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Prefeita de Jaru escapa do afastamento graças a lei orgânica

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Com 8 votos a favor do afastamento e 7 contra, a gestora foi mantida no cargo

Por oito votos a favor e sete contra, a maioria da Câmara de Vereadores de Jaru (RO) optou, na segunda-feira (6), pelo afastamento da prefeita Sônia Cordeiro (PT), porém, de acordo com a Lei Orgânica do município, ela permanecerá no cargo, pois o número não atingiu a maioria absoluta de dois terços dos votos.

O afastamento foi colocado em pauta após suspeitas de que a chefe do executivo estaria atrapalhando o processo da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que apura supostas irregularidades realizadas pela prefeitura no leilão de bens e imóveis inservíveis, ocorrido em 2014. As investigações continuam e o inquérito deve ser concluído até o dia 27 deste mês.

O presidente e relator da CPI, o vereador Moisés Soté (PDT), defendeu que a comissão tem graves indícios que com a gestora no cargo, a investigação pode ser comprometida e adiantou que deve enviar o relatório parcial da apuração para o Ministério Público e Tribunal de Contas. “Vamos dar continuidade com o inquérito. Caso fique provado que a prefeita está envolvida diretamente em irregularidades, a casa deve votar pelo afastamento dela e em seguida pela cassação”, diz o vereador.

Prefeita de Jaru, Sônia Cordeiro, do PT (Foto: Prefeitura de Jaru/Divulgação)
Prefeita de Jaru, Sônia Cordeiro, do PT
(Foto: Prefeitura de Jaru/Divulgação)

O presidente da Câmara de Vereadores de Jaru, Valdecir Orlandini (PSB), que votou contra o afastamento, alega que não havia elementos suficientes que comprovassem que a gestora estivesse prejudicando o andamento da CPI. “Não há provas que a comprometem de forma negativa quanto ao andamento das investigações. O afastamento não é a solução para resolver os problemas da cidade, pelo contrário, traria mais prejuízos”, argumenta.

Com informações do G1

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