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Portadores de hepatite “B” estão sem tratamento desde dezembro em Rondônia

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A senhora Fátima Rosa, portadora do vírus da Hepatite B, informou na manhã desta quinta-feira (10) que os pacientes portadores do vírus da Hepatite, entre outras doenças, em Porto Velho, estão sem tratamento e diagnóstico, desde o mês de Dezembro de 2013, porque segundo alguns funcionários do Centro de Medicina Tropical de Rondônia (CEMETRON) o Governo do Estado não compra os KIT’s de exames e diagnósticos necessários para atender a população. Esses Kits servem para os exames e diagnósticos de doenças como malária, hepatite, leishmaniose, etc.

Segundo Dona Fátima, ela foi diagnosticada com o vírus da Hepatite tipo B à pelo menos 2 anos, e desde então necessita fazer os exames a cada seis meses, para acompanhar o tratamento do vírus, conforme orientação dos médicos infectologistas do próprio CEMETRON. Porém, de meados de 2013 para cá a coisa não anda como deveria naquele local.

Dona Fátima afirma que são vários os pacientes, inclusive ela, que fazem a coleta do sangue mas não obtém os resultados dos exames porque os Kits não estão disponíveis no Centro Médico e os funcionários aos serem questionados sobre o resultado dos exames dizem aos pacientes que “o governo ainda não comprou os Kits”.

Um problema comum, porém crítico, porque se não houver o tratamento adequado o risco de danos hepáticos aumenta substancialmente, incluindo cirrose hepática e câncer. Outro problema é que pessoas que têm hepatite B crônica podem transmitir a infecção. Elas são consideradas portadoras da doença, mesmo que não tenham sintoma algum. A hepatite B é fatal se não for tratada.

Antes a coleta do material era feita e enviada para outros estados, mas o governo de Rondônia resolveu que faria aqui mesmo os exames e passou a informar que compraria os Kits, mas até agora os pacientes estão à espera do material.

Algumas pessoas informaram que devem ir ao Ministério Público para informar o problema e solicitar ao Parquet que tome as devidas providências contra o Estado.

Pequeno Histórico

Especializado em doenças tropicais infecciosas (malária, hepatite, leishmaniose, etc.), o único no Estado, o CEMETRON está aos pou­cos perdendo a sua real finalidade. Foi inaugurado em fevereiro de 1.988 com 100 leitos em funcionamento, em 1998 contava com 24 e hoje, 25 anos depois, sem nenhuma, ou com minguada reposição dos materiais permanentes (camas, lençóis, cadeiras, bisturis, pinças e outros de uso médico, etc.) e sem reforma da sua parte física, conta com aproximadamente 50 leitos.

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