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População de Humaitá (AM) entra em confronto com a polícia por desaparecidos

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Milhares de pessoas revoltadas com o assassinato de três pessoas cometido pelos índios “Tenharin” no dia 16 promoveram um quebra-quebra na cidade de Humaitá no início da noite desta quarta-feira (25), pelo menos 16 veículos foram incendiados por manifestantes contrários a proteção dos indígenas por parte do exercito brasileiro. O prédio da Funai foi depredado, manifestantes foram atacados pela policia militar com bombas de efeito moral, balas de borracha, mais não conseguiu evitar o incêndio a veículos e prédios que eram utilizados pelo índios no município.

O prejuízo causado pelos manifestantes pode chegar a ordem de 2 milhões de reais, os líderes da manifestação alegam que a polícia federal, o exército e a força nacional foram omissos no momento de efetuarem as buscas dos três desaparecidos que segundo informações sigilosas foram assassinados, e tiveram seus corpos queimados e enterrados no meio do mato, por dezenas de índios revoltados com a morte do cacique “IVAN TENHARIN” ocorrido no dia 03 de dezembro na rodovia Transamazônica. Os caciques das aldeias negam o fato, porém impedem qualquer tentativa de busca dos desaparecidos em suas reservas e aldeias.

Estão sobre proteção do 54º BIS cerca de 60 indígenas e quatro caciques que estavam em Humaitá, efetuando compras de alimentos em grande quantidade para suas aldeias precavendo-se de uma possível retaliação da população de Humaitá e do Matupí contra os indígenas, pelo desaparecimento das três vítimas que saíram em direção ao Apuí e não chegaram ao seu destino cerca de onze dias atrás.

A revolta popular em Humaitá culminou com incêndios e destruição de prédios públicos federais, num claro sinal de que os indígenas podem estar com os dias contados a partir de hoje, pelo menos sete mil pessoas participaram da manifestação que ainda não terminou. O barco da FUNAI também foi incendiado, e os manifestantes estão indo em direção as residências que são alugadas para alojarem os índios quando os mesmos vêm em busca de tratamento médico em Humaitá.

Por enquanto os danos e retaliações aos índios foram apenas materiais e pelos ânimos dos manifestantes as coisas não vão parar por ai, a tendência é que haja ataques a índios na cidade e nas aldeias a qualquer momento.

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Exercito e policia militar tentarão cruzar indígenas hoje

Tensão na balsa de travessia para a Transamazônica exercito e policia militar tentarão cruzar o Rio Madeira levando os indígenas e mantimentos para Aldeia do Marmelo. Manifestantes que bloquearam a passagem não estão dispostos a liberar a passagem ate que os corpos dos três desaparecidos sejam entregues pelos índios. Lideranças estão neste momento reunidos com o comandante do exercito e da policia militar para tentarem chegar a um “acordo” que possa liberar a passagem para os indígenas que estão na cidade sobre proteção do exercito.

Manifestantes estão irredutíveis e pretendem não liberar a estrada, caso os índios não entreguem os três desaparecidos vivos ou mortos. Centenas de pessoas estão chegando ao local que pode acontecer confronto caso o exército insista em liberar a passagem aos índios que estão na cidade. A FUNAI acompanha as movimentações a distancia e esta preocupada com a falta de alimentos para as tribos que ficam as margens da rodovia Transamazônica. Dois caminhões de alimentos foram comprados em Humaitá com o objetivo de abastecer as aldeias por pelo menos 30 dias até que a tensão se acalme.

As esperanças de que os três desaparecidos estejam vivos já acabou, as famílias querem pelo menos que os corpos sejam entregues e que a justiça se encarregue de punir os responsáveis pelos assassinatos das três vítimas.

Com informações de Acritica de Humaitá e fotos do jornal A Crítica (AM)

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