Porto Velho Shopping é condenado a pagar quase R$ 45 mil à vítima de sequestro relâmpago

Vítima foi abordada dentro do estacionamento e mesmo se jogando fora do carro, funcionários não teriam percebido ação do bandido

Uma mulher vítima de sequestro relâmpago nas dependências do estacionamento do Porto Velho Shopping em setembro de 2014 deverá receber da empresa quase R$ 45 mil por danos morais e materiais. A sentença foi prolatada pela juíza de Direito Duília Sgrott Reis, da 10ª Vara Cível da Capital.

Caso a decisão transite em julgado, a empresa deverá pagar R$ 18 mil por danos morais; R$ 26.830,00 por danos materiais e ainda arcar com as custas processuais e honorários advocatícios.

A autora da ação alegou que no dia 30 de setembro de 2014, por volta das 16h30, após fazer compras no Porto Velho Shopping, dirigiu-se ao seu veículo Hilux e fora rendida por um rapaz portando arma de fogo, fazendo-a adentrar em seu automóvel com ele, ainda no interior do estacionamento.

Sustentou ter sido vítima de sequestro relâmpago, sendo obrigada a conduzir o seu veículo em rumo incerto, sob a mira de uma arma de fogo apontada em sua cintura.

Ao sair pela chancela de saída, bateu seu automóvel na traseira de um veículo também Hilux, momento em que, jogou-se fora de seu carro, bem na frente do estacionamento.

Nenhuma dessas ações sofridas teria sido percebida pelos funcionários do shopping.

Informou também que o condutor do veículo que ela havia batido passou a segui-los, bem como um taxista que a observava. Seguindo o trajeto ordenado pelo sequestrador, a vítima colidiu com um mototaxista, causando ferimentos graves nele e em seu passageiro.

Na contestação, o Porto Velho Shopping alegou que o serviço de estacionamento é prestado exclusivamente pela empresa Ancar Parking Estacionamento Ltda.

“Resta demonstrado dos autos que o sinistro ocorreu no estacionamento do estabelecimento Porto Velho Shopping. Tal serviço é um dos atrativos destes empreendimentos. Assim, esta prestação representa uma das diversas atividades empresariais executadas pela ré e, por isso, têm a obrigação de oferecer segurança aos clientes. Embora não tenha sido a empresa ré a causadora direta pelos danos sofridos pela autora é risco inerente à atividade empresarial desenvolvida pela ré de modo que não se vê rompimento do nexo causal”, destacou a magistrada em trecho da decisão, que ainda cabe recurso.

Rondoniaovivo

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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