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Por falta de medicamentos, homem quebra posto da Semusa, em Porto Velho

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Vidro do guichê de atendimento foi quebrado; funcionários tiveram que correr. ‘Sai do meio!’, disse homem ao atirar extintor

Um paciente jogou um extintor contra os atendentes do Centro de Especialidades Médicas da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) de Porto Velho, ao ser informado sobre a falta de um remédio. Conforme a direção da unidade, o homem, que tem distúrbios psiquiátricos, atirou o objeto e quebrou o vidro do guichê de atendimento. Os funcionários conseguiram correr e ninguém se feriu. O caso foi registrado na Polícia Civil.

Segundo testemunhas, o atendimento no local começou às 8h. O paciente estava sozinho e era o primeiro da fila. A atendente Osiane da Silva Nascimento conta que ele pediu um medicamento e, quando foi informado que o remédio estava em falta, ficou irritado e já pegou o extintor. “Ele falou ‘sai do meio’ e jogou o extintor, mas não quebrou totalmente o vidro. Da segunda vez que ele jogou, eu saí correndo. Agora estou mais calma e só não me machuquei porque ele avisou que jogaria o extintor”, relata.

Pacientes que esperavam para consultas contaram que, depois de jogar o extintor, o homem ficou caminhando dentro do hospital, até a chegada da polícia. No saguão de espera, havia ainda idosos aguardando atendimento. Com a confusão, muitos saíram correndo assustados. Após o incidente, os funcionários foram liberados por não terem condições emocionais para trabalhar.

A unidade hospitalar seguiu em funcionamento, mas a farmácia foi fechada para perícia da polícia e o fornecimento de remédios está suspenso nesta quarta-feira.

A direção do hospital registrou boletim de ocorrência no 2º DP da Polícia Civil. A Polícia Militar informou que o paciente foi levado para casa e está sob os cuidados de familiares.

Medicamento será comprado
O medicamento procurado pelo paciente é Carbamazepina. De acordo com o responsável pela assistência farmacêutica da Semusa, Elber Jucá, atualmente a medicação é fornecida apenas pela rede estadual de saúde. A compra do remédio para o Centro de Especialidades Municipal está em processo licitatório.

Elber garante que o paciente foi orientado sobre os locais onde poderia encontrar o remédio. “Independentemente de ter o remédio ou não e do problema psiquiátrico dele, isso não dá o direito do paciente atentar contra a vida de uma pessoa”, disse.

As informações são do G1

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