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Prepara Brasil, Bolsonaro vem aí em 2018 e com ele uma onda de mudanças

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Eleição de Donald Trump nos EUA e de “não políticos” no Brasil demonstram que população cansou da mesmice e aposta no “desconhecido”

Brasília – O povo cansou. E pelo visto em todo ocidente. O eterno papo-furado da classe política, suas promessas vazias e sem cumprir compromissos junto à sociedade vem conduzindo o ocidente para uma onda de extrema direita preocupante por um lado, mas cujos sintomas estão sendo exibidos aos poucos e a classe política, cega em sua própria vaidade, não consegue enxergar.

E isso vem de longa data. Na história do Brasil já tivemos eleição de macacos, de palhaços e outras bizarrices. Mas duas eleições estrondosas foram sintomáticas, Enéias, eleito deputado federal em 2002 com 1,57 milhões de votos captados através de discursos patrióticos inflamados (foi candidato à presidente por três vezes) e em 2010 o palhaço Tiririca, que em 2010 obteve pouco mais de 1,3 milhões de votos para deputado federal. O primeiro era radical demais e o segundo não sabia bem o que faz um deputado.

Mas ambas as eleições revelam que a sociedade, aos poucos, vai mostrando insatisfação com a classe política em uma crescente. Se tomarmos como exemplo o deputado federal Jair Bolsonoro, que foi eleito em 2010 com 120 mil votos e reeleito em 2014 com 464.572 votos, fica evidente que o discurso nacionalista, conservador e por suas críticas ao comunismo e à esquerda agrada, e muito. Assim como o endurecimento da legislação penal. Bolsonaro representa em vida o discurso do “bandido bom é bandido morto”. Mas, ele está errado? Sinceramente creio que não. Ao nos confrontarmos com o noticiário cotidiano, assistimos estarrecidos episódios de violência de norte a sul desse país, e a classe política, sempre preocupada com votos e reeleições, completamente inerte diante do cenário que se agrava a cada dia.

A eleição de Trump nos Estados Unidos é um prenúncio de 2018 e vai refletir diretamente na política brasileira, afinal não é novidade alguma que nossos rumos são conduzidos com uma “ajudinha” da turma da embaixada americana em Brasília. Em 2018 se desenha uma onda de renovação e se eu fosse político, tratava de começar a me preocupar mais com a sociedade que com reeleição. O Brasil precisa de um estadista, com pulso firme e que tenha apoio popular. Talvez o que nos falte como nação seja um pouco de orgulho nacionalista. O discurso de direita incomoda, mas o classe política tupiniquim, incomoda muito mais.

A inércia estatal, a impunidade em todas as esferas, o crescimento da criminalidade e o socorro que o Estado brasileiro presta a bancos, que apesar de arrecadarem bilhões estão sempre “no vermelho”, encheu o saco. As pessoas querem ter esperança, e quem reconforta, ao menos em palavras, é o discurso radical, intolerante e raso. Mas que nutre uma expectativa de luz no fim do túnel. Os pensadores e liberais podem achar “um horror, um retrocesso”, mas isso é culpa exatamente de políticas irresponsáveis, da corrupção desenfreada. A sociedade prefere um radical “limpo” que um um democrata “sujo”.

Jair Bolsonaro preenche todos os requisitos, e quem sabe pode ser a mudança que a população tanto anseia. Afinal, como diriam os maçons, “Ordo Ab Chao”, ou a “Ordem vem do Caos”.

Portanto prepara, porque Bolsonaro vem aí, e o processo, ao que se desenha, é irreversível.

 

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