Procurador acusado de agredir mulher em cárcere privado continua afastado, decide CNMP

Douglas Kirchner tanto agrediu quanto permitiu agressões a sua ex-esposa quando morava em Porto Velho

O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) manteve, em sessão realizada nesta terça-feira (10/5) o afastamento do procurador da República Douglas Kirchner, acusado de agredir e manter a ex-mulher em cárcere privado, por motivos religiosos.

Kirchner, que está em estágio probatório, é defendido pela advogada Janaína Paschoal Barbosa, uma das autoras do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, que atualmente tramita no Senado.

A demissão do procurador foi decidida em sessão extraordinária feita em abril, à qual a defesa interpôs embargos de declaração. A penalidade foi decidida pela maioria dos membros do Conselho.
Para a advogada Janaína Paschoal, a competência para julgar o caso cabe ao Conselho Superior do Ministério Público – que, em março, decidiu manter Kirchner no cargo.

“Não posso ter certeza, mas não descarto que esta decisão de hoje, aqui no CNMP, tenha um fundo político”, afirmou Paschoal.

O procurador de Rondônia é um dos responsáveis pela investigação que analisa se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva praticou tráfico de influência no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Na sessão desta terça-feira (10/05), presidida pelo Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, foram expostos novamente os fatos que constam no Processo Administrativo Disciplinar 1.00162/2015-03 – segundo o qual uma pastora teria dado uma surra de cipó na esposa do procurador.

Além de conivência com esses episódios violentos, Kirchner também é acusado de privar a esposa de comida e higiene.

“Não vamos desistir deste caso e estamos trabalhando numa forma de conseguirmos recorrer desta decisão”, garantiu Paschoal.

As informações são de Mariana Muniz, do Jota.Info

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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