Dias, de 73 anos, foi escolhido pré-candidato pelo Podemos (antigo PTN) – partido a que se filiou no ano passado, depois de sair do PV. O político busca adotar um discurso de “renovação da política e da participação direta do povo nas decisões por meio de plataformas digitais”.

Em entrevista, o pré-candidato defendeu a necessidade de “rediscutir a representação parlamentar”. “Não somos senadores demais, deputados e vereadores demais? Está na hora de reduzirmos o tamanho do Legislativo do país, tornando-o mais enxuto, econômico, ágil e competente”, disse.

No quarto mandato como senador, Dias- que é formado em História – já foi governador do Paraná entre 1987 e 1991, na época pelo PMDB. Anteriormente, na década de 1970, foi deputado federal por três vezes , além de vereador de Londrina e deputado estadual pelo Paraná.

Guilherme Boulos – Psol

A pré-candidatura oficial de Guilherme Boulos deve ser anunciada ainda neste sábado (10)
Reprodução/Facebook/Guilherme Boulos

A pré-candidatura oficial de Guilherme Boulos deve ser anunciada ainda neste sábado (10)

A pré-candidatura oficial de Guilherme Boulos deve ser anunciada ainda neste sábado (10) pelo Psol.  O coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) se filiou ao partido na última semana. Com o nome de Boulos, o partido repete o que tem feito nas últimas eleições: se colocar à esquerda dos demais partidos.

Boulos afirma ser necessário “levar a indignação dos cidadãos para a política”, defendendo “a defesa dos direitos com ousadia”. Durante sua filiação ao Psol, afirmou: “A capacidade de conjugar unidade na luta, na resistência e na defesa dos direitos com a ousadia de construir um projeto de futuro foi o que aproximou e uniu o MTST com o PSOL, bem como outros movimentos sociais, na construção dessa aliança”.

Aos 35 anos, ele é um dos militantes do movimento pelo direito à moradia mais conhecidos no Brasil, especialmente depois da Copa do Mundo de 2014, quando liderou atos contra a realização do evento. Guilherme Boulos é formado em Filosofia e Psicologia.

João Amoêdo – Novo

O engenheiro e administrador João Amoêdo é um dos fundadores do Novo e, agora, pré-candidato pelo partido
Novo

O engenheiro e administrador João Amoêdo é um dos fundadores do Novo e, agora, pré-candidato pelo partido

O engenheiro e administrador João Amoêdo é um dos fundadores do Novo e, agora, pré-candidato pelo partido. Com carreira no mercado financeiro, uma das principais bandeiras de sua candidatura é a “maior autonomia e liberdade do indivíduo”, além da “redução das áreas de atuação do Estado, a diminuição da carga tributária e a melhoria na qualidade dos serviços essenciais, como saúde, segurança e educação”.

Em sua página oficial na internet, Amoêdo diz “ser fácil acabar com a desigualdade, basta tornar todo mundo pobre”. “Ao combater a desigualdade você não está preocupado em criar riqueza e crescer, você só está preocupado em tornar todo mundo igual. O importante é acabar com a pobreza e concentrar na educação básica de qualidade para todos”, defende.

Amoêdo não possui experiência política e a disputa à Presidência em 2018 é sua estreia.

Outros candidatos potenciais

Geraldo Alckmin – PSDB

Governador do estado de São Paulo, Geraldo Alckmin deve ser oficializado como pré-candidato pelo PSDB
Mastrangelo Reino/A2img – 16.12.17

Governador do estado de São Paulo, Geraldo Alckmin deve ser oficializado como pré-candidato pelo PSDB

O governador do estado de São Paulo Geraldo Alckmin deve ser oficializado como pré-candidato pelo PSDB dentro de poucos dias. O partido chegou a ter outros possíveis candidatos internos, mas que acabaram desistindo. Esta será a segunda tentativa de Alckmin em ocupar a Presidência.

Quando eleito presidente nacional do PSDB , em dezembro do ano passado, o tucano afirmou que o partido chegaria “unido e revigorado” para a disputa em outubro de 2018. “Nossa indignação e coragem vão mudar o Brasil”, afirmou.

Aos 65 anos, Geraldo Alckmin é formado em Medicina, e tem longa carreira política dentro do PSDB.  Governador desde 2010, reeleito em 2014, já foi vice-governador de 1995 a 2001, ano em que assumiu a administração do estado, após a morte de Mário Covas. Em 2006, disputou o cargo no Planalto, mas foi derrotado por Lula.

Lula – PT

Apesar de já ter sido lançado como pré-candidato, Lula foi condenado em segunda instância a 12 anos e 1 mês de prisão
Ricardo Stuckert/Instituto Lula

Apesar de já ter sido lançado como pré-candidato, Lula foi condenado em segunda instância a 12 anos e 1 mês de prisão

A incerteza em torno da possível candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva acontece porque, apesar de já ter sido lançado como pré-candidato , o petista foi condenado em segunda instância a 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Agora, o PT aguarda o julgamento dos últimos recursos – e, provavelmente, terá de buscar autorização no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para entrar na corrida eleitoral, já que a Lei da Ficha Limpa prevê impugnação das candidaturas dos políticos condenados em segunda instância. Lula teve pedido de habeas corpus negado na terça-feira (6) pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça.

Outros nomes possíveis como pré-candidatos pelo PT são o ex-governador da Bahia Jaques Wagner e o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad.

*Com informações da Agência Brasil

Alan Alex
Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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2 comments

  1. Jair Bolsonaro foi para reserva porque os militares de carreira não podem concorrer a eleições, conforme b) do Art 52 da lei nº 6.880, de 9 de dezembro de 1980.

  2. Boa noite! Na matéria em questão diz que o candidato Jair Bolsonaro foi expulso das fileiras militares por disciplina, o que está incorreto. Ele deixou a ativa porque os militares de carreira não podem concorrer a eleições, conforme b) do Art 52 da lei federal nº 6.880, de 9 de dezembro de 1980.

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