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Presidiário leva oito crianças para matagal e estupra uma delas

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José Inácio Souza do Nascimento, 23, vulgo “Branco”, foi preso pela polícia, em Manaus, como suspeito de ter estuprado uma garota de 12 anos e aliciado e roubado outras sete, meninos e meninas entre 10 a 12 anos, no bairro Santa Etelvina, Zona Norte da capital, na manhã de segunda (26). Ele é presidiário e foi capturado na manhã desta terça (27) quando tentava se esconder na casa da mãe.

Conforme depoimento das vítimas, as oito crianças voltavam a pé da escola para casa no bairro Santa Etelvina, por volta das 10h30, quando foram abordados por José Inácio, que portava uma arma de fogo. “Branco” fez ameaças e obrigou que todos entrassem na mata que cerca a região, inventando que procurava saber quem deles havia roubado a irmã mais nova dele.

Dentro da mata, o suspeito fez diversas perguntas e ordenou que cada um deles se despisse completamente das roupas, fazendo com que todos ficassem nus, para “verificar” quem estava com o “objeto roubado” da irmã dele. A partir daí, José Inácio recolheu os aparelhos de celular das oito crianças e questionou quem do grupo tinha mais “coragem” e quem era mais “medroso”.

De acordo com a delegada Linda Gláucia, da Delegacia Especializada na Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), as crianças foram coagidas pelo suspeito armado e apontaram duas meninas como a mais “medrosa” e a mais “corajosa”. Segundo a delegada, “Branco” levou para mata adentro a garota mais “medrosa”, afirmando que iria “ensiná-la a não ser mais medrosa”.

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“Ele perguntou onde elas estudavam, quem delas era a mais corajosa, e quem era a mais medrosa, e disse que ia ensiná-la a não ser mais medrosa. Ele levou a menina mais para dentro do mato e cometeu o ato”, contou a delegada. Conforme Gláucia, antes de levar a garota “escolhida”, o suspeito disse que estava agindo com comparsas e que todos deveriam obedecê-lo, já que, caso algum deles tentasse gritar ou fugir, todos seriam mortos.

As crianças ficaram aproximadamente 40 minutos no meio do mato em poder de José e, após esse período, a vítima do estupro foi libertada, chorando. O grupo percebeu, então, que “Branco” não voltaria mais e que todos podiam fugir dali. As oito crianças foram até a casa de um familiar mais próxima e informaram o que tinha acontecido, quando policiais militares da 26ª Companhia Interativa Comunitária foram acionados.

O caso foi registrado no 26º Distrito Integrado de Polícia (DIP) e transferido para a Depca. O delegado titular do 26º DIP, Walter Cabral, informou que, diante das informações repassadas pelas crianças, começaram as investigações e as buscas. “As vítimas relataram que o suspeito tinha uma tatuagem com o nome ‘branco’ no antebraço, e isso ajudou muito, já que esse suspeito era conhecido na área por realizar vários roubos a crianças nas saídas das escolas”, revelou.

Ficha ‘suja’

José Inácio já era conhecido da polícia por crimes cometidos na região, sendo inclusive foragido do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) desde o dia 16 de maio, onde cumpria pena por roubo no regime semiaberto. Como não estava dentro do Compaj, no Km 8 da BR-174, a polícia localizou “Branco” na casa da mãe, na rua Matrinxã, ainda no Santa Etelvina.

Durante a abordagem policial, a mãe de José Inácio, que não teve o nome revelado, ainda tentou despistar a polícia para que o filho conseguisse fugir pulando o muro aos fundos da casa, mas não teve sucesso. Ele foi conduzido à delegacia e confessou que tinha abordado as crianças, levado todas elas para o matagal e, em seguida, roubado o celular delas. Entretanto, ele negou ter cometido o estupro contra a garota de 12 anos.

A vítima do estupro foi levada para fazer exame de conjunção carnal no Instituto Médico Legal (IML) e o resultado confirmou o ato sexual. José Inácio foi autuado em flagrante na Depca por roubo e por estupro de vulnerável, e será encaminhado à cadeia pública de Manaus. No site do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), o nome dele é citado em mais três processos pelos crimes de roubo e furto.

A Crítica

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