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Preso por embriaguez é achado morto em cela de delegacia no DF

Um homem de 43 anos foi encontrado morto em uma cela da 27ª Delegacia de Polícia, no Recanto das Emas, na madrugada desta segunda-feira (14). O caso ocorre um mês após um motorista da Caixa Econômica Federal ter sido achado morto na 13ª DP, em Sobradinho, em condições semelhantes.

Segundo a Polícia Civil, Giovânio Alves da Silva foi preso em flagrante pela Polícia Militar do Distrito Federal, no último domingo (13), por dirigir embriagado. Ele fez o teste do etilômetro, que indicou 1,11 miligrama de álcool por litro de ar expelido, quantidade acima do limite considerado crime, que é de 0,34.

Os militares o conduziram até a delegacia. No local, ele foi levado para uma cela. De acordo com a Polícia Civil, a família de Giovânio Alves foi comunicada sobre o valor da fiança, mas não teria comparecido à DP.

Por volta das 4h35 desta segunda, agentes encontraram Giovânio Alves “enforcado com a calça que usava”. A polícia acionou o Corpo de Bombeiros, que quando chegou à delegacia encontrou a vítima sem os sinais vitais.

A prisão

Em nota, a Polícia Militar apontou que Giovânio Alves dirigia um carro, na noite de domingo, de maneira perigosa “colocando em risco a vida de outras pessoas”. Ainda segundo a corporação, pessoas que presenciaram o caso teriam conseguido detê-lo e o agrediram.

Ele foi solto após as agressões, mas voltou a fazer “manobras perigosas”. A PM, então, prendeu Giovânio Alves, por volta das 21h30. O motorista apresentava lesões pelo corpo. Os policiais o levaram para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Depois de ter recebido atendimento médico, ele foi direcionado à 27 DP.

A Polícia Civil informou que foi instaurado procedimento para apuração dos fatos. A perícia foi realizada pelo Instituto de Criminalística, que deve apresentar um laudo nos próximos 30 dias.

Caso em Sobradinho

O motorista da Caixa Econômica Federal Luis Cláudio foi achado morto após ter sido detido por embriaguez ao volante depois de bater no carro de um policial militar que não estava em serviço. Aos parentes, os agentes da 13ª DP afirmaram que ele havia se enforcado com a camisa que estava usando no momento da prisão. Um laudo do Instituto Médico Legal (IML) da Polícia Civil apontou, preliminarmente, que ele morreu por asfixia.

Luiz Cláudio Rodrigues completaria 49 anos neste sábado. A vítima era motorista da Caixa Econômica Federal (Foto: Arquivo pessoal)

O inquérito, que tinha prazo de 30 dias para trazer uma resposta final sobre o caso, ainda não foi concluído. Os familiares do motorista reclamam da falta de informações. Na última sexta-feira (11), procuraram o IML e a Corregedoria da polícia pedir a cópia de laudos e do inquérito, mas não conseguiram os documentos.

Quando o inquérito for concluído, a família disse que pretende dar início a uma perícia particular. Um médico legista foi contratado e afirmou à TV Globo por telefone que o material que já recebeu é suficiente para descartar a hipótese oficial de que o Luís Cláudio se enforcou. Segundo o perito, que tem 37 anos de experiência, o motorista foi agredido.

Primo de Luis Claudio, Eduardo Feitoza informou ao G1 que vai entrar em contato com a família de Giovânio Alves da Silva para prestar “apoio jurídico e pericial”.

O teste do bafômetro feito na delegacia após a prisão apontou 1,35 miligramas de álcool por litro de ar, quantidade acima do limite considerado crime, que é de 0,34. A família só soube que ele havia morrido depois que pagou fiança de R$ 1,2 mil.

Luis Cláudio trabalhou como motorista da presidência Caixa Econômica durante 29 anos e morreu um dia antes de completar 49 anos.

Fonte: g1/df
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