Procurador da Lava Jato está sendo investigado por palestras
MPF 

O Procurador Deltan Dallagnol, coordenador da Operação Lava Jato no Ministério Público Federal, recebeu R$ 219 mil por 12 palestras que fez em 2016; Dallagnol será investigado pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), que vai investigar a comercialização de palestras pelo procurador; ao final de uma palestra no Expert 2017, evento da corretora XP Investimentos, Dallagnol se negou a revelar quanto recebeu pela palestra e disse que “não controlou” os valores recebidos no ano passado com as palestras.

O procurador divulgou nota e informou que estava utilizando os recursos para doação ou para um fundo de combate à corrupção; a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) reagiu e disse que os integrantes da força-tarefa estavam usando a Lava Jato para fazer fortuna.

“Bochechas rosadas”

“Os brasileiros se acostumaram a ver pela TV o procurador longilíneo, de bochechas rosadas, cabelo bem aparado, óculos de aro fino e trajado de terno preto quando irrompe um novo ato bombástico da operação – o mais recente foi a denúncia contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva”.

Era assim que uma empresa de agenciamento de palestras de São Paulo, a Motiveação, apresentava o procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato na primeira instância, em Curitiba. A revista Veja mostrou essa descrição essa semana e segundo o site, cada palestra custa de R$ 30 mil a R$ 40 mil, mesmo preço estipulado para outros agenciados pela empresa, como o cineasta Fernando Meirelles, o técnico de vôlei José Roberto Guimarães, o ex-presidente do Banco Central Gustavo Franco, o ex-jogador Cafu e o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Ayres Britto.

O mesmo texto continua: “Descrito por amigos como metódico, carinhoso e sossegado, Dallagnol muda de estilo quando sobe no skate ou pega uma prancha. Em 2014, no início da Lava Jato, viajou para surfar na Indonésia. Desde então, sua única praia é a investigação que desbaratou o esquema de desvio de recursos na Petrobras”.

 

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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