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Prefeito de Cacoal moveu ação para defender chefe de gabinete presa por corrupção

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Padre Franco queria a imediata retirada de matérias de PAINEL POLÍTICO

O prefeito de Cacoal, Franco Vialleto (PT) não pode alegar desconhecimento das falcatruas protagonizadas por sua chefe de gabinete, Maria Ivani de Araújo Souza, presa na semana passada na Operação Detalhe, que investiga uma série de crimes de corrupção envolvendo a prefeitura de Cacoal e a Câmara de Vereadores. O prefeito, que também é padre, teve acesso a todas as gravações que atualmente circulam na internet, narrando em detalhes como funcionava o esquema. Porém, ao invés de adotar providências, o prefeito optou por tentar silenciar PAINEL POLÍTICO, impetrando uma ação, com pedido de liminar, exigindo a imediata retirada das matérias que haviam sido produzidas pelo noticioso.

As gravações já circulavam em Cacoal, e PAINEL POLÍTICO teve acesso e divulgou na íntegra as conversas gravadas entre Maria Ivani e o então secretário municipal de Saúde de Cacoal, Marcio Weder. Eles falavam sobre as manobras feitas para minimizar os danos causados pela CPI que investigava o suposto pagamento de propina que teria sido feito pelo empresário Marcos Bonilha para garantir a construção de uma Unidade de Pronto Atendimento em Cacoal.

Logo após PAINEL POLÍTICO ter divulgado as gravações, o prefeito esteve na redação e afirmou que iria abrir um processo, porque “as gravações haviam sido obtidas de forma clandestina”, e afirmou que “elas não serviriam como prova”. Franco disse ainda que sua chefe de gabinete era inocente, e estava sendo alvo de “uma perseguição política”. O padre afirmou ainda que havia ouvido as gravações, mas “elas estavam fora do contexto”. Na verdade, Franco havia ouvido todas elas antes mesmo de virem à público, ele foi comunicado por diversas pessoas sobre as manobras de sua chefe de gabinete. Foram presos na última sexta-feira, além da chefe de gabinete Maria Ivani de Araujo Sousa, o ex-procurador do município José Carlos Rodrigues dos Reis, o presidente da CPL Silvino Gomes da Silva, o vereador Paty Paulista (presidente da Câmara), os empresários João dos Reis Bonilha e Marcos Henrique Stecca, o policial civil Richardson Palacio e o lobista conhecido como Gigi. O vereador Valdomiro Corá estava foragido mas foi encontrado no sábado, próximo a Vilhena em uma lanchonete.

Expulsão do vice-prefeito

No dia 13 de abril a Câmara de Vereadores de Cacoal em uma votação que terminou empatada em 6 a 6, foi decidido o arquivamento da CPI que pedia o afastamento de Padre Franco. A população, revoltava, serviu pizzas na sessão. Para que o relatório fosse aprovado, a câmara iria precisar de dois terços dos votos, um total de oito assinaturas.

No dia seguinte, o vice-prefeito de Cacoal, Acelino Marcon (PDT) foi informado que seu gabinete deveria ser desocupado, “meu assessor me ligou e disse que a chefe de gabinete (Maria Ivani) havia pedido que nossa sala fosse desocupada, pois iriam utilizar para outros fins. Eu disse a ele que só sairia mediante uma solicitação por escrito assinada pelo prefeito, o que foi feito no começo da tarde”, disse Marcon na ocasião. A ação teria sido uma retaliação pelo fato dos vereadores pedetistas terem votado favorável ao relatório, que pedia a cassação do mandato do padre.

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