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Prefeitura registra aumento de 25% nos casos de AIDS na capital

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De acordo com dados disponibilizados pela Secretaria municipal de Saúde (Semusa), por meio da coordenadoria de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs), cresceu em 25 % o número de casos de HIV em Porto Velho, dados de 2014 em relação a 2013 

Segundo a coordenadora da DST/Aids da Semusa, Aldeane Monteiro, o índice é alto devido o não uso do preservativo em relações sexuais. “Usando como base o questionário do Teste Rápido adotado pela secretaria,disponível em qualquer Unidade de Saúde, verificamos que setenta por cento dos pacientes afirmam não usar preservativo. Outro caso ainda é que depois de poucos meses de relação estável com um mesmo parceiro muitos deixam o uso da proteção sem antes saber se o paceiro tem qualquer tipo de doença”, afirma a coordenadora.

Nas Unidades de Saúde do município são feitos testes de sífilis, hepatite B e C e HIV e é preciso responder ao questionário do Teste Rápido que possui um termo de autorização do paciente de que ele consente em ser notificado caso seja necessário. “Isso dá respaldo para que possamos procurá-­lo e iniciar o tratamento com medicação e acompanhamento de profissionais. Vale ressaltar que somente no ano passado a Semusa começou a notificar os casos de HIV. Antes era notificado somente quando era Aids”, explica Aldeane Monteiro.

Detalhe este reforçado pela coordenadoria que explica que o HIV é o vírus da Aids. Ao entrar no organismo humano, ele se instala nas células do sistema imunológico, responsáveis pela defesa do corpo. Dentro das células, o vírus consegue se multiplicar deixando a defesa do corpo prejudicada pelo vírus. Ao desenvolver a Aids, o HIV começa um processo de destruição dos glóbulos brancos do organismo da pessoa doente.

Como esses glóbulos brancos fazem parte do sistema imunológico ( de defesa ) dos seres humanos, sem eles, o doente fica desprotegido e várias doenças oportunistas podem aparecer e complicar a saúde da pessoa. A não defesa do organismo contra micro­organismos invasores, como o vírus HIV, resulta na Aids (Doença oportunista). ” Após o contágio, a doença pode demorar até 10 anos para se manifestar. Por isso, a pessoa pode ter o vírus HIV em seu corpo, mas ainda não ter Aids”, alertou a coordenadora que acrescenta que uma pessoa com a doença pode viver com o vírus HIV por um longo período. “A Aids não tem cura, mas tem tratamento e com relação a transmissão via contato sexual, a maneira mais indicada é a utilização correta de preservativos durante as relações sexuais”, finalizou.

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