• Homepage
  • >
  • DF e região
  • >
  • Preso em flagrante no DF por estuprar enteada é solto em audiência de custódia

Preso em flagrante no DF por estuprar enteada é solto em audiência de custódia

Homem foi preso na última sexta e solto no dia seguinte após audiência de custódia. Menina de oito anos deixou casa da mãe para morar com o pai e a irmã

Um homem de 35 anos preso em flagrante por estuprar a enteada de 8 anos na última sexta-feira (17) no Riacho Fundo II, no Distrito Federal, foi solto no dia seguinte após audiência de custódia. Ele cumpre medida cautelar.

O chefe da Delegacia de Proteção à Criança e Adolescente, Wisllei Salomão, disse que os abusos aconteciam com frequência e que a vítima sofria ameaças de violência do padrasto. Segundo o Conselho Tutelar, a criança está morando com o pai e a irmã de 17 anos.

O Tribunal de Justiça e o Ministério Público do DF não se manifestaram. Ambos os órgãos informaram ao G1 que magistrados e promotores não comentam casos que correm em sigilo quando envolvem crianças ou adolescentes.

O pai da menina disse em entrevista  que foi informado sobre a decisão da audiência de custódia somente nesta terça (21), quando esteve no Conselho Tutelar do Riacho Fundo II.

Segundo ele, a filha passa bem. “Eu não tive a coragem de conversar com ela sobre o assunto. Ela é uma criança. Só falei que, a partir de agora, a gente [ele e a filha mais velha] ia protegê-la. Também marquei reunião na escola.”

De acordo com uma funcionária que trabalha no Conselho Tutelar há pouco mais de um ano, este é o primeiro caso de prisão em flagrante por estupro em que o agressor é solto. “A gente fica chocado e entra com as medidas protetivas, que é só o que podemos fazer. Tirar a criança do local de risco, oferecer ajuda psicológica e monitorar a situação.” A funcionária não quis se identificar.

O criminalista Joaquim Rodrigues explica que a revogação da prisão ou o “relaxamento” da pena pode ocorrer caso o flagrante tenha sido irregular. “A audiência de custódia serve jutamente para verificar a legalidade da prisão.” O risco às investigações, à ordem pública e à própria vítima também é levado em consideração para decidir sobre a manutenção da prisão preventiva.

Segundo o advogado, “como o estupro costuma acontecer às escondidas, para caracterizar flagrante é preciso que o crime seja percebido na hora do ato ou logo depois”.

Entenda o caso

O caso foi descoberto porque a criança contou dos abusos para a professora de um projeto social que frequenta, na manhã de sexta (17). Segundo o relato à Polícia Civil, ela tinha sido alvo de estupro horas antes. A instituição de ensino acionou o Conselho Tutelar da região e a menina foi encaminhada à unidade policial.

Psicológos da delegacia conversaram com a criança, que voltou a relatar os crimes. Segundo consta no boletim de ocorrência, “a vítima foi imediatamente ouvida pela Seção de Análise Técnica (SAT) à qual pode relatar vários episódios de violência sexual”. Um laudo do Instituto Médico Legal (IML) atestou a presença de “vestígios do ato libidinoso”.

Sem apoio

Em depoimento, a mãe da criança informou aos polícias que não sabia dos abusos. Segundo o delegado, ela só acreditou na história contada pela própria filha quando viu o resultado dos exames feitos pelo IML.

“É importante que casos assim cheguem ao conhecimento da polícia o mais rápido possível, porque a nossa ação será também mais rápida”, diz o delegado.

Wisllei Salomão disse ainda que, para abusar da menina, o padrasto pedia para o filho do casal, um menino de 7 anos, andar de bicicleta na rua. O suspeito, que trabalha como auxiliar de serviços gerais, foi preso pelo crime de estupro de vulnerável.

Deixe sua opinião via Facebook abaixo!
Por favor, dê um like em nossa página no Facebook
Placeholder
Anterior «
Próximo »

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

  • twitter
  • googleplus

Deixe uma resposta

Direto de Brasília

Associado da Liga de Defesa da Internet