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Preso acusou suposta namorada de juiz de cobrar propina em troca de liberdade

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Acusado de chefiar uma suposta quadrilha de estelionatários  e narcotraficantes  desarticulada durante a Operação Apocalipse da Polícia Civil, Fernando Braga Serrão, o Fernando da Gata, que esteve preso até recentemente, manteve, em depoimento na Central de Polícia da capital, as acusações que havia feito ao juiz da 1ª Vara de Delitos de Tóxicos de Porto Velho, Arlen José Silva de Souza, durante audiência em que estava sendo interrogado pelo magistrado. Naquela ocasião, cara a cara com o magistrado, Fernando da Gata disse que o juiz “era amigo pessoal do governador Confúcio Moura (PMDB), que estava comprado e a sentença pronta”.

Nesta audiência, o juiz Arlen mandou lavrar um flagrante contra Fernando da Gata por desacato e calúnia e enviou ofício ao Tribunal de Justiça solicitando investigações sobre as acusações contra sua pessoa.

Na polícia, Fernando da Gata reafirmou as denúncias contra o magistrado, mas ressalvou que nunca foi procurado pessoalmente pelo juiz Arlen com o suposto pedido de propina.

“Em momento algum, pessoalmente, o juiz chegou a fazer qualquer proposta neste sentido”, acrescentou da Gata.

Segundo ele, foi a advogada Milene Calixto  quem fez a proposta de R$ 400 mil em troca de um habeas corpus a ser concedido pelo juiz. De acordo com o depoimento de Fernando da Gata, na época, Milene seria namorada do magistrado.

Ainda de acordo com o depoimento, Milene teria intermediado junto ao juiz a concessão de um habeas corpus ao preso Rodolfo Paiva, filho do ex-secretário de Segurança Pública de Rondônia, Walderedo Paiva, em troca de R$ 30 mil, mas quem mandou soltar o preso foi o juiz da 3a Vara Criminal de porto Velho, e não Arlen.

Durante o depoimento de Fernando da Gata na polícia, sua advogada pediu para sair da sala, e disse que não compactuaria com mentiras, recomendando a seu cliente que pensasse melhor no que ia falar.

Fernando da Gata contou aos delegados que havia prestado depoimento na sede do Ministério Público de Rondônia, ocasião em que relatou aos promotores as mesmas acusações contra o juiz Arlen, inclusive se colocando à disposição para ajudar a “dar um flagrante no magistrado”. Um dos promotores teria dito que, ao terminara s investigações policiais da Operação Apocalipse, o Ministério Público investigaria as acusações contra o juiz.

JUIZ SOLICITOU INVESTIGAÇÕES

Antes do depoimento de Fernando da Gata na polícia, o juiz Arlen já havia encaminhado ofício ao Tribunal de Justiça relatando as acusações contra sua pessoa e solicitando investigações para apurar os fatos. Ao mesmo tempo, mandou lavrar um flagrante contra Da Gata por desacato e calúnia.

As informações são do Tudorondonia

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