Por recessão e desemprego, 61 milhões de brasileiros estão negativados no Serasa

Maioria dos inadimplentes ganha até 2 salários mínimos

Levantamento divulgado pela Serasa Experian mostra que a faixa de renda mais atingida pela inadimplência é a de até 2 salários mínimos – 77,9% do total. A classe social mais atingida pela inadimplência tem renda entre 1 e 2 salários mínimos e representa 39,1% do total. Já a faixa de até 1 salário mínimo representa 38,8% do total. Em seguida, vem a classe que ganha entre 2 e 5 salários mínimos (11,7%).

O levantamento é referente a maio, quando o número total de consumidores negativados atingiu o recorde histórico de 61 milhões, impulsionado pelo desemprego e a recessão econômica.

Ainda de acordo com o levantamento, a maioria dos inadimplentes (19,4%) tem idade entre 41 e 50 anos. Em segundo no ranking estão os jovens de 18 a 25 anos (14,9% do total). A faixa etária com menor percentual é dos 36 aos 40 anos (12,5%).

Os homens representam 50,9% dos inadimplentes. A maioria dos 61 milhões de inadimplentes possui apenas uma dívida (37,3%). O estudo também aponta que 30,7% dos consumidores negativados possuem quatro dívidas ou mais. O percentual de consumidores com duas dívidas é de 19,9% e 12,1% do total possui três dívidas.

Inadimplência por região e estados

O Sudeste é a região com maior percentual de inadimplentes do país – 45,2% do total, seguida da região Nordeste, que corresponde a 25,1% do total. O Sul é o terceiro colocado do ranking, com 12,8% dos negativados. Norte (8,9%) e Centro-Oeste (8%) ficam em quarto e quinto lugar, respectivamente. Amapá e Roraima lideram no percentual de inadimplência – 59,8% e 58,8%, respectivamente. Amazonas vem em terceiro lugar, com 53,4%.

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

Deixe uma resposta