PRF que matou empresário em briga de trânsito presta novo depoimento

In Brasil

Crime aconteceu no dia 31 de dezembro durante discussão de trânsito

O policial Rodoviário Federal Ricardo Su Moon disse à polícia, no segundo depoimento na quarta-feira (14), que vestia uma camiseta tipo polo, listrada banca e azul por cima da farda, conhecida como “traje sereia”. Ele é acusado de matar o empresário Adriano Correia do Nascimento, durante uma briga de trânsito, na avenida Ernesto Geisel, em Campo Grande, no dia 31 de dezembro de 2016.

Segundo Moon, ele tem o hábito de colocar uma camiseta “normal” por cima do uniforme quase completo, descaracterizando a parte superior, para garantir a segurança pelo fato dele sair de madrugada e se deslocar até a rodoviária para assumir o posto em Anastácio, que fica a cerca de 128 quilômetros de distância de Campo Grande.

A Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público do Estado (MP-MS) contra o policial pela morte do empresário e pelas tentativas de homicídios dos outros dois ocupantes do veículo de Nascimento. No dia 1º de fevereiro o policial saiu do presídio.

De acordo com o depoimento, o acusado foi levado para o batalhão da Polícia Militar horas depois do ocorrido e, em seguida, foi levado para a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) do Centro. No caminho, alguém teria dito para ele colocar todo o equipamento – faltava o cinturão, colete balístico e o boné -, que foi feito de maneira “automática”.

Decisão

No despacho, o juiz determina que Moon teve suspenso o direito de portar arma de fogo até o julgamento do processo, terá que ficar em casa no período noturno e usar tornozeleira de monitoramento eletrônico durante seis meses.

Ainda de acordo com a decisão, o policial poderá voltar a trabalhar, mas somente em atividades internas e está proibido de se ausentar do país. Por isso terá que entregar o passaporte à Justiça. O juiz também fixou fiança no valor correspondente ao carro que o PRF usava no dia do crime, uma Mitsubishi Pajero.

Carlos Alberto Garcete aceitou também as qualificadoras de que o crime teria sido praticado por motivo fútil e do acusado ter se utilizado de recurso que dificultou a defesa da vítima. Mas rejeitou outros pedidos feitos pelo MP-MS, como a quebra dos dados do celular de Moon, já que esse procedimento já foi adotado pela Polícia Civil, no inquérito aberto para investigar o homicídio.

O magistrado também indeferiu o pedido do Ministério Público para que fossem apurados possíves crimes praticados por policiais militares que atenderam a ocorrência no dia do crime. No despacho, Garcete assinala que já há inquérito policial militar aberto pela Corregedoria.

A Polícia Civil ainda aguarda laudos complementares que serão anexados ao processo posteriormente.

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