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Promessa de uma nova agência da Caixa em Ariquemes ficou só na palavra

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A população de Ariquemes – e das localidades circunvizinhas – continua sofrendo com a falta de estrutura da única agência da Caixa Econômica Federal naquele importante município rondoniense e, para ampliar ainda mais o sentimento de desespero de uma população estimada em 380 mil habitantes em todo o conhecido Vale do Jamari, a promessa do superintendente do banco, Márcio Mourão, da instalação de mais uma agência bancária naquela região até o meio deste ano não passou de falácia, já que absolutamente nada do prometido foi feito até agora, início do mês de julho.

Essa garantia foi dada pelo superintendente ao Sindicato dos Bancários e Trabalhadores do Ramo Financeiro de Rondônia (SEEB-RO), ainda no final de fevereiro e nem a nova agência, prometida para junho, e nem o posto de atendimento no prédio da prefeitura, prometido para abril, saíram do papel.

“O não cumprimento dessa promessa é um completo desrespeito com a classe trabalhadora e um total descaso com a população de Ariquemes e municípios vizinhos, que necessitam do atendimento dia após dia no banco”, destaca José Pinheiro, presidente do Sindicato.

Essa letargia da Superintendência vem de encontro ao que foi prometido pela direção nacional da Caixa aos sindicalistas, deputados estaduais e federais, vereadores e representantes comerciais de Ariquemes em reunião realizada em junho de 2013.

A situação na agência daquele município é tão caótica que existem casos em que clientes chegam a ‘dividir’ o valor de um táxi-lotação para se deslocar até a agência de Alto Paraíso para resolver seus assuntos bancários e, quando retornam à Ariquemes, a fila gigantesca da agência, que começa ainda na parte externa, ainda continua da mesma forma.

O espaço da agência é tão pequeno e fica, diariamente, tão lotado por clientes e usuários que os funcionários são obrigados a se ‘contorcer’ para transitar de um lado ao outro da unidade.

ENTENDA

A única agência da Caixa existente em Ariquemes é muito antiga e não suporta atender a uma demanda de clientes e usuários gigantesca comparada ao tamanho do seu espaço físico e ao seu quadro funcional. Os funcionários, tentando minimizar o estrangulamento no atendimento e o acúmulo de serviços, se veem obrigados a trabalhar muito além do horário normal de expediente e, por isso, acabam adoecendo.

Em março de 2013 o SEEB-RO, juntamente com funcionários, fechou a agência em protesto. A iniciativa foi apoiada por vereadores e pela população em geral. O caso chegou a conhecimento de deputados estaduais e à bancada federal que, por sua vez, levou a situação à direção nacional do banco.

Em junho do ano passado o superintendente regional já havia feito a promessa de instalar mais uma agência e um posto avançado em Ariquemes até o meio deste ano, 2014.

No entanto, nada foi feito até agora.

“O banco tem que ter palavra, tem que ter compromisso, pois deve uma satisfação para milhares de famílias de Ariquemes e região que se encontram numa rotina de revolta e desespero, todos os dias, quando precisam ir àquela agência. E essa calamidade não impera apenas em Ariquemes, ela é uma triste realidade em praticamente todas as agências da Caixa no Estado”, acrescenta Pinheiro.

O secretário geral do SEEB-RO, Euryale Brasil, afirma que o Sindicato tem procurado a Superintendência frequentemente, cobrando a instalação da nova agência e do posto na prefeitura.

“Mas o superintendente sempre apresenta uma nova ‘desculpa’ o que, para o Sindicato, representa tão somente uma total falta de vontade e de compromisso em cumprir com o que foi prometido verbal e documentalmente”, dispara Euryale, que é funcionário da Caixa.

Fonte:Assessoria

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